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CASO ISABELLE CARACRISTI

Elmano determina rigor na investigação da morte de jovem encontrada em condomínio de Fortaleza

Governador do Ceará lamentou a morte de Isabelle Caracristi, de 22 anos, e afirmou que Polícia Civil e Perícia Forense atuam desde o início para esclarecer as circunstâncias do caso

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Elmano determina rigor na investigação da morte de jovem encontrada em condomínio de Fortaleza
Jovem era estudante de direito. Imagem: Redes sociais


O governador do Ceará, Elmano de Freitas, afirmou que determinou máxima celeridade e rigor na investigação da morte da jovem Isabelle Caracristi, de 22 anos, encontrada morta em um condomínio no bairro Aldeota, em Fortaleza. Em manifestação sobre o caso, o governador disse que a Polícia Civil e a Perícia Forense atuam desde o início da ocorrência para esclarecer as circunstâncias da morte.

Elmano também lamentou profundamente o caso e manifestou solidariedade aos familiares e amigos da jovem.

“A respeito do caso da jovem encontrada morta em um condomínio em Fortaleza, informo que, desde o começo, foi determinada máxima celeridade e rigor para investigar e esclarecer as circunstâncias. Desde o momento do ocorrido, a Perícia Forense e Polícia Civil estão atuando no caso.”

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Na sequência, o governador acrescentou: “Lamento profundamente esse acontecimento tão trágico e registro minha solidariedade aos familiares e amigos da jovem.”

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A manifestação ocorre enquanto a investigação ainda não chegou a uma conclusão pública sobre o que provocou a morte de Isabelle. A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) informou que ainda não havia laudo da Perícia Forense apontando a causa do óbito. O caso é investigado pela 2ª Delegacia de Polícia Civil da Capital.

Morte de Isabelle Caracristi ainda é investigada

Isabelle era estudante de Direito e tinha 22 anos. Ela foi encontrada morta na noite do último domingo (13), no pátio do condomínio onde havia passado a morar com o namorado e familiares dele, na Aldeota.

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As circunstâncias da morte ainda não foram esclarecidas oficialmente. Até o momento, não há divulgação de laudo que determine a causa do óbito nem conclusão pública da Polícia Civil sobre eventual responsabilidade de terceiros.

O caso ganhou repercussão nas redes sociais depois que a mãe da jovem, a professora universitária Isorlanda Caracristi, publicou um vídeo cobrando respostas sobre o que aconteceu com a filha.

Segundo o relato da mãe, ela havia visto Isabelle pela última vez na tarde do domingo. Na ocasião, a jovem teria informado que iria a uma missa e a uma procissão com o namorado e a mãe dele.

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Depois disso, Isorlanda afirmou que perdeu o contato com a filha. Conforme o relato publicado nas redes sociais, Isabelle teria enviado duas mensagens durante a noite, uma delas relacionada a uma comida que havia deixado em uma airfryer e outra com a frase “Mãe, eu te amo”. A mãe contou que tentou novamente falar com a filha posteriormente, mas não recebeu respostas.

Na manhã da segunda-feira (14), diante da ausência de notícias, Isorlanda relatou que tentou entrar em contato com o namorado de Isabelle por ligações e mensagens. Segundo ela, não conseguiu estabelecer comunicação.

A professora então foi até o condomínio acompanhada do irmão. Conforme seu relato, a família foi informada pela síndica de que Isabelle havia morrido na noite anterior e que o corpo já havia sido encaminhado para os procedimentos da Perícia Forense.

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O relato da mãe sobre os acontecimentos anteriores à morte integra as informações que vêm sendo apresentadas publicamente pela família, mas não representa uma conclusão da investigação policial.

Relacionamento de Isabelle é citado pela família

Ao falar sobre a trajetória da filha nos meses anteriores à morte, Isorlanda também relatou preocupações relacionadas ao relacionamento de Isabelle.

Segundo a professora, a jovem havia conseguido, em julho, um estágio em um escritório de advocacia em Fortaleza. Foi nesse período que, conforme o relato da mãe, ela conheceu o homem que posteriormente se tornou seu namorado e que também era um dos sócios do escritório.

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Isorlanda afirmou que Isabelle passou a trabalhar diretamente com ele e que o relacionamento teria começado menos de dez dias depois do início do estágio.

A mãe relatou ainda que considerava a relação muito rápida e que tinha preocupações em relação à diferença de idade entre os dois. Segundo seu relato, o namorado tinha 33 anos.

Apesar das preocupações manifestadas pela família, Isorlanda disse que procurou permanecer próxima da filha. A professora afirmou também que Isabelle estava envolvida com os planos relacionados à vida profissional e à possibilidade de construir uma empresa com o namorado.

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Outro ponto mencionado pela mãe foi o que ela descreveu como um comportamento controlador do companheiro. Entre as situações relatadas por Isorlanda estão um pedido para que Isabelle emprestasse o cartão de crédito para uma cirurgia e uma proposta para utilizar o nome da jovem na abertura de uma empresa.

Essas informações foram apresentadas pela mãe em seu relato nas redes sociais e devem ser tratadas como alegações da família, sem que sejam tomadas como comprovação de qualquer irregularidade ou como explicação para a morte.

Até o momento, as autoridades não divulgaram publicamente uma conclusão que relacione esses fatos à morte da jovem.

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O que já se sabe sobre a investigação

A causa da morte de Isabelle continua sendo um dos principais pontos a serem esclarecidos pela investigação. A SSPDS informou que a 2ª Delegacia de Polícia Civil da Capital está responsável pela apuração. A Perícia Forense também atua no caso e deverá fornecer elementos técnicos para determinar a causa do óbito.

A polícia não divulgou, até o momento, detalhes sobre as condições em que o corpo foi encontrado nem confirmou publicamente eventual suspeita contra o namorado da jovem.

Essa ausência de conclusão oficial é especialmente importante diante da repercussão do caso nas redes sociais. As circunstâncias relatadas pela família despertaram questionamentos e pedidos de esclarecimento, mas a investigação precisa estabelecer, por meio de provas e perícia, o que aconteceu antes e no momento da morte.

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A OAB Ceará também se manifestou sobre o caso e pediu que a apuração seja conduzida com celeridade, rigor técnico e perspectiva de gênero, ressaltando a necessidade de esclarecer integralmente as circunstâncias do ocorrido sem antecipar conclusões. A entidade destacou ainda a importância de preservar os elementos probatórios e evitar julgamentos antecipados durante a investigação.

Enquanto isso, a família continua aguardando respostas sobre os últimos momentos de Isabelle e sobre as circunstâncias que levaram à morte da jovem. Até que os exames periciais e a investigação policial avancem, não é possível afirmar a causa da morte nem atribuir responsabilidade criminal a qualquer pessoa.


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