A venda e a distribuição de água mineral estão sendo afetadas por ameaças atribuídas a uma facção criminosa em diferentes localidades do Ceará. Em Fortaleza, moradores dos bairros Parque Dois Irmãos, Passaré e Manuel Dias Branco relatam dificuldades para comprar garrafões. Denúncias semelhantes também foram registradas nos municípios de Meruoca e Caridade, no interior do Estado.
Os relatos ganharam repercussão após a situação registrada em Banabuiú, no Sertão Central, onde moradores precisaram de escolta policial para comprar água mineral. Depois da divulgação do caso, pessoas de outras localidades passaram a denunciar problemas semelhantes, indicando que as ameaças contra comerciantes também estariam atingindo outras regiões cearenses.
Moradores denunciam falta de água mineral em bairros de Fortaleza
Na Capital, as denúncias envolvem principalmente comunidades apontadas como áreas de atuação do Comando Vermelho. Entre os locais citados estão Parque Dois Irmãos, Passaré e Manuel Dias Branco.
Uma telespectadora procurou a TV Cidade para relatar dificuldades enfrentadas por moradores do conjunto Rosalina, localizado no Parque Dois Irmãos. Na mensagem encaminhada à redação, ela pediu ajuda para denunciar a situação e solicitou que sua identidade fosse preservada por medo de represálias.
Uma moradora do conjunto Rosalina, no bairro Parque Dois Irmãos, denunciou dificuldades para comprar água mineral e pediu ajuda às autoridades para resolver a situação. Por medo de represálias contra ela e a família, a telespectadora solicitou que sua identidade fosse preservada. "Não estamos podendo comprar água para beber", relatou.
Outro relato encaminhado ao portal menciona dificuldades para receber água mineral em determinados pontos do Passaré.
As denúncias apontam que a situação não estaria restrita a um único estabelecimento ou comunidade. A dificuldade de acesso aos garrafões preocupa moradores que dependem da distribuição comercial para conseguir água para consumo doméstico.
Mensagem ameaça distribuidoras no conjunto Rosalina
Uma mensagem atribuída a integrantes de uma facção criminosa determina que distribuidoras de água mineral interrompam as entregas em áreas que fazem parte do chamado Complexo Rosalina.
O comunicado, que menciona a data de 2 de novembro de 2026, estabelece que os comerciantes não devem realizar a distribuição de água até segunda ordem. O texto também faz ameaças de possíveis problemas e prejuízos para aqueles que desobedecerem à determinação.
Na mensagem, os responsáveis pelas distribuidoras são orientados a procurar pessoas apontadas como lideranças da região.
O conteúdo evidencia o tipo de intimidação relatado por moradores e comerciantes. A determinação interfere diretamente na atividade de estabelecimentos que trabalham com a venda e a entrega de um produto essencial para a população.
A orientação também pode comprometer a rotina de famílias que dependem dos serviços de distribuição para abastecer suas residências, especialmente em comunidades onde a compra de garrafões é uma das alternativas utilizadas para conseguir água para beber.
Denúncias também envolvem cidades do interior do Ceará
Além de Fortaleza, moradores de Meruoca e Caridade também relataram problemas relacionados à comercialização de água mineral após ameaças atribuídas a grupos criminosos.
Em Caridade, o caso chama atenção porque o município já enfrentou outro episódio de intimidação envolvendo serviços essenciais. Em 2025, ataques atribuídos a uma facção criminosa afetaram o funcionamento de serviços de internet na cidade, após ameaças relacionadas à cobrança de taxas para autorizar a atuação de servidores.
A situação de Banabuiú também integra o cenário de denúncias. No município, moradores precisaram de escolta policial para realizar a compra de garrafões de água mineral, em um episódio que chamou atenção para os impactos da atuação de grupos criminosos sobre atividades comerciais e serviços utilizados pela população.
Com os novos relatos, a preocupação se estende a diferentes municípios e bairros cearenses. As denúncias apontam dificuldades para adquirir água mineral e levantam questionamentos sobre a segurança de comerciantes responsáveis pela distribuição do produto.
Falta de água mineral preocupa moradores
A suspensão ou restrição da entrega de água mineral representa um problema que vai além dos prejuízos comerciais. Para os moradores, a dificuldade de encontrar distribuidores disponíveis pode afetar diretamente o abastecimento doméstico.
A preocupação é ainda maior entre famílias que dependem da compra de garrafões para ter água própria para consumo. Quando comerciantes deixam de realizar entregas por medo de ameaças, os moradores também passam a enfrentar limitações para adquirir o produto.
No conjunto Rosalina, a telespectadora que procurou a TV Cidade e pediu ajuda às autoridades e solicitou que a situação seja acompanhada para que as famílias possam voltar a comprar água com segurança.
Até o momento, o Portal GCMais aguarda posicionamento da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS) sobre as denúncias.




