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INVESTIGAÇÃO

Caso Isabelle Caracristi: mensagens da jovem relatam que namorado tinha “duas histórias”, dizem advogadas

Advogadas que acompanham a família afirmam ter acesso a áudios em que Isabelle pedia que acreditassem nela e dizia que o namorado tinha “duas histórias”; conteúdo é analisado no contexto da investigação.

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Caso Isabelle Caracristi: mensagens da jovem relatam que namorado tinha “duas histórias”, dizem advogadas
Caso Isabelle Caracristi: advogadas revelam o que jovem dizia em áudios sobre relacionamento. Foto: Reprodução

Advogadas que acompanham a família de Isabelle Caracristi afirmam ter acesso a áudios enviados pela universitária antes da morte, nos quais ela pedia que acreditassem nela, dizia que o namorado tinha “duas histórias” e afirmava que sempre falava a verdade. O conteúdo faz parte das informações reunidas no curso da investigação e está sendo analisado junto aos demais elementos do caso.

Leia também: Caso Isabelle Caracristi: João Munhoz Neto terá audiência de custódia nesta quarta-feira (23)

Segundo as advogadas Adriana Alves e Patrícia Viana, alguns dados já foram extraídos dos aparelhos apreendidos e há informações preliminares que podem ajudar na apuração. Elas, no entanto, reforçam que o material ainda precisa ser confrontado com depoimentos, perícias e outros elementos antes de qualquer conclusão.

A Polícia Civil investiga a morte de Isabelle, encontrada no pátio do condomínio onde morava com o namorado e familiares dele, na Aldeota, em Fortaleza. A jovem tinha 22 anos e foi encontrada morta por volta das 20h40 do dia 13 de setembro.

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Advogadas relatam conteúdo de áudios enviados por Isabelle

Durante entrevista à TV Cidade, as representantes da família afirmaram que têm acesso a áudios nos quais Isabelle falava sobre o relacionamento e fazia pedidos para que as pessoas acreditassem no que ela dizia.

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De acordo com o relato das advogadas, a jovem dizia: “acredita em mim, eu sempre falo a verdade”. Em seguida, segundo elas, Isabelle mencionava que o namorado tinha “duas histórias” e demonstrava preocupação com a situação vivida no relacionamento.

As advogadas também afirmaram que, nos áudios, Isabelle pedia que a justiça fosse feita.

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O conteúdo foi apresentado pelas representantes da família como parte das informações que chegaram à defesa e que estão sendo encaminhadas para a investigação. A existência dos áudios, por si só, não estabelece o que ocorreu na noite da morte nem comprova uma eventual prática de violência.

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A orientação das próprias advogadas é para que as informações sejam tratadas com cautela enquanto os investigadores analisam o material.

“Acredita em mim”: o que a jovem dizia nas mensagens

Segundo as advogadas, os áudios têm como ponto recorrente a preocupação de Isabelle em ser acreditada.

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A jovem afirmava que sempre falava a verdade e fazia referência ao fato de o namorado apresentar, segundo ela, “duas histórias”. As representantes da família não detalharam publicamente todas as mensagens ou áudios nem divulgaram a íntegra do conteúdo.

O material, portanto, precisa ser compreendido dentro do conjunto da investigação. Além dos registros digitais, a Polícia Civil analisa imagens de câmeras de segurança, depoimentos, vestígios recolhidos no condomínio e exames periciais.

A investigação ainda busca determinar a dinâmica da queda que provocou a morte da universitária.

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Celular da universitária passa por perícia

As advogadas também explicaram que o celular de Isabelle foi encontrado junto ao corpo e recolhido logo após a localização da jovem.

Segundo o relato apresentado por elas, o aparelho foi inicialmente entregue a um familiar para reconhecimento e, posteriormente, a defesa solicitou que o celular fosse encaminhado para análise.

A Polícia Civil passou a examinar o conteúdo do aparelho. Além disso, outros dispositivos eletrônicos foram apreendidos durante diligências relacionadas ao caso. Um celular e um tablet foram recolhidos em uma operação realizada no Cumbuco, em Caucaia, e também passaram por perícia.

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As informações extraídas dos aparelhos podem ser confrontadas com os depoimentos e demais evidências para ajudar a reconstruir os acontecimentos anteriores à morte.

Relatos de possível violência psicológica ainda são investigados

As informações sobre os áudios aparecem em meio a uma outra frente da investigação: relatos de possíveis episódios de violência psicológica no relacionamento de Isabelle.

As advogadas já haviam afirmado que pessoas ouvidas pela defesa relataram situações que precisam ser verificadas. Adriana Alves ressaltou que ainda não é possível afirmar que a violência de fato ocorreu sem a confirmação dos investigadores.

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Segundo a advogada, pessoas que conviveram ou trabalharam com Isabelle procuraram a defesa para apresentar informações. A equipe jurídica também afirmou que novos depoimentos ainda devem ser colhidos.

A Polícia Civil continua responsável pela apuração dessas informações. A existência de relatos ou mensagens não equivale, por si só, a uma conclusão sobre a ocorrência de violência.

João Munhoz Neto é preso durante investigação

O namorado de Isabelle, João Munhoz Neto, foi preso nesta terça-feira (22), depois que a Polícia Civil solicitou a prisão preventiva. A prisão ocorreu após o avanço das diligências relacionadas ao caso.

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Antes da prisão, João havia sido procurado pelas autoridades e não havia sido localizado durante algumas das diligências. A investigação também realizou buscas relacionadas à mãe dele.

A prisão representa uma nova etapa do caso, mas não significa que a dinâmica da morte de Isabelle já esteja esclarecida. A Polícia Civil continua analisando os elementos reunidos para determinar o que aconteceu antes e durante a queda.

O que falta esclarecer sobre a morte de Isabelle

O laudo cadavérico apontou politraumatismo e lesões compatíveis com impacto contra o solo. Os exames laboratoriais realizados até o momento não identificaram substâncias de interesse toxicológico.

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Esses resultados, porém, não determinaram sozinhos como ocorreu a queda. A SSPDS informou que a dinâmica da morte somente poderá ser estabelecida após a conclusão dos trabalhos periciais e investigativos.

As câmeras do condomínio também integram a apuração. As imagens ajudaram a estabelecer uma cronologia dos deslocamentos de Isabelle e João no dia 13 de setembro e continuam sendo confrontadas com os demais elementos do inquérito.

Além disso, a Polícia Civil analisa os aparelhos eletrônicos, os depoimentos e os vestígios recolhidos no condomínio.

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A investigação, portanto, ainda precisa reunir essas informações para estabelecer a dinâmica da morte. Os áudios relatados pelas advogadas são mais um elemento que deverá ser analisado pelos investigadores dentro desse conjunto de provas.


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