PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
POLÍCIA CIVIL

João Munhoz voltou ao condomínio e procurou celular de Isabelle Caracristi após a queda, diz polícia

Segundo informações reunidas pela investigação, namorado da estudante pediu ajuda ao zelador para localizar o aparelho; Polícia também analisa outros elementos do caso

Compartilhe
João Munhoz voltou ao condomínio e procurou celular de Isabelle Caracristo após a queda, diz polícia
Isabelle foi encontrada morta em um condomínio no bairro Aldeota, em Fortaleza, na última semana. A polícia investiga a atuação de João Munhoz Neto, que era namorado dela. Foto: Reprodução

João Munhoz Neto retornou ao condomínio onde Isabelle Caracristi morreu após a queda do 23º andar e, segundo informações reunidas pela investigação, pediu ajuda ao zelador para procurar o celular da estudante. O episódio ocorreu na noite de 13 de setembro, depois que Isabelle foi encontrada morta no pátio do condomínio La Piazza, na Aldeota, em Fortaleza.

A informação consta entre os elementos levantados durante a investigação e foi relatada por um colaborador do condomínio. Segundo o relato, lixeiras das áreas comuns chegaram a ser verificadas durante a procura pelo aparelho.

Leia também: Corpo de Bombeiros resgata mulher presa após piso de casa desabar em Fortaleza

O celular de Isabelle é uma das peças analisadas pela Polícia Civil. O equipamento foi danificado na queda, e a perícia conseguiu recuperar parte dos dados armazenados. A investigação também busca esclarecer a existência de um intervalo de aproximadamente 19 horas nos registros recuperados do aparelho.

PUBLICIDADE

João voltou ao condomínio horas após a queda de Isabelle

As imagens de segurança analisadas pela investigação ajudaram a estabelecer parte da cronologia do dia da morte.

PUBLICIDADE

Isabelle chegou ao condomínio no fim da tarde e, posteriormente, apareceu sozinha no elevador seguindo para o 23º andar, onde fica o rooftop, área na cobertura do prédio. João havia deixado o prédio antes da queda.

A morte ocorreu por volta das 20h40. Depois do episódio, João retornou ao condomínio aproximadamente às 22h48, segundo a cronologia analisada pelas autoridades.

PUBLICIDADE

Foi nesse retorno, conforme o relato incorporado à investigação, que ele teria pedido auxílio para localizar o celular de Isabelle.

PUBLICIDADE

O episódio passou a ser considerado no conjunto de informações utilizado pela Polícia Civil para analisar as condutas posteriores à morte. A investigação também verifica outros acontecimentos registrados após a queda, incluindo a movimentação no apartamento e a retirada de objetos do imóvel.

Celular de Isabelle é analisado pela perícia

O aparelho de Isabelle sofreu danos provocados pela queda, o que dificultou a recuperação integral das informações.

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Mesmo assim, a perícia conseguiu extrair parte dos dados. Um dos pontos analisados é uma lacuna de aproximadamente 19 horas nos registros recuperados, entre as primeiras horas do dia 13 de setembro e o horário estimado da morte.

A existência desse intervalo não permite, isoladamente, concluir que houve apagamento intencional de informações. A Polícia Civil utiliza os dados recuperados junto com mensagens, depoimentos, imagens de segurança e outros elementos para reconstruir as últimas horas da estudante.

Outros aparelhos eletrônicos também foram apreendidos durante as diligências. Entre eles estão celulares relacionados a João e à mãe dele, que também foram submetidos a análises.

PUBLICIDADE

Polícia apura possível interferência na investigação

A procura pelo celular após a morte é analisada junto com outros acontecimentos que chamaram a atenção dos investigadores.

A Polícia Civil apura a possibilidade de interferência na preservação de elementos importantes para o inquérito. Entre os pontos considerados estão a retirada de objetos do apartamento, a saída de pessoas do imóvel e a situação de uma câmera particular instalada próxima à porta do apartamento.

A perícia identificou uma estrutura que indica que havia uma câmera naquele ponto, mas ainda não foi possível determinar exatamente quando o equipamento foi retirado ou quem fez a remoção.

PUBLICIDADE

O apartamento também teria sido limpo após a morte. A investigação considera esses acontecimentos para verificar se houve alteração ou retirada de possíveis vestígios.

A procura pelo celular, portanto, integra uma apuração mais ampla sobre o que ocorreu depois da queda e sobre a preservação de elementos que poderiam contribuir para esclarecer o caso.

Perícia aponta precipitação voluntária

Apesar das diferentes linhas investigativas, a perícia apresentou uma conclusão específica sobre a dinâmica da queda.

PUBLICIDADE

O perito-geral da Perícia Forense do Ceará (Pefoce), Júlio Torres, afirmou que o laudo criminal aponta uma precipitação voluntária de Isabelle, em posição vertical.

Segundo o perito, câmeras instaladas em outras áreas do condomínio registraram a trajetória da queda. O rooftop, porém, não possui e nunca possuiu câmera de segurança, o que significa que não há gravação do momento exato em que Isabelle deixou o local.

A perícia calculou em aproximadamente três segundos o tempo entre o início da precipitação e o contato com o solo. Durante a queda, o corpo atingiu um gradil existente no local.

PUBLICIDADE

O exame médico-legal também avaliou possíveis sinais de agressão. De acordo com Júlio Torres, não foram identificadas lesões no pescoço ou nos braços que indicassem violência anterior à queda. Os ferimentos foram relacionados ao impacto do corpo contra o solo.

Exames toxicológicos e de álcool também apresentaram resultados negativos, segundo a Pefoce.

Polícia ainda investiga o que aconteceu antes da morte

A conclusão pericial sobre a dinâmica da queda não encerrou a investigação criminal.

PUBLICIDADE

A Polícia Civil continua analisando o período que antecedeu a morte e busca esclarecer se houve alguma participação de terceiros nas circunstâncias que levaram Isabelle ao rooftop.

Entre as possibilidades investigadas está eventual induzimento, instigação ou auxílio ao suicídio. A própria representação que resultou na prisão preventiva de João considerou essa linha de apuração.

O delegado-geral da Polícia Civil, Márcio Gutiérrez, também afirmou que os investigadores analisam os horários em que João esteve no apartamento, quando deixou o condomínio, onde permaneceu durante o período em que ficou fora e quando retornou.

PUBLICIDADE

As imagens disponíveis não identificaram outra pessoa acompanhando Isabelle até o rooftop. O próprio local, entretanto, não tinha câmera, e a Polícia Civil continua confrontando os registros existentes com os demais elementos do inquérito.

Relatos sobre o relacionamento também são investigados

Outro eixo da investigação envolve o relacionamento entre Isabelle e João.

Familiares e testemunhas apresentaram relatos sobre comportamentos de controle, vigilância e possíveis situações de violência psicológica. Essas informações são confrontadas pela Polícia Civil com mensagens, áudios e outros elementos recuperados dos aparelhos.

PUBLICIDADE

Um dos materiais analisados é um áudio de aproximadamente 16 minutos enviado por Isabelle a um primo horas antes da morte. Segundo o depoimento do familiar, a estudante relatou conflitos com João, mencionou ameaças e pediu que a gravação fosse entregue à polícia caso algo acontecesse com ela.

Mensagens e outros relatos também passaram a integrar a investigação. A Polícia Civil ainda precisa concluir a análise do conjunto de elementos antes de definir eventuais responsabilidades.

João Munhoz permanece preso preventivamente

João Munhoz Neto foi preso pela Polícia Civil na terça-feira (22). Nesta quarta-feira (23), ele passou por audiência de custódia, e a prisão preventiva foi mantida.

PUBLICIDADE

A decisão mantém João detido enquanto a investigação prossegue. A prisão não representa, por si só, uma conclusão definitiva sobre a responsabilidade criminal dele pela morte de Isabelle.

Segundo as informações divulgadas pelas autoridades, ainda não há indiciamento definitivo. A Polícia Civil deverá concluir o inquérito e definir quais condutas, se houver, poderão ser atribuídas ao investigado.

A defesa de João contesta o envolvimento dele na morte de Isabelle e sustenta a versão de que a estudante teria cometido suicídio.

PUBLICIDADE

Relembre o caso Isabelle Caracristi

Isabelle Caracristi tinha 22 anos e era estudante de Direito. Ela foi encontrada morta no pátio do condomínio La Piazza, na Aldeota, em Fortaleza, no dia 13 de setembro.

A ocorrência aconteceu por volta das 20h40. As imagens do condomínio mostram Isabelle seguindo sozinha para o 23º andar. João havia deixado o prédio antes da queda e retornou posteriormente.

Após a morte, a Polícia Civil passou a reunir imagens, depoimentos e materiais eletrônicos para reconstruir as últimas horas da estudante e as circunstâncias que antecederam a queda.

PUBLICIDADE

A investigação também analisou o comportamento de João antes e depois do episódio. O retorno ao condomínio e a procura pelo celular de Isabelle estão entre os elementos considerados na apuração sobre o que ocorreu após a queda.

Denúncias para a polícia

A população pode contribuir com investigações das forças de segurança do estado do Ceará repassando informações que auxiliem os trabalhos policiais. As informações podem ser direcionadas para o número 181, o Disque-Denúncia da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), ou para o (85) 3101-0181, que é o número de WhatsApp, pelo qual podem ser feitas denúncias via mensagem, áudio, vídeo e fotografia ou ainda via "e-denúncias", o site do serviço 181, por meio do endereço eletrônico: https://disquedenuncia181.sspds.ce.gov.br/.


Leia também
Corpo de Bombeiros resgata mulher presa após piso de casa desabar em Fortaleza
MESSEJANA
Corpo de Bombeiros resgata mulher presa após piso de casa desabar em Fortaleza
23 de set. de 2026 - 15:54
Polícia não identifica outra pessoa com Isabelle Caracristi no rooftop antes da queda
INVESTIGAÇÃO
Polícia não identifica outra pessoa com Isabelle Caracristi no rooftop antes da queda
23 de set. de 2026 - 14:06
Rooftop de onde Isabelle Caracristi caiu não tinha câmera de segurança, informa perícia
PEFOCE
Rooftop de onde Isabelle Caracristi caiu não tinha câmera de segurança, informa perícia
23 de set. de 2026 - 13:53