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ECONOMIA

Greve da Caixa chega a 15 dias e clientes relatam dificuldades para acessar serviços

Fechamento das agências afeta principalmente demandas que dependem de atendimento presencial, como desbloqueios, alterações de acesso e algumas operações relacionadas a recursos financeiros

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Greve da Caixa chega a 15 dias e clientes relatam dificuldades para acessar serviços
Greve da Caixa chega a 15 dias e clientes relatam dificuldades para acessar serviços. (Foto: Reprodução)

As agências da Caixa Econômica Federal estão fechadas há 15 dias por causa da greve dos bancários, e a paralisação já provoca dificuldades para clientes que precisam de atendimento presencial. Na entrada das unidades, cartazes informam sobre a greve nacional, enquanto pessoas que procuram os serviços são orientadas a buscar alternativas ou acabam retornando sem conseguir resolver as demandas.

A paralisação afeta principalmente procedimentos que não podem ser concluídos pelos canais digitais ou pelos terminais de autoatendimento. Entre os relatos estão problemas relacionados a cartões, pagamentos, desbloqueio de dispositivos, acesso a contas e liberação de recursos.

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Para quem depende de um serviço específico da agência, o fechamento pode representar mais do que um simples adiamento. Em alguns casos, a dificuldade de acesso ao dinheiro pode comprometer o pagamento de despesas e o planejamento financeiro de famílias.

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Agências da Caixa estão fechadas há 15 dias

A imagem que tem recebido os clientes nas unidades da Caixa é de portas fechadas e cartazes sobre a paralisação. Mesmo pessoas que vão até as agências sabendo da greve relatam dificuldades para encontrar uma solução para demandas que dependem do atendimento dos funcionários.

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O assistente técnico Paulo Janson afirma que precisou procurar a instituição mais de uma vez para tentar resolver problemas relacionados ao cartão.

"É uma péssima, não é só para mim, é para várias pessoas que chegavam duas vezes aqui. Para resolver os problemas de cartão de crédito e tudo, e está prejudicando", disse Paulo Janson, assistente técnico.

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O aposentado João Abreu também relata dificuldades para realizar operações que dependem do atendimento bancário.

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"Certas coisas assim, para me passar pagamento, alguma coisa, aí está complicado", afirmou João Abreu, aposentado.

Os relatos mostram que, embora parte dos serviços bancários possa continuar disponível por aplicativos, internet banking, caixas eletrônicos e outros canais, algumas solicitações exigem procedimentos que não podem ser concluídos remotamente.

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Clientes relatam dificuldades durante a greve da Caixa

A publicitária Alessandra Joca foi até uma unidade para tentar desbloquear um dispositivo utilizado para acessar sua conta. Mesmo com o funcionamento do caixa eletrônico, ela não conseguiu concluir o procedimento necessário.

"Eu vim buscar um desbloqueio do meu dispositivo no celular. E mesmo com o caixa eletrônico liberado, eu não consegui realizar essa solicitação. Por esse motivo, a greve tem sido um impacto grande, porque eu estou sem poder acessar minha conta", explica Alessandra Joca, publicitária.

O caso mostra uma das limitações enfrentadas pelos clientes durante a paralisação. A existência de caixas eletrônicos funcionando não significa que todos os serviços estejam disponíveis nesses equipamentos.

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Procedimentos relacionados à segurança, alteração de senhas, desbloqueios ou outras demandas específicas podem depender de atendimento da instituição. Quando a agência está fechada, o cliente pode ficar sem uma alternativa imediata para solucionar o problema.

Paralisação afeta acesso a benefícios e serviços

A greve também atinge pessoas que precisam movimentar recursos relacionados a benefícios e direitos trabalhistas. É o caso de Vitória, engenheira ambiental que havia sido recém-desligada do antigo emprego e contava com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) como uma fonte de renda naquele período.

Ela, porém, enfrentou dificuldades para acessar a conta da Caixa porque estava há bastante tempo sem utilizar o aplicativo. Para recuperar o acesso, precisava realizar uma alteração de senha diretamente na agência.

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"Eu não consegui acessar o aplicativo da Caixa devido a eu ter passado muito tempo sem utilizá-lo." Na sequência, ela explicou por que a paralisação acabou interferindo diretamente na tentativa de acessar o dinheiro. "Eu precisava modificar a senha e isso só seria possível diretamente na minha agência da Caixa. E no mesmo dia que eu precisei fazer essa troca de senha, eu soube que estava em greve."

A situação evidencia como a paralisação pode ter efeitos diferentes dependendo da necessidade de cada cliente. Para quem precisa apenas realizar uma operação disponível no aplicativo, o impacto pode ser menor. Já para quem necessita de uma intervenção presencial, o fechamento da unidade pode impedir o acesso ao serviço.

TST determina percentual mínimo de funcionários

A paralisação também tem reflexos sobre serviços que ultrapassam as operações bancárias convencionais. Entre as áreas afetadas estão pagamentos e valores relacionados à Justiça, atendimentos ligados ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), serviços sociais e trabalhistas, leilões de imóveis, financiamentos, liberação de crédito habitacional, atendimento a correntistas e análise de seguros e benefícios.

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O impacto é maior nas atividades que dependem de atendimento presencial ou de análise interna dos funcionários da instituição.

Diante da continuidade da greve, o Tribunal Superior do Trabalho determinou a manutenção de pelo menos 60% do quadro de funcionários da Caixa Econômica Federal, medida que busca assegurar a continuidade de serviços considerados necessários durante a paralisação.

A determinação ocorre em um cenário no qual clientes continuam procurando as unidades para resolver questões que não conseguem solucionar por meios digitais ou pelos equipamentos de autoatendimento.

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Advogado explica impacto para quem depende da liberação de recursos

Para o advogado previdenciário Renan Félix, o tempo de espera pode ter consequências importantes para pessoas que estão justamente em períodos de transição financeira ou aguardando valores essenciais.

"Às vezes, 10, 15 dias para alguém que está em uma situação de rescisão de vínculo pode ser fundamental para aquela pessoa que precisa liberar aquele recurso, precisa daquele recurso, E não é diferente também aquela pessoa que passou cinco anos ali almejando receber aquele dinheiro, quando finalmente vai receber, às vezes, na necessidade de pagar remédio, na necessidade de pagar outras contas básicas, aí tá prejudicado", explica Renan Félix, advogado previdenciário.

A avaliação considera situações em que o cliente não está apenas tentando resolver uma questão administrativa, mas depende diretamente da liberação de um recurso para manter despesas do cotidiano. É o que pode ocorrer, por exemplo, com trabalhadores que aguardam valores após o encerramento de um vínculo empregatício ou pessoas que dependem de recursos relacionados a benefícios. Enquanto a paralisação continua, os clientes precisam verificar quais serviços permanecem disponíveis pelos canais digitais e de autoatendimento e quais exigem comparecimento a uma agência.

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