O Ceará gerou 9.295 empregos com carteira assinada em agosto, segundo dados do Novo Caged. O resultado é fruto de 64.008 admissões e 54.713 desligamentos registrados no mês. Na comparação com agosto de 2025, quando o Estado havia criado 6.938 vagas formais, houve crescimento de 33,9% no saldo de empregos.
O desempenho também representa uma alta de 133,1% em relação a julho deste ano. O resultado colocou o Ceará na terceira posição entre os estados do Nordeste na geração de empregos formais durante agosto.
Pernambuco liderou a região, com 13.428 novas vagas, seguido pela Bahia, com 11.647. O Ceará apareceu logo depois, com as 9.295 oportunidades criadas no mês.
Os números mostram que o mercado de trabalho cearense apresentou avanço em agosto, impulsionado principalmente pelo setor de serviços. Construção, comércio e agropecuária também terminaram o mês com saldo positivo.
Apenas a indústria registrou resultado negativo, mas a diferença entre admissões e desligamentos ficou próxima da estabilidade.
Serviços lideram geração de empregos no Ceará
O setor de serviços foi o principal responsável pelo resultado positivo do Ceará em agosto. Foram criados 5.267 empregos formais na área, resultado de 31.302 admissões e 26.035 desligamentos.
O desempenho significa que mais da metade do saldo total de empregos do Estado no mês veio desse segmento.
A força dos serviços ajuda a explicar a composição do mercado de trabalho cearense, já que o setor reúne diferentes atividades e concentra uma parcela importante das oportunidades formais.
Na segunda colocação apareceu a construção, que abriu 1.897 vagas com carteira assinada. O setor registrou 7.900 admissões contra 6.003 desligamentos durante agosto.
O resultado positivo da construção também contribuiu de maneira significativa para elevar o saldo geral do Estado.
O comércio ficou na sequência, com 1.193 novas vagas. Foram 13.205 contratações e 12.012 desligamentos no período.
Já a agropecuária registrou saldo positivo de 945 empregos formais, com 1.659 admissões e 714 desligamentos.
Somados, os resultados positivos desses quatro segmentos compensaram o desempenho praticamente estável da indústria e levaram o Ceará ao saldo de 9.295 empregos no mês.
Ceará fica em terceiro lugar no Nordeste
O desempenho do Ceará também ganhou destaque na comparação regional.
Com 9.295 empregos formais criados em agosto, o Estado ficou atrás apenas de Pernambuco e Bahia no Nordeste.
Pernambuco registrou saldo de 13.428 vagas, enquanto a Bahia teve 11.647. O Ceará apareceu na terceira posição, à frente dos demais estados nordestinos no recorte apresentado pelos dados.
A comparação permite observar o desempenho do mercado de trabalho cearense dentro de um cenário regional. O resultado de agosto foi superior ao registrado no mesmo mês do ano anterior e também ficou acima do saldo observado em julho.
Além da quantidade de vagas, o governo estadual destacou outro indicador relacionado ao mercado de trabalho: a renda média de admissão.
Segundo o secretário do Trabalho do Ceará, Vladyson Viana, agosto também registrou a maior renda média de admissão do Nordeste para o Estado.
O secretário relacionou o resultado à evolução de diferentes indicadores econômicos e ao ambiente de investimentos no Ceará.
Indústria tem saldo negativo, mas próximo da estabilidade
Entre os cinco grandes setores analisados, apenas a indústria terminou agosto com saldo negativo.
O segmento teve 9.942 admissões e 9.948 desligamentos. A diferença resultou no fechamento de seis postos de trabalho com carteira assinada.
Apesar do saldo negativo, a variação ficou próxima da estabilidade quando comparada ao desempenho dos demais setores.
Isso significa que o resultado geral do Ceará não foi prejudicado de maneira significativa pelo comportamento da indústria no mês, já que serviços, construção, comércio e agropecuária apresentaram saldos positivos.
A composição também mostra que a geração de empregos no Estado esteve distribuída entre diferentes atividades econômicas, embora os serviços tenham concentrado a maior parcela das novas vagas.
O cenário pode ser observado a partir da diferença entre admissões e desligamentos: enquanto os setores com saldo positivo ampliaram o número de trabalhadores formalizados, a indústria praticamente equilibrou entradas e saídas.
Secretário destaca crescimento do mercado de trabalho
Para o secretário do Trabalho do Ceará, o resultado do Novo Caged está relacionado a um conjunto mais amplo de indicadores econômicos.
Vladyson Viana afirmou que o desempenho do emprego acompanha um cenário de crescimento apontado por outros indicadores e citou o Produto Interno Bruto (PIB) como uma das referências utilizadas pelo governo estadual.
“Quando a gente compara com outros indicadores, como o PIB, o Ceará cresce acima da média nacional”, destacou.
O secretário também relacionou a geração de empregos à atração de investimentos para o Estado, incluindo recursos nacionais e estrangeiros.
“Isso justifica e explica essa geração de empregos no Ceará, a atração de investimento privado nacional e estrangeiro, além da geração de empregos diretos na indústria e também empregos no setor de serviços”, acrescentou.
As declarações apresentam a avaliação do governo estadual sobre os fatores associados ao resultado. Já os números do Novo Caged mostram objetivamente a movimentação entre admissões e desligamentos registrada no mercado formal durante agosto.
Para o trabalhador, o saldo positivo representa o aumento líquido de postos formais no período. Para a economia estadual, a evolução das contratações também pode ser acompanhada como um dos indicadores de atividade e de absorção de mão de obra.
O resultado de agosto ainda ganha relevância pela comparação com os dois períodos apresentados nos dados: houve avanço de 33,9% frente a agosto de 2025 e crescimento de 133,1% em relação a julho de 2026.
Com 9.295 novos empregos formais, o Ceará encerrou agosto como o terceiro estado que mais gerou vagas com carteira assinada no Nordeste. Serviços foram o principal motor do resultado, enquanto construção, comércio e agropecuária também contribuíram para ampliar o saldo.




