A Justiça do Ceará revogou a prisão preventiva de João Munhoz Neto, de 34 anos, namorado de Isabelle Caracristi, estudante de Direito de 22 anos encontrada morta em Fortaleza. João estava preso desde 22 de setembro, no âmbito da investigação sobre a morte da jovem, e agora poderá responder ao caso em liberdade, mediante cumprimento de medidas cautelares.
A decisão ocorre após a defesa de João solicitar a revogação da prisão preventiva. Na quarta-feira (30), o Ministério Público do Ceará havia apresentado parecer favorável ao pedido, mas a manifestação do órgão não determinava a soltura. A decisão final cabia à Justiça, que agora revogou a prisão.
Justiça revoga prisão preventiva de João Munhoz
João Munhoz estava preso preventivamente desde 22 de setembro. No dia seguinte à prisão, a audiência de custódia manteve a medida. O caso tramita sob segredo de Justiça.
A prisão estava relacionada à investigação sobre suspeitas de violência psicológica e de indução ao suicídio. João não foi condenado pelos fatos investigados e a apuração policial continua.
A soltura, portanto, altera a situação cautelar do investigado, mas não encerra o procedimento de investigação sobre a morte de Isabelle.
Quais medidas cautelares foram determinadas
A manifestação do Ministério Público que antecedeu a decisão judicial propôs uma série de medidas para substituir a prisão preventiva. Entre elas estavam o comparecimento mensal à Central de Alternativas Penais, a proibição de deixar Fortaleza, a obrigação de informar o endereço atualizado e o comparecimento aos atos processuais para os quais João for intimado.
Também foram propostas duas outras medidas: recolhimento domiciliar no período noturno e uso de tornozeleira eletrônica. A decisão judicial que revogou a prisão passa a definir as condições efetivamente aplicáveis ao investigado.
Com a mudança da medida cautelar, João deixa o sistema prisional, mas permanece submetido às determinações judiciais enquanto o caso segue em tramitação.
João Munhoz estava preso desde 22 de setembro
A prisão preventiva de João foi decretada em 22 de setembro, nove dias depois de Isabelle Caracristi ser encontrada morta no condomínio onde morava, no bairro Aldeota, em Fortaleza.
A investigação policial passou a reunir elementos relacionados ao relacionamento entre Isabelle e João. Entre os pontos apurados estão relatos de comportamento controlador e suspeitas de violência psicológica. A Polícia Civil também investiga se houve indução, instigação ou auxílio ao suicídio.
A defesa de João contesta as acusações. Em manifestações anteriores, os advogados sustentaram que ele não estava no condomínio no momento da queda de Isabelle.
Investigação sobre a morte de Isabelle continua
Isabelle Caracristi foi encontrada morta em 13 de setembro, após cair do prédio onde morava, na Aldeota. A perícia oficial apontou que a morte ocorreu por politraumatismo e que a queda foi uma precipitação voluntária, enquanto a Polícia Civil manteve a investigação sobre as circunstâncias que antecederam o episódio.
A apuração também envolve depoimentos, mensagens e imagens de câmeras de segurança. Ao longo das últimas semanas, a Polícia Civil ouviu familiares, conhecidos e outras pessoas relacionadas à rotina do casal.
O caso permanece sob investigação, e a revogação da prisão preventiva não representa uma conclusão sobre a responsabilidade de João pela morte de Isabelle.
Relembre o caso Isabelle Caracristi
Isabelle, de 22 anos, foi encontrada morta no dia 13 de setembro no condomínio onde vivia com João Munhoz, em Fortaleza. A ocorrência inicialmente passou a ser investigada a partir da queda da jovem do prédio.
A Perícia Forense do Ceará realizou exames no local e no corpo da estudante. Conforme divulgado pelo órgão, os elementos técnicos apontaram para uma precipitação voluntária, sem indicação de queda acidental. A investigação policial, porém, também passou a analisar o contexto da relação entre Isabelle e João e as circunstâncias que antecederam a morte.
João foi preso preventivamente em 22 de setembro e permaneceu detido até a decisão que revogou a prisão. Durante esse período, a audiência de custódia manteve a prisão e o caso permaneceu sob segredo de Justiça.
Agora, com a revogação da prisão preventiva, João passa a responder à investigação em liberdade, sujeito às medidas cautelares determinadas pela Justiça. A apuração sobre a morte de Isabelle continua.




