Fortaleza deve registrar 1.200 novos casos de câncer de mama em 2026, segundo estimativa do Instituto Nacional de Câncer (INCA). O número faz parte da projeção de incidência de câncer para o triênio 2026–2028 e coloca o tumor como o tipo mais frequente entre as mulheres da Capital, quando os cânceres de pele não melanoma são excluídos da conta.
Ao todo, o INCA estima 6.700 novos casos de câncer em Fortaleza neste ano, considerando homens e mulheres e excluindo os tumores de pele não melanoma. Quando esse tipo de câncer também entra no cálculo, a projeção sobe para 8.620 casos. No Ceará, a estimativa é de 3.250 novos casos de câncer de mama entre as mulheres. Assim, os 1.200 casos projetados para Fortaleza correspondem a cerca de 37% do total estadual.
Fortaleza concentra 1,2 mil casos estimados de câncer de mama
A estimativa do INCA aponta uma taxa bruta de 85,80 casos de câncer de mama para cada 100 mil mulheres em Fortaleza. A taxa ajustada pela população padrão mundial é de 83,15 casos por 100 mil mulheres. Depois do câncer de mama, entre os principais tumores estimados para a população feminina da Capital aparecem o câncer de tireoide, com 380 casos, o câncer do colo do útero, com 310, e o câncer de cólon e reto, com 290. Também são projetados 260 casos de câncer de pulmão e 190 de ovário.
Considerando todos os tipos de câncer, são estimados 4.030 novos casos entre as mulheres de Fortaleza em 2026, sem incluir os tumores de pele não melanoma. Entre homens e mulheres, o total chega a 6.700 casos. A estimativa do INCA é uma projeção de incidência e não corresponde a diagnósticos já confirmados ao longo do ano.
Ceará deve ter 3.250 novos casos de câncer de mama
No Ceará, o INCA estima 3.250 novos casos de câncer de mama entre as mulheres em 2026. A taxa bruta projetada é de 67,83 casos para cada 100 mil mulheres. O câncer de mama também aparece como o tumor com maior número de casos estimados entre as mulheres cearenses quando os cânceres de pele não melanoma são retirados da análise.
Para a população feminina do Estado, o INCA projeta 11.750 novos casos de todos os tipos de câncer em 2026, sem considerar os tumores de pele não melanoma. O câncer de mama representa, portanto, aproximadamente 28% desse total. Quando os cânceres de pele não melanoma são incluídos, a estimativa para as mulheres chega a 17.810 novos casos. Para toda a população cearense, a projeção é de 32.830 casos considerando todos os tipos de câncer.
Veja os principais tipos de câncer estimados entre mulheres no Ceará
Além dos 3.250 casos de câncer de mama, a estimativa do INCA para 2026 aponta outros tumores com números relevantes entre as mulheres cearenses.
Entre os principais estão:
- Câncer de ovário: 360 casos;
- Câncer do colo do útero: 340 casos;
- Câncer do corpo do útero: 340 casos;
- Câncer de pâncreas: 230 casos;
- Câncer de fígado: 200 casos;
- Câncer de esôfago: 160 casos;
- Câncer de pele melanoma: 140 casos;
- Câncer de cólon e reto: 120 casos;
- Leucemias e outras localizações aparecem em grupos específicos da estimativa.
Os números fazem parte da estimativa de incidência do INCA para 2026 e servem para dimensionar o cenário esperado de novos diagnósticos, não para contabilizar casos já confirmados.
Fortaleza amplia ações de mamografia no Outubro Rosa
A estimativa do INCA é divulgada no período do Outubro Rosa, mês dedicado à mobilização sobre prevenção, diagnóstico e tratamento do câncer de mama. Em Fortaleza, a Prefeitura anunciou a ampliação da estrutura municipal de mamografia. Segundo a gestão, o número de mamógrafos disponíveis na rede passou de sete para 14 equipamentos, e a fila de exames, que reunia cerca de 42 mil pessoas em outubro de 2025, foi zerada.
A programação do Outubro Rosa 2026 também inclui um Dia D da Saúde da Mulher. De acordo com a Prefeitura, estão previstos cerca de 800 procedimentos no Hospital da Mulher e aproximadamente 5 mil procedimentos em toda a rede municipal, incluindo exames, mamografias e cirurgias.
Outra frente anunciada é a busca ativa de mulheres dentro da faixa etária priorizada para o rastreamento. A estratégia envolve profissionais da atenção básica na identificação e no encaminhamento das pacientes para realização dos exames.
Qual é a recomendação para a mamografia?
A mamografia é utilizada tanto no rastreamento de mulheres sem sintomas quanto na investigação de alterações suspeitas. As recomendações de rastreamento populacional dependem do protocolo adotado. O INCA recomenda o rastreamento com mamografia para mulheres de 50 a 69 anos, a cada dois anos. O instituto mantém essa orientação com base na avaliação das evidências disponíveis sobre benefícios e riscos do rastreamento.
O Ministério da Saúde, por sua vez, informa atualmente que o rastreamento mamográfico populacional no SUS deve ser realizado em mulheres de 50 a 74 anos, também a cada dois anos. Para mulheres com maior risco individual, a conduta deve ser definida de maneira individualizada.
Essa diferença entre as faixas etárias reforça a importância de seguir a orientação do serviço de saúde responsável pelo atendimento. Mulheres que apresentam sintomas ou alterações suspeitas não precisam esperar a idade do rastreamento populacional para procurar avaliação médica.
Por que o diagnóstico precoce é importante?
O câncer de mama reúne diferentes tipos de tumores, com características e respostas ao tratamento que podem variar. A identificação da doença em fases iniciais permite avaliar o caso mais cedo e pode ampliar as possibilidades de tratamento.
Entre as alterações que devem ser avaliadas por um profissional estão nódulo na mama ou na axila, mudanças no formato ou na pele da mama e alterações no mamilo. Esses sinais não significam necessariamente câncer, mas precisam ser investigados quando aparecem.
A mamografia pode identificar alterações que ainda não são perceptíveis ao toque e integra as estratégias de rastreamento do câncer de mama. Em casos de maior risco, a avaliação médica pode indicar acompanhamento e exames complementares específicos. A estimativa do INCA para Fortaleza e para o Ceará ajuda a dimensionar a incidência esperada da doença e serve como referência para o planejamento das ações de prevenção, diagnóstico e tratamento na rede de saúde.




