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NO SENADO

Alcolumbre marca votação da PEC que acaba com escala 6x1 para a próxima quarta-feira (14)

Para ser aprovada, a proposta precisa receber pelo menos 49 votos favoráveis entre os 81 senadores

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Alcolumbre marca votação da PEC que acaba com escala 6x1 para a próxima quarta-feira (14)
Na escala 6x1, o trabalhador exerce suas atividades durante seis dias e tem um dia de descanso. (Foto: Reprodução)


O fim da escala 6x1 pode avançar no Senado Federal na próxima quarta-feira (14), data marcada pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), para a votação em primeiro turno da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019. O texto prevê reduzir a jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais, assegurar dois dias de descanso remunerado e manter os salários dos trabalhadores.

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Para ser aprovada, a proposta precisa receber pelo menos 49 votos favoráveis entre os 81 senadores, o equivalente a três quintos da composição do Senado. Esse número mínimo deverá ser alcançado tanto no primeiro quanto no segundo turno de votação.

O anúncio de Alcolumbre estabelece uma data para a análise da matéria em plenário, mas não representa uma aprovação antecipada. A PEC ainda precisa cumprir as etapas regimentais previstas para mudanças na Constituição, salvo eventual decisão dos senadores sobre a adoção de um calendário especial.

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Em comunicado oficial, o presidente do Senado afirmou que a marcação da votação atende ao compromisso de submeter a proposta à decisão dos parlamentares. Segundo Alcolumbre, o processo deverá ocorrer com diálogo e respeito às regras da Casa, cabendo a cada senador decidir seu posicionamento.

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O que muda com o fim da escala 6x1?

A proposta em discussão pretende modificar as regras constitucionais relacionadas à duração do trabalho. Atualmente, a jornada normal prevista na Constituição tem limite de oito horas diárias e 44 horas semanais, observadas as demais regras aplicáveis a cada categoria profissional.

Na escala 6x1, o trabalhador exerce suas atividades durante seis dias e tem um dia de descanso. A mudança prevista na PEC busca assegurar dois dias de repouso remunerado e limitar a jornada semanal a 40 horas.

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Na prática, a redução da carga horária máxima poderá exigir mudanças na organização dos turnos, na distribuição das folgas e no planejamento das empresas. O alcance dessas alterações dependerá do texto aprovado e das regras que vierem a regulamentar sua aplicação, quando necessárias.

A manutenção dos salários é um dos pontos centrais da proposta. A intenção é reduzir o tempo semanal de trabalho sem diminuir a remuneração dos trabalhadores em razão dessa mudança.

Para os profissionais submetidos a jornadas organizadas em seis dias de trabalho e um de descanso, a alteração poderá representar mais tempo disponível para convivência familiar, lazer, estudo e recuperação física. Os efeitos concretos, contudo, dependerão da forma como as jornadas forem reorganizadas em cada atividade econômica.

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Do lado dos empregadores, uma eventual mudança exigirá avaliar escalas, cobertura de horários e necessidade de reorganização das equipes. Setores que funcionam continuamente, como comércio, serviços e atividades essenciais, poderão precisar adaptar a distribuição dos trabalhadores para manter o atendimento.

Governo calcula ter votos para aprovar a PEC 221/2019

O governo federal avalia que há apoio suficiente para a aprovação da proposta. De acordo com o deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), autor da PEC, uma contagem feita por aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) identificou 57 senadores favoráveis ao texto.

Se essa estimativa se confirmar na votação, o número ficará oito votos acima do mínimo de 49 exigido para a aprovação. A contagem, porém, representa uma projeção política, e não o resultado oficial do plenário.

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Lopes demonstrou confiança no andamento da matéria ao comentar a possibilidade de votação. “Se colocar para votar, passa”, afirmou o deputado ao R7 nesta semana.

A votação deverá indicar se o apoio contabilizado pelos defensores da proposta se mantém quando os senadores tiverem de registrar seus votos. Em uma PEC, a exigência de quórum qualificado torna decisiva a posição de cada parlamentar, já que não basta uma maioria simples dos presentes.

Oposição articula emendas para modificar a proposta

Apesar da expectativa do governo, a PEC enfrenta resistência de parte da oposição. Senadores contrários ao texto articulam a apresentação de emendas para alterar a proposta durante a tramitação no plenário.

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A movimentação ocorre depois que 36 propostas de alteração foram rejeitadas na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. A rejeição dessas emendas na comissão, entretanto, não elimina a possibilidade de novas iniciativas dentro das etapas regimentais aplicáveis à análise da matéria.

O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) confirmou a articulação e declarou que votará contra a PEC. A oposição poderá tentar modificar pontos do texto, embora qualquer alteração dependa dos procedimentos previstos para a tramitação de propostas de emenda à Constituição.

O debate envolve tanto o objetivo de ampliar o período de descanso dos trabalhadores quanto as consequências de uma eventual redução da jornada máxima. Os parlamentares ainda precisarão decidir se aprovam a proposta como está ou se haverá mudanças admitidas durante o processo legislativo.

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Entenda as próximas etapas da votação no Senado

A PEC começou a ser discutida em plenário na terça-feira (6). Pelo rito informado para a tramitação, são necessárias cinco sessões de discussão antes da votação em primeiro turno. Até o momento descrito no material, três dessas sessões já haviam sido realizadas.

Depois de uma eventual aprovação em primeiro turno, a proposta deverá passar por outras três sessões de discussão antes da votação em segundo turno. A aprovação na primeira etapa, portanto, não encerra a tramitação no Senado.

Como se trata de uma proposta de emenda à Constituição, o texto precisa alcançar os três quintos dos votos em cada uma das duas votações. Caso seja aprovado, o processo legislativo ainda deverá seguir as etapas constitucionais aplicáveis à PEC.

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A data marcada por Alcolumbre é, assim, um passo importante para a deliberação, mas o resultado dependerá da votação e do cumprimento das exigências regimentais.

Alcolumbre pode colocar calendário especial em votação

O presidente do Senado também admitiu a possibilidade de os parlamentares analisarem pedidos para acelerar a tramitação da proposta. A eventual adoção de um calendário especial poderia reduzir o intervalo necessário para a conclusão das discussões, conforme o procedimento que viesse a ser aprovado.

Na quarta-feira (7), Alcolumbre afirmou que submeteria ao plenário eventuais requerimentos para alterar o calendário. “Se aparecer um requerimento na mesa para quebrar o interstício após a votação de primeiro turno, ou para um calendário especial para a gente deliberar sem a discussão das outras quatro sessões, eu, como presidente do Senado, coloco para voto”, declarou.

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Ele também indicou que seguiria procedimentos adotados anteriormente pela Casa em situações semelhantes, deixando a decisão a cargo da maioria dos senadores.

A possibilidade de acelerar a tramitação acrescenta uma etapa política ao debate. Mesmo com a votação de primeiro turno marcada para quarta-feira (14), o calendário das etapas seguintes poderá depender das decisões tomadas pelo plenário.

Por enquanto, o ponto central é a votação da PEC 221/2019 em primeiro turno. Se aprovada, a proposta continuará sujeita às demais exigências constitucionais até que o Senado conclua sua análise.

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