Um homem identificado como Joelson de Sousa Silva foi preso na tarde de quinta-feira (8) no Terminal Antônio Bezerra, em Fortaleza, após denúncias de importunação sexual e agressão física. Ele também responde a um processo pela morte da própria mãe, Maria Luiza da Silva Magalhães, de 68 anos, assassinada em novembro de 2021, no bairro José Bonifácio, na capital cearense.
A ocorrência mais recente foi atendida pela Guarda Municipal de Fortaleza (GMF), depois que um fiscal da empresa Socicam acionou os agentes para intervir em uma confusão na Plataforma A do terminal. Durante a abordagem, os guardas encontraram um soco-inglês com o suspeito.
De acordo com o relato de uma das vítimas, o homem teria encostado no corpo dela com intenção sexual enquanto os dois estavam em um ônibus da linha Antônio Bezerra/Parangaba. Já nas dependências do terminal, ele também teria dado um soco no rosto da esposa da denunciante.
Com o apoio das viaturas VTR 537 e VTR 571, os agentes conduziram o suspeito e as vítimas ao 10º Distrito Policial, onde foram realizados os procedimentos da ocorrência.
Homem permaneceu custodiado após a ocorrência
Conforme o registro policial, a prisão foi formalizada no âmbito do Inquérito Policial nº 110-684/2026. O caso foi enquadrado no artigo 19 da Lei das Contravenções Penais e no artigo 215-A do Código Penal, que trata da importunação sexual.
Após os procedimentos na delegacia, o homem permaneceu custodiado, segundo o registro policial.
A ocorrência mais recente voltou a colocar em evidência o histórico criminal de Joelson, que responde ao processo pela morte da mãe. Na ocasião, ele teve a prisão em flagrante convertida em internação provisória pela Justiça em novembro de 2021, devido ao estado mental constatado.
Mãe foi morta a facadas em casa no José Bonifácio
O crime contra Maria Luiza ocorreu em 15 de novembro de 2021, na residência da família, localizada na Rua Joaquim Magalhães, no bairro José Bonifácio. Na época, Joelson tinha 31 anos e foi acusado de atacar a mãe com golpes de faca e pedradas.
As informações registradas sobre o caso apontam que o homem estava trancado em um quarto e que a mãe decidiu soltá-lo depois de insistência. Em seguida, ela foi atacada. Maria Luiza teria sido arrastada e amarrada pelo filho antes de sofrer os golpes que provocaram sua morte.
O pai de Joelson chegou à residência quando o filho estava fugindo e, segundo os relatos da época, também quase foi atacado. Depois do crime, o suspeito deixou o local, mas foi capturado naquela noite, cerca de duas horas e meia após o homicídio, em um terminal de ônibus no bairro Antônio Bezerra. Ele estava com a arma utilizada no assassinato.
Justiça determinou internação provisória em 2021
Após a prisão pelo homicídio, a Justiça do Ceará decidiu converter a prisão em flagrante de Joelson em internação provisória no Instituto Psiquiátrico Governador Stênio Gomes. A decisão foi tomada em 17 de novembro de 2021, diante de informações apresentadas por familiares sobre a condição de saúde mental do suspeito e o risco de novos episódios de violência.
Na decisão, a juíza Flávia Setúbal de Sousa mencionou relatos de que Joelson tinha transtorno mental, apresentava comportamento agressivo e teria fugido após o crime ainda armado com a faca. A magistrada considerou necessária a manutenção dele afastado do convívio social enquanto a situação era avaliada.
A decisão estabeleceu que a internação deveria durar até que a condição mental do suspeito fosse examinada. O juízo responsável pelo processo poderia, caso considerasse necessário, instaurar um incidente de insanidade mental para avaliar sua capacidade psíquica.
Familiares relataram tratamento psiquiátrico
Na época, a magistrada também registrou informações de que Joelson seria surdo, mudo e teria esquizofrenia, além de realizar acompanhamento no Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) desde a infância. A decisão apontou que os relatos familiares e a entrevista pessoal indicavam a necessidade de avaliar a condição mental do suspeito.
A internação provisória foi determinada como medida judicial enquanto essa avaliação não fosse concluída.
Denúncias para a polícia
A população pode contribuir com investigações das forças de segurança do estado do Ceará repassando informações que auxiliem os trabalhos policiais. As informações podem ser direcionadas para o número 181, o Disque-Denúncia da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), ou para o (85) 3101-0181, que é o número de WhatsApp, pelo qual podem ser feitas denúncias via mensagem, áudio, vídeo e fotografia ou ainda via "e-denúncias", o site do serviço 181, por meio do endereço eletrônico: https://disquedenuncia181.sspds.ce.gov.br/.




