Eduarda Campopiano (PL), eleita deputada estadual mais votada de São Paulo em 2026, com aproximadamente 1,96 milhão de votos, tem a mãe, Débora Campopiano, como beneficiária do Benefício de Prestação Continuada (BPC) desde janeiro de 2019. Antes de ser eleita para a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), onde assumirá o mandato em 2027, Eduarda era vereadora de Praia Grande, com salário bruto mensal de R$ 15.193,35, segundo informações divulgadas pelo Metrópoles. Conhecida por posicionamentos conservadores e críticas a pautas como o feminismo e as cotas raciais, a parlamentar ganhou projeção nas redes sociais, e a informação sobre o benefício recebido pela mãe repercutiu em meio ao debate sobre políticas de assistência social.
Segundo registros do Portal da Transparência do governo federal, Débora recebe o benefício desde janeiro de 2019. Até a publicação da reportagem do Metrópoles, não haviam sido esclarecidos publicamente os critérios específicos que fundamentaram a concessão nem a composição familiar e os rendimentos considerados na análise do benefício.
Débora tem 59 anos e atua com artesanato, produzindo e vendendo bonecas pela internet, além de oferecer cursos relacionados à atividade. Como ainda não atingiu a idade mínima de 65 anos exigida para o BPC destinado a idosos, o recebimento depende do enquadramento em outra modalidade prevista na legislação, como a destinada a pessoas com deficiência que atendam aos requisitos legais.
Também não há confirmação pública sobre eventual deficiência de longo prazo, sobre a renda obtida com as atividades de artesanato ou sobre a possibilidade de a remuneração de Eduarda integrar o grupo familiar considerado pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
A equipe da parlamentar foi procurada pelo Metrópoles para esclarecer a situação, mas não respondeu até o fechamento da reportagem, segundo o veículo. O espaço foi mantido aberto para manifestação.
Quais são os critérios para receber o BPC
O Benefício de Prestação Continuada é uma assistência prevista na Lei Orgânica da Assistência Social (Loas). O programa garante o pagamento mensal de um salário mínimo a pessoas com 65 anos ou mais e a pessoas com deficiência de qualquer idade que cumpram os critérios legais.
Em 2026, o valor mensal do benefício é de R$ 1.621. Diferentemente da aposentadoria previdenciária, o BPC não exige contribuições ao INSS, não paga décimo terceiro salário e não gera pensão por morte.
Para pessoas com deficiência, a concessão depende da comprovação de impedimento de longo prazo, com duração mínima de dois anos, além da avaliação prevista nas regras do programa. O requerente também precisa atender aos critérios socioeconômicos e manter a inscrição no Cadastro Único (CadÚnico) atualizada.
A regra geral estabelece renda familiar mensal por pessoa igual ou inferior a um quarto do salário mínimo. Com o valor vigente em 2026, o limite corresponde a R$ 405,25 por integrante, observadas as regras legais de cálculo e as exceções previstas para determinados rendimentos.
Como a renda familiar é calculada pelo INSS
O cálculo da renda para o BPC considera os rendimentos das pessoas que integram o grupo familiar definido pela legislação. Por isso, morar no mesmo imóvel não significa, automaticamente, que todos os residentes serão incluídos no cálculo. Da mesma forma, o parentesco, isoladamente, não determina que a renda de qualquer familiar seja contabilizada.
A composição do grupo familiar e os rendimentos considerados dependem das regras aplicáveis ao benefício e da situação concreta do requerente. A avaliação também precisa observar as exclusões de renda previstas na legislação.
No caso de Débora Campopiano, não foi esclarecido se ela mora com a filha, quais pessoas integram o grupo familiar informado ao INSS ou quais fontes de renda foram consideradas na concessão e na manutenção do pagamento.
Por isso, não é possível concluir, apenas com as informações divulgadas, que o salário de Eduarda deveria integrar o cálculo ou que o benefício tenha sido concedido ou mantido irregularmente. Para uma avaliação desse tipo, seria necessário conhecer os dados cadastrais e socioeconômicos utilizados na análise administrativa.
Quem é Eduarda Campopiano
Eduarda Campopiano ganhou projeção nas redes sociais por posicionamentos conservadores e críticas a pautas como o feminismo e as cotas raciais. Filiada ao PL, ela foi eleita deputada estadual mais votada de São Paulo em 2026, com aproximadamente 1,96 milhão de votos, e deverá assumir uma cadeira na Alesp em 2027.
Antes da eleição, Eduarda exercia mandato de vereadora em Praia Grande, no litoral paulista. Segundo informações divulgadas pelo Metrópoles, o salário bruto mensal do cargo municipal era de R$ 15.193,35. A informação sobre o benefício recebido pela mãe repercutiu em meio à discussão sobre as posições políticas da parlamentar eleita e os critérios de acesso aos programas de assistência social.




