Douglas Ruas (PL), declarado vencedor da eleição para o governo do Rio de Janeiro após a retotalização dos votos, participou neste sábado (10) da celebração dos 100 anos da Assembleia de Deus Ministério de Madureira, realizada no ginásio do Maracanãzinho, na Zona Norte da capital fluminense. Ao lado do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), ele esteve em um evento que reuniu milhares de fiéis e lideranças religiosas e políticas.
A participação marcou a primeira agenda pública de Ruas após a atualização do resultado eleitoral pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ). A retotalização ocorreu depois que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou o indeferimento do registro de candidatura de Anthony Garotinho (Republicanos), cujos votos foram anulados para fins de cálculo do resultado.
Com a mudança, Ruas passou a somar 50,88% dos votos válidos, percentual suficiente para vencer no primeiro turno. O TRE-RJ informou, no entanto, que a proclamação definitiva do resultado ainda passaria por etapas formais, com sessão prevista para 15 de outubro. <Cite refs={["turn656533search0"]}/>
Douglas Ruas participa de evento religioso após retotalização
A presença de Ruas na celebração ocorreu poucas horas depois da atualização do resultado eleitoral. O encontro reuniu representantes do campo conservador e lideranças evangélicas, em uma programação que combinou manifestações de fé com referências ao cenário político brasileiro.
Durante sua participação, Ruas comentou o momento vivido pelo estado e fez referência à situação política. Segundo o texto original da cobertura, o governador eleito classificou o período como um “momento de retaliação”, ao mencionar a importância da data para a igreja.
A declaração precisa ser compreendida a partir do contexto em que foi feita. Para uma publicação mais aprofundada, é importante identificar a que situação específica o político se referia, evitando atribuir à fala um significado que não esteja confirmado pela gravação ou pela transcrição integral.
A presença de Ruas também ocorreu em um momento de transição política no Rio de Janeiro, após a alteração do resultado eleitoral. A retotalização não representou uma nova votação: o procedimento recalculou os percentuais dos candidatos após a exclusão dos votos anulados de Garotinho. <Cite refs={["turn656533search0"]}/>
Samuel Ferreira faz referência a apoio político durante celebração
Um dos momentos de maior repercussão do evento envolveu o bispo Samuel Ferreira, líder da Assembleia de Deus Ministério de Madureira. Durante a celebração, ele pediu união entre as religiões e afirmou que “essa nuvem vai passar pelo Brasil”.
O religioso também fez referência à relação entre os fiéis e os candidatos políticos ao declarar: “Não peço voto. Mas irmão vota em irmão”.
A frase foi pronunciada em um evento que contou com a presença de Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência da República. Embora Samuel Ferreira tenha afirmado que não estava fazendo um pedido explícito de voto, sua declaração trouxe o tema do apoio político para o centro da celebração.
O episódio evidencia como encontros religiosos podem se tornar espaços de manifestação pública sobre o cenário político, especialmente quando reúnem lideranças religiosas e representantes de partidos. A interpretação das falas, porém, depende do contexto integral do discurso e das circunstâncias em que foram feitas.
Flávio Bolsonaro fala em “guerra espiritual” no Maracanãzinho
Flávio Bolsonaro também utilizou o evento para abordar a disputa política. Durante seu discurso, o senador falou sobre o que classificou como uma “guerra espiritual” enfrentada pelo Brasil e fez críticas a adversários, aos quais chamou de “inimigos mentirosos” e “pessoas perigosas”.
O candidato afirmou ainda que o ex-presidente Jair Bolsonaro “estará livre”. As declarações foram feitas diante dos participantes da celebração, que reuniu fiéis e representantes políticos.
A fala de Flávio associou referências religiosas à sua visão sobre os desafios enfrentados durante a campanha. O discurso seguiu a linha de manifestações em que o senador relaciona sua atuação política à fé e à ideia de enfrentamento de adversários.
A participação do candidato presidencial também ampliou a dimensão política do evento, que comemorava o centenário da denominação evangélica. O encontro reuniu lideranças que, além de participar da programação religiosa, fizeram declarações sobre o momento vivido pelo país.
Silas Malafaia não aborda disputa eleitoral em discurso
Apesar das referências políticas feitas por outros participantes, o pastor Silas Malafaia adotou uma abordagem diferente durante sua participação. De acordo com a apuração original, ele concentrou seu discurso em temas litúrgicos e não abordou diretamente a disputa eleitoral.
A presença de Malafaia, Samuel Ferreira, Douglas Ruas e Flávio Bolsonaro reuniu no mesmo espaço representantes religiosos e políticos de destaque no campo conservador.
A celebração dos 100 anos da Assembleia de Deus Ministério de Madureira, portanto, foi marcada tanto pelo caráter religioso quanto por declarações que repercutiram no debate político. Para além da comemoração, o encontro ocorreu em um momento de movimentação eleitoral no Rio de Janeiro e de campanha presidencial no país.




