Os beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) precisam ficar atentos às mudanças nas regras de identificação previstas pelo governo federal. A implantação do cadastro biométrico será realizada por etapas e terá novos prazos nos próximos anos, o que exige atenção de quem solicita, mantém ou precisa renovar benefícios previdenciários e assistenciais.
A medida envolve a Carteira de Identidade Nacional (CIN), documento que utiliza o CPF como número de identificação e reúne dados biométricos. A mudança busca reforçar a segurança na concessão dos pagamentos e reduzir fraudes, mas as exigências variam conforme a situação de cada cidadão e os registros biométricos que já possui.
Por isso, antes de procurar um posto de atendimento para emitir um documento, é importante entender o calendário e verificar se existe alguma providência necessária para o próprio caso.
Quem precisa emitir a nova identidade para receber benefícios?
A necessidade de emitir a Carteira de Identidade Nacional depende da existência de biometria cadastrada em bases oficiais e da etapa de implementação das regras.
Quem não possui registro biométrico nas bases aceitas pelo governo deverá providenciar a CIN para atender às exigências previstas a partir de janeiro de 2027. Já quem possui biometria registrada em documentos oficiais, como a Carteira Nacional de Habilitação (CNH), o passaporte ou a base da Justiça Eleitoral, poderá utilizar esses registros durante o período de transição, conforme os prazos estabelecidos.
A partir de 1º de janeiro de 2028, a CIN será a base biométrica aceita para os procedimentos de concessão, manutenção e renovação dos benefícios abrangidos pela regra.
Isso significa que a mudança não deve ser interpretada como uma ordem para todos os aposentados, pensionistas e demais beneficiários trocarem imediatamente seus documentos. A situação individual e os prazos aplicáveis precisam ser considerados.
Beneficiários podem perder a aposentadoria por não trocar a identidade?
A implementação da biometria não significa que todos os benefícios ativos serão bloqueados automaticamente. O governo federal informou que a adoção será gradual, com prazos de adaptação para quem já recebe pagamentos.
A orientação é que os beneficiários acompanhem as comunicações oficiais e atendam a eventuais solicitações de atualização cadastral. A ausência de biometria pode exigir providências em situações específicas, como procedimentos relacionados à concessão, manutenção ou renovação de benefícios, de acordo com o cronograma.
Por isso, não é correto afirmar que todos os segurados perderão a aposentadoria ou a pensão simplesmente por ainda não terem emitido a nova identidade. Também não é recomendável ignorar notificações oficiais sobre a necessidade de regularização.
Em caso de dúvida, o beneficiário deve consultar os canais oficiais do INSS e verificar se existe alguma pendência vinculada ao seu cadastro.
Quais são os prazos para apresentar a biometria?
O calendário prevê uma transição até 2028. As datas ajudam a entender quando a CIN passa a ser necessária de acordo com a situação de cada pessoa.
- Até 31 de dezembro de 2026: existem regras de transição para o uso de registros biométricos em bases oficiais, conforme o tipo de benefício e o procedimento realizado.
- A partir de 1º de janeiro de 2027: quem não tiver biometria nas bases oficiais aceitas deverá apresentar a CIN para cumprir a exigência nos procedimentos abrangidos.
- A partir de 1º de janeiro de 2028: a CIN passa a ser a base biométrica aceita para concessão, manutenção e renovação dos benefícios incluídos na regra.
Os prazos podem variar conforme o procedimento e a situação cadastral. Por isso, quem já tem biometria registrada deve verificar se ela se enquadra nas condições previstas para o período de transição.
Como emitir a Carteira de Identidade Nacional?
A emissão da CIN é realizada pelos órgãos de identificação dos estados e do Distrito Federal. O cidadão deve consultar o serviço oficial de seu estado para verificar como fazer o agendamento, quais documentos apresentar e onde comparecer.
A primeira emissão da versão em papel da Carteira de Identidade Nacional é gratuita. O documento também possui versão digital, disponível pelo aplicativo GOV.BR após a emissão.
Antes de se deslocar, o beneficiário deve conferir as orientações do órgão responsável pela emissão, já que os procedimentos de atendimento podem variar entre as unidades da federação.
O que aposentados e pensionistas devem fazer agora?
A principal recomendação é verificar se os dados biométricos já estão registrados em uma das bases oficiais aceitas e acompanhar eventuais comunicados sobre atualização cadastral. Quem não possui biometria deve se informar sobre a emissão da CIN e observar os prazos aplicáveis ao seu caso.
Também é importante desconfiar de mensagens que prometam regularizar o benefício mediante pagamento ou solicitem dados pessoais por canais não oficiais. A consulta deve ser feita pelos serviços oficiais do governo, evitando compartilhar informações com desconhecidos.
A mudança será implementada gradualmente até 2028. Entender o calendário e conferir a própria situação cadastral são medidas importantes para cumprir as exigências sem deslocamentos desnecessários ou decisões precipitadas.




