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MANIFESTAÇÃO

Museu do Louvre é bloqueado por protesto estudantil em Paris

Mobilização na Escola do Louvre denuncia repressão policial e manifesta apoio ao movimento estudantil; museu não informou quando retomará as visitas

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Museu do Louvre é bloqueado por protesto estudantil em Paris
Bloqueio impediu a abertura do Louvre na manhã desta segunda-feira (19); a direção não informou uma data para a retomada das visitas. Foto: Abdul Saboor

O Museu do Louvre, em Paris, na França, não abriu ao público no horário previsto nesta segunda-feira (19), após estudantes bloquearem o acesso ao local. A mobilização foi organizada por alunos da Escola do Louvre, instituição de ensino superior que funciona dentro do complexo, em apoio ao movimento estudantil e para denunciar a repressão policial durante manifestações no país.

A direção do museu informou que o atendimento foi suspenso devido a uma greve estudantil e não divulgou uma previsão para a retomada das atividades. Visitantes que chegaram ao local foram orientados a consultar os canais oficiais da instituição para obter informações sobre ingressos comprados antecipadamente.

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O bloqueio ocorreu após manifestações realizadas em diferentes cidades francesas no sábado (17), contra o custo de vida e o projeto de corte de gastos do governo. Os atos tiveram episódios de violência e confrontos com as forças de segurança, enquanto o movimento estudantil também reivindica melhores condições de ensino.

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Estudantes impedem abertura do Museu do Louvre

Segundo informações da Agência France-Presse (AFP), cerca de 50 estudantes da Escola do Louvre participaram do bloqueio nesta segunda-feira. A mobilização impediu que o museu abrisse às 9h no horário local, 4h em Brasília.

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Um panfleto distribuído nas proximidades anunciou a ação e afirmou que os estudantes haviam bloqueado a entrada do museu. Alunos de Belas Artes também aderiram à mobilização, segundo o sindicato francês CFDT.

A direção do Louvre afirmou que o movimento não está diretamente relacionado à instituição. Na avaliação da administração, o museu foi utilizado pelos manifestantes como espaço para dar visibilidade às reivindicações.

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Em comunicado nas redes sociais, a instituição informou que permaneceria fechada devido à mobilização estudantil. Até a divulgação das informações, não havia previsão oficial para a reabertura.

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Mobilização denuncia repressão policial e defende direitos dos estudantes

Os participantes do bloqueio manifestaram apoio ao movimento estudantil francês e denunciaram a repressão policial. No material distribuído durante o ato, os alunos defenderam o direito de estudar, trabalhar e viver livremente em boas condições.

De acordo com a AFP, o panfleto não mencionava diretamente os episódios de violência registrados durante as manifestações do fim de semana. A ação no Louvre esteve relacionada à mobilização estudantil mais ampla, que começou com reivindicações por melhorias nas condições de ensino e ganhou adesão de outros grupos.

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Os protestos estudantis tiveram início em setembro, quando alunos passaram a reivindicar mais funcionários, recursos e melhorias na estrutura das escolas. Mesmo após o encerramento de uma das mobilizações iniciais, as manifestações se espalharam para outras regiões da França.

A Escola do Louvre funciona dentro do complexo do museu e oferece formação superior em áreas como História da Arte, Arqueologia, Epigrafia, Antropologia e Museologia.

Protestos contra o custo de vida mobilizam cidades francesas

O bloqueio do museu ocorreu depois de manifestações realizadas em diversas cidades francesas no sábado (17). Os atos reuniram pessoas contrárias ao aumento do custo de vida e ao projeto de corte de gastos do governo.

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Cerca de 500 mil pessoas participaram dos protestos em todo o país. Embora muitas manifestações tenham ocorrido de forma pacífica, também foram registrados confrontos, incêndios e saques.

Quase 2,4 mil pessoas foram detidas durante o fim de semana. Os episódios ampliaram a pressão sobre o governo francês e provocaram debates sobre a atuação das forças de segurança e a resposta às reivindicações populares.

O presidente Emmanuel Macron condenou os atos de destruição e saques em pronunciamento no domingo (18). Ele afirmou que os responsáveis seriam responsabilizados e prometeu realizar reuniões ao longo da semana para discutir propostas e ouvir as demandas dos manifestantes.

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