Fortaleza começou a implantação de pontos de coleta de roupas, calçados e outros materiais têxteis para facilitar o descarte correto de peças que deixaram de ser utilizadas. A iniciativa faz parte do projeto Repense Reuse, parceria entre a Prefeitura de Fortaleza, o Governo do Ceará e a organização Humana Brasil, com foco no reaproveitamento desses produtos e na redução do volume de resíduos descartados no lixo comum.
A primeira etapa prevê a instalação de 50 Pontos de Entrega Voluntária (PEVs), distribuídos em locais como Ecopontos, praças e outros espaços contemplados pela iniciativa. O planejamento prevê 200 equipamentos na Capital, divididos em quatro fases, e uma rede de 400 pontos em todo o Ceará.
A proposta permite que os moradores entreguem roupas, sapatos, cintos e acessórios sem precisar agendar o descarte ou acumular grandes quantidades. A orientação é levar, preferencialmente, os itens limpos e organizados para facilitar a triagem e o encaminhamento posterior.
Como descartar roupas e calçados nos pontos de coleta
A entrega é gratuita e não exige agendamento. A população pode separar as peças que não utiliza mais e levá-las a um dos equipamentos instalados pelo projeto. Os endereços específicos dos pontos não constam nas informações disponíveis para esta publicação e precisam ser confirmados com a Prefeitura.
Eduardo Palheta, coordenador da Limpeza Urbana e Resíduos Sólidos, explicou à TV Cidade Fortaleza como funciona a entrega e orienta os moradores sobre os materiais aceitos:
“São pontos de entrega voluntária, para onde o munícipe pode se direcionar. É gratuito e muito simples de utilizar. Utilizar esses equipamentos como descarte correto de material teixo. Sejam roupas, cintos, calçados ou acessórios, eles podem utilizar. Não tem mistério nenhum, é só chegar, pegar aquela sua roupa que você não utiliza mais, de preferência que esteja limpa, e você traz pro ponto e faz o depósito. Então a sua roupa, em vez de virar lixo, ganha uma nova história.”
A entrega pode ser feita à medida que as peças deixam de ser utilizadas, sem a necessidade de esperar que uma grande quantidade se acumule em casa. A iniciativa busca oferecer uma alternativa para materiais que ainda podem ter utilidade, evitando que sejam descartados sem avaliação das condições de reaproveitamento.
Francisco de Assis da Silva Soares, permissionário, também aprovou a proposta: “eu achei bacana porque eu tenho três filhas e as roupas se perdem muito rápido. E aí eu achei legal porque tem a oportunidade de você fazer um descarte. Descarte não, pra falar a verdade, vai ser reutilizada. Achei legal, achei bacana.”
Para onde vão as roupas entregues nos pontos de coleta
Depois do recolhimento, os materiais serão encaminhados para uma central de triagem. Nessa etapa, as equipes vão separar as peças de acordo com as condições de uso, identificando aquelas que podem ser reaproveitadas diretamente e as que precisam de reparos.
Os itens em condições adequadas poderão ser destinados a doações ou à revenda em brechós comunitários. O projeto também prevê a articulação com associações de catadores, para ampliar as possibilidades de reaproveitamento e manter os produtos em circulação por mais tempo.
A Humana Brasil ficará responsável pela instalação da infraestrutura e pela logística de recolhimento dos materiais depositados nos equipamentos. A organização também participará do processo de triagem e da conexão com as associações de catadores e os brechós comunitários.
Eduardo Palheta detalha as etapas previstas para o funcionamento da estrutura:
“A empresa Humanas Brasil faz toda a parte de instalação da infraestrutura, ela vai fazer a parte de logística, que é o recolhimento desse material, levar para a central de triagem, e lá na central de triagem fazer todo esse procedimento de separação, o que é roupa boa, o que é roupa que está precisando de reparo, e posteriormente vai fazer esse link entre as associações de catadores e os brechós comunitários. Então vai inserir novamente esse material para nós termos essa economia circular.”
O destino de cada item dependerá das condições verificadas durante a triagem. As peças que puderem continuar em uso terão a possibilidade de voltar à circulação por meio de doações ou comercialização, enquanto os materiais que não atenderem aos critérios de reutilização deverão receber destinação adequada.
Quantos pontos de coleta serão instalados em Fortaleza e no Ceará
O planejamento prevê a implantação de 200 Pontos de Entrega Voluntária em Fortaleza, distribuídos em quatro fases. Os primeiros 50 equipamentos integram a etapa inicial, cuja instalação foi programada para os dias 15 e 16 de setembro. A situação atual da implantação precisa ser confirmada antes da publicação.
No âmbito estadual, a parceria com a Secretaria do Meio Ambiente e Mudança do Clima do Ceará (SEMA) prevê uma rede de 400 pontos de coleta. A estrutura planejada para Fortaleza e a Região Metropolitana tem perspectiva de receber até 1,3 milhão de quilos de resíduos têxteis, de acordo com a SEMA.
Esse volume é uma estimativa de capacidade, não uma quantidade já recolhida. O projeto busca ampliar as alternativas para o descarte de roupas, calçados e outros produtos têxteis pós-consumo, com encaminhamento conforme as condições dos materiais.




