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AUXÍLIOS

Benefícios sociais entram na pauta das campanhas no 2º turno; veja como manter cadastros atualizados

Famílias usam recursos para alimentação, medicamentos e terapias. Manter o Cadastro Único atualizado é uma das orientações para quem recebe programas sociais

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Benefícios sociais entram na pauta das campanhas no 2º turno; veja como manter cadastros atualizados
A atualização do Cadastro Único pode ser realizado nos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS). Foto: Reprodução / TV Cidade Fortaleza

A manutenção dos benefícios sociais e a possibilidade de cortes nos programas de transferência de renda estão entre os temas presentes nas campanhas do segundo turno das Eleições 2026. Para famílias de baixa renda, os recursos ajudam a pagar despesas básicas, como alimentação, energia elétrica, medicamentos e deslocamentos para tratamentos de saúde.

Beneficiária do Bolsa Família, Rita Maria utiliza o dinheiro para cobrir parte dos gastos domésticos. Ela também compra medicamentos de que precisa, além de manter as despesas com alimentação e energia. “Eu pago minha energia, eu compro minha alimentação, que é o mais importante, né? E alguns remédios que eu preciso”, relata Rita ao falar com a equipe de reportagem da TV Cidade Fortaleza.

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A preocupação com a continuidade do auxílio também aparece na rotina de William Monteiro, que trabalha como porteiro e sustenta uma família de cinco pessoas. O salário não é suficiente para cobrir todas as despesas, e o Benefício de Prestação Continuada (BPC) recebido pelo filho com transtorno do espectro autista complementa a renda familiar.

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“Ajuda com a alimentação das crianças e transporte para levar para as terapias”, afirma William.

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Quais são os principais benefícios sociais do governo federal?

Entre os programas voltados à população de baixa renda estão o Bolsa Família, o BPC, o Minha Casa, Minha Vida, a Tarifa Social de Energia Elétrica, o Auxílio Gás e o Pé-de-Meia. Cada iniciativa possui critérios próprios e atende a diferentes necessidades das famílias.

O Bolsa Família tem valor de referência de R$ 691 e é destinado a famílias em situação de pobreza ou extrema pobreza. O BPC garante o pagamento mensal de um salário mínimo a pessoas com deficiência de baixa renda e a idosos com 65 anos ou mais, desde que atendidos os critérios do programa.

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O Minha Casa, Minha Vida é voltado ao acesso à moradia. Já a Tarifa Social de Energia Elétrica oferece desconto na conta de luz para quem se enquadra nas regras de acesso. O Auxílio Gás é pago a cada dois meses, enquanto o Pé-de-Meia funciona como um incentivo financeiro na modalidade de poupança para estudantes do ensino médio da rede pública vinculados ao Cadastro Único.

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A manutenção desses auxílios depende das condições específicas de cada programa. Por isso, as famílias precisam acompanhar a situação cadastral e verificar quais exigências se aplicam ao benefício que recebem.

Cadastro Único precisa estar atualizado

A atualização do Cadastro Único é uma das orientações para famílias que recebem benefícios sociais e programas de transferência de renda. O procedimento pode ser realizado nos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), onde os profissionais também podem orientar sobre o perfil familiar e os programas disponíveis.

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Adriana Pereira, gerente da Célula de Benefícios da Secretaria Municipal dos Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SDHDS), explica como funciona o atendimento:

“Para receber qualquer um dos benefícios de assistência social, transferência de renda ou benefícios previdenciários, é preciso manter o Cadastro Único atualizado. E isso é feito nos Centros de Referência da Assistência Social.”

A atualização dos dados permite que a administração pública verifique as informações da família e avalie sua situação conforme as regras de cada programa. Adriana orienta que os beneficiários procurem os equipamentos da assistência social para conferir os dados e identificar quais iniciativas podem atender às suas necessidades.

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“É importante que a família, ao chegar no equipamento da Assistência Social de Atendimento, possa verificar qual é o perfil e qual programa que ela faz parte. De antemão, ela tem que ter todos os dados atualizados de dois em dois anos. E, a partir disso, existe uma seleção para que a pessoa responsável pela família faça parte do programa.”

Mudança de município pode exigir atualização dos dados

A mudança de endereço também pode exigir providências para manter o cadastro regular. Cristiana Amorim teve o Bolsa Família suspenso depois de sair de Maranguape e se mudar para Fortaleza. Ela procurou o CRAS Vila Velha para atualizar as informações e solicitar a visita domiciliar necessária ao procedimento.

“Eu morava em Maranguape e vim morar aqui em Fortaleza. Como eu vim de um município para outro, eu estou necessitando dessa visita. Por isso que eu estou aqui nesse novo Cras, aqui do Vila Velha, em busca dessa visita.”

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A supervisora de Cadastro Único do CRAS Vila Velha, Pauliana Vieira, explica que o atendimento inclui a transferência do cadastro para Fortaleza e a realização da visita domiciliar. Depois dessa etapa, o registro é atualizado e passa pelo processamento do sistema do Bolsa Família.

“Ela vai trazer o cadastro dela para Fortaleza, porque, para receber o Bolsa Família, ela precisa de uma visita domiciliar. Após a visita, a gente atualiza o cadastro dela e ela passa por todo o processo do sistema do Bolsa Família para que ela possa ser beneficiada.”

A suspensão relatada por Cristiana ocorreu após a mudança de município. O caso mostra a importância de informar alterações de endereço e procurar o serviço de assistência social para verificar quais etapas são necessárias à regularização.

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Possível corte do Bolsa Família preocupa beneficiários

Cerca de 19 milhões de brasileiros recebem o Bolsa Família. No segundo turno, a discussão sobre a continuidade dos benefícios e a possibilidade de cortes preocupa pessoas que dependem do recurso para pagar despesas essenciais.

Rita Maria teme os efeitos da eventual interrupção do programa para as famílias que utilizam o dinheiro no orçamento mensal: “se acabar, vai quebrar as pernas de todo mundo, né? Porque a maioria precisa desse dinheiro, desse benefício do governo, é isso.”

Falta às eleições não cancela automaticamente benefícios

No Ceará, 1.086.074 eleitores não compareceram às urnas no primeiro turno das Eleições 2026. O número corresponde a 15,52% do eleitorado estadual. Em todo o Brasil, a abstenção chegou a 33,4 milhões de pessoas, ou 21,08% dos eleitores.

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Deixar de votar e não regularizar a situação com a Justiça Eleitoral pode gerar multa e restrições em determinadas situações. Entre as consequências possíveis estão impedimentos relacionados à emissão de documentos e à participação em concursos públicos, conforme as regras aplicáveis.

A ausência às urnas, porém, não provoca automaticamente a perda de aposentadoria ou de outros benefícios previdenciários. A regularidade eleitoral e os procedimentos do INSS são questões distintas, embora dados de sistemas oficiais possam ser utilizados em processos de verificação cadastral.

A advogada trabalhista e previdenciária Priscila Mendes explica a relação entre biometria e cadastro eleitoral:

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“Hoje, um dos requisitos do INSS é manter a sua biometria ativa. O título de eleitor vale como uma biometria cadastral. Então, estando em dias com o seu título de eleitor, você não tem nenhum empecilho para requerer nenhum tipo de benefício assistencial.”

A orientação é consultar a situação eleitoral e as exigências previdenciárias pelos canais oficiais, sem presumir que a falta à votação implique a suspensão de um benefício.

O cancelamento do título eleitoral pode ocorrer quando o eleitor deixa de votar, justificar a ausência ou pagar as multas correspondentes por três eleições consecutivas. Para essa contagem, cada turno é considerado uma eleição. A regra não se aplica da mesma maneira a todos: pessoas com voto facultativo, como aquelas com mais de 70 anos, não estão sujeitas ao cancelamento do título por ausência às urnas nessas condições.

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Quando será o segundo turno das Eleições 2026?

O segundo turno das Eleições 2026 será realizado em 25 de outubro de 2026. Quem não puder comparecer deve ficar atento às orientações e aos prazos para justificar a ausência, além de consultar a situação eleitoral nos canais oficiais.

Manoel Soares reforça a importância de participar da eleição e evitar problemas posteriores: “queira ou não queira, a gente tem que ir, né? Tem que dar um voto lá. Seja pra quem for, mas tem que votar. Pra não dar problema depois.”


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