O Ceará terá a maior proporção de mulheres entre as assembleias legislativas estaduais do Brasil a partir de 2027. Das 46 cadeiras da Assembleia Legislativa do Ceará (Alece), 14 serão ocupadas por deputadas, o equivalente a 30,5% do total. O resultado das eleições de 4 de outubro supera o recorde anterior do estado, registrado em 2022, quando nove mulheres foram eleitas para a Casa.
A próxima legislatura também terá uma renovação expressiva na bancada feminina. Nove das 14 eleitas vão exercer o mandato na Alece pela primeira vez, enquanto cinco conseguiram a reeleição. As estreantes representam 64,3% do grupo de deputadas que assumirá em 2027.
As parlamentares estarão distribuídas por cinco partidos: PSB, PT, PL, PSDB e Solidariedade. Apesar do aumento, as mulheres continuarão em minoria na Assembleia, com 14 das 46 vagas.
Veja quem são as 14 deputadas eleitas para a Alece
Cinco deputadas que já integram a Assembleia conseguiram a reeleição: Dra. Silvana (PL), Marta Gonçalves (PSB), Jô Farias (PT), Emília Pessoa (PSDB) e Lia Gomes (PSB).
As outras nove eleitas vão exercer o mandato pela primeira vez na Alece. São elas:
- Bella Carmelo (PL);
- Liziany Medeiros (PT);
- Laís Nunes (PT);
- Jade Romero (PT);
- Fabíola Carneiro (PSB);
- Paloma Nunes (PSB);
- Manu Pimenta (PSB);
- Geórgia do Marcelão (Solidariedade);
- Dra. Mayra Pinheiro (PL).
A bancada feminina terá representantes de cinco partidos. O PSB contará com cinco deputadas: Fabíola Carneiro, Manu Pimenta, Paloma Nunes, Lia Gomes e Marta Gonçalves.
O PT terá quatro representantes: Jade Romero, Laís Nunes, Liziany Medeiros e Jô Farias. Pelo PL, foram eleitas Bella Carmelo, Dra. Mayra Pinheiro e Dra. Silvana.
Emília Pessoa representará o PSDB, enquanto Geórgia do Marcelão será a única deputada eleita pelo Solidariedade.
Bancada feminina cresce em relação às eleições de 2022
O número de mulheres eleitas para a Alece passou de nove, em 2022, para 14, em 2026. São cinco deputadas a mais em relação ao pleito anterior, um aumento de 55,5% na quantidade de mulheres eleitas.
Com a nova composição, as deputadas ocuparão 30,5% das cadeiras do Legislativo estadual. O percentual coloca o Ceará à frente dos demais estados brasileiros na proporção de mulheres eleitas para as assembleias legislativas.
A mudança, porém, não significa paridade entre homens e mulheres. Dos 46 parlamentares que tomarão posse em 2027, 32 serão homens e 14 serão mulheres. Assim, as deputadas representarão pouco menos de um terço do plenário.
Nove deputadas vão estrear na Assembleia Legislativa
A renovação da bancada feminina será outro destaque da próxima legislatura. Das 14 mulheres eleitas, nove não exerceram mandato na Alece anteriormente. Isso significa que quase dois terços do grupo serão formados por estreantes na Casa.
As outras cinco parlamentares conseguiram permanecer no Legislativo estadual por meio da reeleição. A composição reúne, portanto, nomes que já têm experiência na Assembleia e mulheres que passarão a integrar o plenário pela primeira vez.
A renovação feminina ocorre em uma eleição que também modificou a composição geral da Alece. Ao todo, 26 dos 46 parlamentares eleitos não integravam a legislatura anterior, o equivalente a 56,5% das cadeiras.
Mulheres ainda serão minoria entre os deputados estaduais
Mesmo com o recorde de representação feminina, a próxima legislatura continuará marcada pela maioria masculina. As 14 deputadas ocuparão 30,5% das cadeiras, enquanto os homens terão 32 das 46 vagas.
O resultado evidencia a diferença entre alcançar a maior proporção de mulheres entre os parlamentos estaduais do país e atingir uma distribuição equilibrada das cadeiras entre os gêneros.
A nova composição da Alece começa em 2027, quando os 46 deputados estaduais eleitos em outubro assumirão os mandatos para o período de 2027 a 2030.




