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ASSISTÊNCIA

Ceará registra menores índices de pobreza da série histórica e amplia ações contra a fome

Estado teve redução da pobreza ao longo de três anos; projetos sociais oferecem qualificação profissional, atendimento psicossocial e refeições a pessoas em situação de vulnerabilidade

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Ceará registra menores índices de pobreza da série histórica e amplia ações contra a fome
Nos últimos três anos, o Ceará Sem Fome chegou aos 184 municípios cearenses, com a distribuição de refeições destinadas a pessoas em situação de vulnerabilidade social. Foto: Reprodução / TV Cidade Fortaleza

O Ceará registrou, em 2025, os menores níveis de pobreza absoluta desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Anual (PNAD Contínua), em 2012. A redução ocorre após três anos consecutivos de queda nos indicadores, entre 2023 e 2025, e acompanha iniciativas de combate à fome e à vulnerabilidade social, com participação do poder público e de organizações da sociedade civil.

Os dados consideram três linhas de renda definidas pelo Banco Mundial, com valores mensais por pessoa de R$ 280, R$ 391 e R$ 774, atualizados a preços de 2025. Para os parâmetros utilizados, foram registradas reduções de 35%, 21% e 13%, respectivamente, nos indicadores de extrema pobreza e pobreza monetária. Independentemente da linha considerada, os níveis de pobreza absoluta chegaram aos menores patamares da série histórica.

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Entre as iniciativas de atendimento à população vulnerável está a Associação O Pequeno Nazareno, que atua há 30 anos no Centro de Fortaleza. O projeto oferece acompanhamento psicossocial, oficinas de direitos humanos e cursos profissionalizantes. As atividades buscam ampliar as oportunidades para jovens no mercado de trabalho e contribuir para que famílias superem a extrema pobreza.

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Cursos e primeiro emprego mudam a rotina de jovens

Para a jovem aprendiz Myrella Vidal, a oportunidade de trabalho teve impacto direto na organização financeira e na vida familiar. Ela conta à TV Cidade Fortaleza que o emprego permitiu contribuir com as despesas da casa onde vive com a tia e comprar os próprios itens sem depender tanto do responsável.

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“Modificou a qualidade da minha vida, porque, como foi o meu primeiro emprego, eu consigo ajudar financeiramente em casa, ajudar a minha tia, porque eu moro com a minha tia. Eu ajudo a comprar minhas coisas também, não preciso ficar dependendo tanto do meu responsável. Então foi um projeto que me ajudou bastante.”

O acesso a oportunidades de formação também é destacado por Ícaro Natanael, outro jovem aprendiz atendido pela iniciativa. Ele relata as dificuldades enfrentadas por moradores de regiões onde há menos acesso a cursos e oportunidades profissionais.

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“Eu moro numa região onde é difícil o acesso para ter essas coisas, oportunidades de vida para o jovem, igual eu já tive. E outros jovens também estão participando como eu, fazem curso, trabalham já...”

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Ao longo de sua trajetória, a Associação O Pequeno Nazareno já beneficiou mais de 50 mil pessoas de diferentes idades. O atendimento alcançou moradores de Fortaleza, da Região Metropolitana e de outros estados do Norte e do Nordeste.

O coordenador do projeto, Manoel Torquato, explica que a educação orienta o trabalho desenvolvido pela associação, com foco nas necessidades e nos objetivos de quem procura atendimento. “É uma plataforma focada na educação como ferramenta de transformação das realidades das pessoas a partir do interesse delas, de buscar uma alternativa para sua condição.”

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Ceará Sem Fome distribuiu mais de 90 milhões de refeições

Outra frente de combate à pobreza no estado é o programa Ceará Sem Fome. Nos últimos três anos, a iniciativa chegou aos 184 municípios cearenses, com a distribuição de refeições destinadas a pessoas em situação de vulnerabilidade social.

A primeira-dama do Ceará, Lia de Freitas, destacou a participação de entidades e grupos comunitários na execução das ações. Igrejas, associações e pessoas comprometidas com as comunidades integram a rede de colaboração do programa, que ampliou a distribuição de alimentos no território estadual.

“Esse é um programa que tem uma parceria com toda a sociedade, as igrejas, as associações, e também mulheres e homens comprometidos com a sua comunidade. E como fruto dessa parceria com entidades não governamentais, o Governo do Estado pôde chegar em 1.300 territórios todos os dias, durante 3 anos e quase 10 meses, em que a gente realmente conseguiu entregar mais de 90 milhões de refeições.”

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Segundo Lia de Freitas, a atuação do Ceará Sem Fome vai além da entrega de alimentos. A iniciativa reúne diferentes frentes, incluindo qualificação, agricultura e saúde, com a proposta de atender outras necessidades das pessoas em situação de vulnerabilidade.

“Um programa robusto, que vem trazer um eixo de qualificação, um eixo de agricultura, um eixo de saúde junto à entrega do alimento. O governador Elmano de Freitas criou com toda a sua equipe, conseguiu levar refeição para as pessoas que estavam em vulnerabilidade.”

Indicadores de pobreza atingem menor nível da série histórica

A queda dos indicadores registrada entre 2023 e 2025 ocorre em um período no qual o estado ampliou ações de atendimento social e iniciativas de combate à fome. A série da PNAD Contínua permite acompanhar a evolução dos índices desde 2012 e mostra que, em 2025, o Ceará alcançou os menores níveis de pobreza absoluta já registrados para os parâmetros citados.

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O levantamento considera diferentes limites mensais de renda por pessoa, o que permite observar a pobreza a partir de critérios distintos. Os valores de R$ 280, R$ 391 e R$ 774, calculados a preços de 2025, são as referências usadas para analisar os resultados. As reduções informadas foram de 35%, 21% e 13%, respectivamente.

As iniciativas descritas atuam em frentes diferentes: enquanto a Associação O Pequeno Nazareno oferece acompanhamento, formação e preparação para o trabalho, o Ceará Sem Fome concentra ações de acesso à alimentação, com participação de organizações e comunidades locais.

No caso do programa estadual, foram distribuídas mais de 90 milhões de refeições em 1.300 territórios, ao longo de três anos e quase dez meses, conforme o balanço apresentado por Lia de Freitas. As ações alcançaram os 184 municípios do Ceará.

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Já a associação sediada no Centro de Fortaleza contabiliza mais de 50 mil pessoas beneficiadas em sua trajetória de 30 anos, incluindo jovens e pessoas de diferentes idades atendidas na capital, na Região Metropolitana e em outros estados do Norte e do Nordeste.


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