A campanha Papai Noel dos Correios está com 6 mil cartinhas de crianças em situação de vulnerabilidade social à espera de padrinhos e madrinhas no Ceará. Na 37ª edição da iniciativa no estado, os pedidos incluem brinquedos, material escolar e outros presentes. A proposta é mobilizar pessoas, empresas e instituições para escolher as cartas e atender aos desejos das crianças neste Natal.
O lançamento da campanha reuniu representantes dos Correios, convidados e integrantes da comunidade. A programação contou com apresentações do coral do Instituto de Assistência e Proteção Social (IAPS) e de alunos da Escola Indígena Tapeba da Ponte, em homenagem à Pajé Raimunda.
A iniciativa transforma pedidos escritos à mão em presentes entregues às crianças. Para 2026, a meta é atender pelo menos 6 mil pedidos, mas a organização espera ampliar o número de participantes da campanha.
“É a 37ª edição no Brasil, 37ª edição aqui no Ceará. Mais uma vez, Papai Noel, com a nossa meta de entregar sonhos, 6 mil sonhos. É uma meta desafiadora, mas nós queremos muito mais. Mas teremos 6 mil crianças aqui no Ceará muito mais felizes no final de 2026. Então padrinhos: nos procurem, adotem uma cartinha e façam uma criança feliz”, afirmou Ricardo Moreira, do Instituto de Assistência e Proteção Social (IAPS), ao falar com a equipe de reportagem da TV Cidade Fortaleza.
Como adotar uma cartinha do Papai Noel dos Correios?
Pessoas interessadas em participar podem procurar uma agência dos Correios, ler os pedidos disponíveis e escolher uma cartinha para atender. Depois da adoção, o padrinho ou a madrinha deve comprar o presente solicitado e entregá-lo dentro do prazo estabelecido pela campanha.
O superintendente dos Correios no Ceará, Kleber Andrade, explicou que as cartas precisam ser escritas à mão pelas próprias crianças. Pedidos digitados ou digitalizados não são aceitos.
“O nosso projeto, dentro da instituição Correios, já tem 37 anos e aqui no estado eu como superintendente há três anos. Estamos nessa busca de quebrar recorde. Esse ano, nós temos uma meta de 6 mil cartinhas. Nós temos uma parceria com as Secretarias da Educação, tanto municipal como estadual. Nós temos 30 escolas que são inscritas, além de outras instituições. Então, primeiramente, nós precisamos das cartinhas. Isso é um incentivo também. A cartinha tem que ser escrita, manuscrito, à mão. Não pode ser digitalizada. No computador, não. Tem que ser escrita pela criança”, explicou.
A campanha também recebe a participação de empresas, instituições e integrantes da sociedade interessados em adotar os pedidos. A escolha é feita diretamente nas agências, onde os participantes podem ler as cartas antes de decidir qual delas vão atender.
Qual é o prazo para adotar e entregar os presentes?
A campanha começa oficialmente nesta quinta-feira (5) e segue até o dia 11 de dezembro. O prazo contempla tanto a adoção das cartinhas quanto a entrega dos presentes.
A data limite foi estabelecida para que os Correios organizem a logística de distribuição e façam os presentes chegarem às crianças. Por isso, quem deseja participar precisa concluir a entrega dentro do período indicado.
“E, como a sociedade ou a instituição ou o empresário pode fazer para adotar uma cartinha e fazer uma criança feliz? Eu costumo falar que nós não entregamos presentes, nós entregamos sonhos. Vai até a agência, lê, escolhe aquela que tocar o seu coração. E depois compra o presente. A campanha inicia oficialmente nesta quinta, dia 5, mas vai até o dia 11 para você adotar essa cartinha e também para entregar o presente. Nós só vamos receber até o dia 11, porque nós precisamos fazer toda a logística para levar esse presente, esse sonho para a criança”, disse Kleber Andrade.
Pedidos incluem brinquedos, alimentos e equipamentos
Entre os pedidos mais frequentes estão bonecas, carrinhos e outros brinquedos. Também há crianças que solicitam material escolar e itens necessários para o cotidiano.
Algumas cartas, no entanto, apresentam pedidos relacionados a necessidades básicas ou a condições específicas de saúde. Kleber Andrade citou o caso de uma criança que, na campanha do ano anterior, pediu macarrão instantâneo em vez de um brinquedo.
A situação levou os organizadores a providenciarem, além do presente, uma cesta básica e alimentos para a criança. O superintendente também mencionou pedidos de equipamentos feitos por crianças com necessidades especiais, que buscam itens capazes de melhorar suas condições de vida.
“Tem de tudo, né? Tem de tudo. Muitas bonecas, carrinhos, esse tipo de coisa. Mas, na campanha do ano passado, teve um que chamou muito a atenção, e a gente, que pode dar presente para nossos filhos, tem que levar isso para uma reflexão. Uma criança pediu aquele macarrão instantâneo. Isso tocou nossos corações. Nós compramos cestas básicas e, além do presente, levamos também pra ele cesta básica e comida, porque isso toca. Não era pra ele nos pedir isso, era pra ele pedir um carrinho, um brinquedo qualquer, comida não. E tem outros que também tocam. Crianças com necessidades especiais, que pede um equipamento para melhorar a sua vida. Então tem vários pedidos que só lendo, só lendo. E eu convido vocês para ler, ir lá, pegar uma cartinha, ler e adotar”, relatou.
A campanha reúne pedidos de crianças atendidas por escolas e outras instituições. No Ceará, a organização mantém parceria com as secretarias municipal e estadual de Educação, além de 30 escolas inscritas na iniciativa.




