Confesso: entrei na sala do UCI Cinemas do Iguatemi achando que Anaconda seria um daqueles filmes de terror clássicos, cheios de tensão, sustos e aquela adrenalina básica. A ideia era acompanhar meu filho Gabriel Mendes e a amiguinha Luiza Aguiar, que estavam empolgadíssimos. O que eu não esperava era sair do cinema completamente surpreendida e rindo.
[caption id="attachment_613137" align="alignnone" width="228"]
Foto: Fernanda Leite[/caption]
O filme entrega muito mais comédia do que terror, e faz isso sem vergonha nenhuma. As situações são assumidamente exageradas, os personagens abraçam o absurdo e o resultado é uma experiência leve, divertida e perfeita para assistir em família. As crianças amaram do começo ao fim, e eu que não sou exatamente fã de comédia e costumo ser bem exigente com esse gênero, também gostei. E isso, pra mim, é um ótimo sinal.
Um dos pontos altos, sem dúvida, é a cena em que os personagens correm desesperados da cobra com um javali no ombro. É o tipo de sequência que mistura tensão e humor na medida certa, arrancando gargalhadas sinceras da plateia. A sala inteira reagiu, adultos e crianças e isso diz muito sobre o espírito do filme.
E como boa brasileira, não tem como não destacar o orgulho de ver Selton Mello em evidência em uma produção estrangeira. Ele aparece com presença, carisma e aquele talento que a gente já conhece tão bem. Ver um ator brasileiro brilhando fora do país sempre dá um quentinho no coração e aqui, ele realmente se destaca.
No fim das contas, Anaconda foi uma grata surpresa. Um filme despretensioso, divertido, que sabe rir de si mesmo e entrega exatamente o que promete: entretenimento. Assistir no UCI Cinemas do Iguatemi, que eu adoro pelo conforto e pela experiência, só deixou tudo ainda melhor.
Entrei achando que ia passar medo. Saí com risada, leveza e a certeza de que, às vezes, vale muito a pena ser surpreendida pelo cinema.






