Como fã de filmes de terror, não poderia deixar de assistir “Invocação do Mal 4: O Último Ritual” no Cinépolis do RioMar Fortaleza, um cinema amplo, confortável e com imagem impecável, perfeito para mergulhar na experiência completa da saga.
O filme abre em 1964, com Lorraine Warren (Vera Farmiga) enfrentando uma força sobrenatural, estabelecendo imediatamente tensão e mistério. Vinte e dois anos depois, a família Smurl lida com uma invasão demoníaca tão intensa quanto os traumas dos Warrens, conectando passado e presente de forma envolvente e emocionante.
Vera Farmiga e Patrick Wilson seguem sendo o coração da franquia. Farmiga interpreta uma Lorraine intensa e visceral, enquanto Wilson traz equilíbrio entre força e sensibilidade. Mia Tomlinson, como Judy, é a ponte entre gerações, carregando esperança, medo e poder, representando um futuro promissor para o universo dos Warrens.
Dirigido por Michael Chaves, o quarto filme mantém a essência da franquia, enquanto James Wan, criador da saga e produtor, garante a continuidade da visão original. Essa combinação de direção e produção preserva o tom, o suspense e o cuidado com o legado, mesmo sendo um capítulo de despedida.
O terror aqui não se limita aos sustos clássicos, espelhos quebrados, vozes sem corpo ou presenças invisíveis, mas também surge da emoção: despedidas, fé e passagem de bastão. Este capítulo final fecha a saga com sensibilidade e respeito, homenageando marcos importantes da franquia sem perder intensidade.
Confesso: amei o filme. Para mim, ele é muito bom. Os dois primeiros continuam sendo os melhores, o terceiro eu considero mediano, mas este último realmente me conquistou. Assistindo “Invocação do Mal 4: O Último Ritual”, senti vontade de revisitar os três primeiros filmes, relembrar detalhes, cenas e emoções que fazem desta saga uma das mais bem construídas do terror moderno.
Além disso, este filme marca o encerramento oficial do ciclo principal da saga, planejado para ser um final completo e satisfatório. James Wan explicou que a intenção é fechar a história de Ed e Lorraine enquanto a saga ainda é amada, evitando prolongar demais e desgastar o legado. Ao mesmo tempo, o universo permanece aberto para novas histórias envolvendo Judy, o que mantém a franquia viva e com potencial de expansão.
Para fãs de terror e suspense, “Invocação do Mal 4: O Último Ritual” é obrigatório. Ele equilibra sustos, emoção e homenagem de forma rara, entregando uma experiência intensa, memorável e apaixonante. Um final digno para uma saga que marcou gerações.
Por Fernanda Leite.
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