A cadelinha gaúcha, que iniciou sua trajetória como vítima de um desastre natural, agora se encontra no epicentro de um embate que promete agitar ainda mais a causa animal no Ceará. A história de Cris, a cadelinha resgatada pelo deputado federal Célio Studart no Rio Grande do Sul, ganhou nova atenção nos últimos meses. O que começou como um gesto de solidariedade se transformou em uma intensa disputa entre o deputado e a médica veterinária Amanda Luiza, que até recentemente apoiava o parlamentar e até participou de uma Cãominhada junto a ele, onde Cris foi apresentada como sua “filha pet de Célio”.
Célio Studart, conhecido por seu ativismo em defesa dos animais, encontrou Cris em meio às enchentes que devastaram a região do Rio Grande do Sul em 2024. Naquela ocasião, ninguém havia se manifestado em busca da cadelinha, e Célio decidiu adotá-la, dando-lhe o nome de Cris Caramela e passando a conviver com ela. No entanto, Amanda, que era responsável por cuidar de Cris durante as viagens do deputado para compromissos políticos, começou a afirmar que sempre foi a legítima dona da cadela. Ela alegou que Cris estava sob seus cuidados e que, ao contrário do que o deputado afirma, ele nunca a adotou.
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Foto: Reprodução[/caption]
Stefanie Rodrigues, ativista da causa animal e fundadora da ONG Anjos da Proteção Animal (Apa), denunciou que a veterinária também se apropriou de um filhote de jumento que pertence a ela. “Em 2024, resgatei uma jumenta e seu filhote, e Amanda que era funcionária da Sepa, ficou com o filhote para um lar temporário enquanto a mãe se recuperava, mas nunca me devolveu, mesmo eu pedindo inúmeras vezes”, afirmou.
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A situação se torna ainda mais delicada com as declarações de Amanda, que chegou a buscar apoio financeiro por meio de uma vaquinha online, alegando dificuldades econômicas para manter Cris e quis devolver a cadelinha aos antigos donos no Rio Grande do Sul, afirmando que a cadela não lhe pertence.
Enquanto isso, Célio Studart reafirma sua posição, dizendo que sempre considerou Cris parte de sua família. Para evitar estresses durante viagens aéreas, ele confiou a veterinária para cuidar dela enquanto cumpria sua agenda fora de Fortaleza e, durante o tempo em que Cris esteve sob seus cuidados, ele arcava financeiramente com os gastos de Cris, para garantir seu bem-estar. O deputado afirmou que não comentará mais sobre o caso, que está sendo tratado na justiça, mas garantiu que possui evidências de sua relação com a cadelinha e que deseja apenas tê-la de volta.
No fundo, a verdadeira questão vai além de quem possui a documentação ou a guarda de Cris. O foco precisa ser o que realmente importa: o bem-estar da cadelinha Cris e a proteção dos direitos dos animais. Afinal, em meio a tantas acusações e desentendimentos, o que todos deveriam almejar é proporcionar um lar amoroso e seguro para o animal.






