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A conta é alta para as empresas quando o colaborador não tira férias

Companhias buscam alternativas e gastam recursos para diminuir número de funcionários que não aproveitam os descansos previstos em leis, e que podem gerar até multas

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A conta é alta para as empresas quando o colaborador não tira férias
Imagem: freepik

Geralmente o período de férias serve para as pessoas descansarem, aliviar as tensões do trabalho, além de curtir com familiares e amigos. Mas muitas pessoas não tiram este benefício obrigatório, previsto na CLT, e isso pode causar diversas situações e problemas para as empresas. Desde a ocorrência de casos de esgotamento físico e mental, até autuações e multas com os órgãos governamentais que fiscalizam o cumprimento das leis trabalhistas.

Uma pesquisa coordenada pelo presidente do Conselho Diretor do Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo (IPq - USP), Wagner Gattaz, mostra que 18% dos profissionais brasileiros, 1 a cada 5, sofrem com a síndrome do burnout. Além disso, 43% relataram sintomas depressivos, com 13% tendo sido diagnosticados com a doença; e 24%, queixas relacionadas à ansiedade, embora apenas 5% oficialmente com o diagnóstico para o transtorno.

É consenso que a lei trabalhista ajuda o colaborador a não protelar o período de férias. Mas mesmo assim os departamentos de RH das empresas gastam horas de trabalho e recursos para controlar este benefício e precisam estar sempre atentos. Segundo especialistas em Recursos Humanos, esta situação é comum no mercado, pois muitos colaboradores não gostam de tirar férias, com medo de ficar longe do trabalho. Existem muitos casos de pessoas que usam um expediente chamado de férias de gaveta, quando o colaborador assina os papéis e não tira o período de descanso, o que acaba gerando situações desfavoráveis para ambos os lados.

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Startup criada em 2020, o Férias & Co. oferece às companhias a possibilidade, por meio de uma coparticipação, de pagarem parte da viagem de férias para seus colaboradores. Em seus constantes contatos com empresas de diversos tamanhos e segmentos, o Férias ouviu relatos de gestores de RH que contam com colaboradores que não se programam e não têm nenhum incentivo para tirar seus dias de descanso. Assim, a empresa passou a contatar os gestores e os diretores de startups e grandes empresas para oferecer o benefício. “A aceitação tem sido muito boa e a alta liderança tem ficado surpresa com a forma como podemos ajudá-la a diminuir a incidência de pessoas afastadas por causa da saúde mental”, afirma Bruno Carone,  cofundador do Férias & Co..

Uma das empresas que utiliza os serviços do Férias & Co., a Olist cresceu nos últimos anos, e o gerenciamento de todas as rotinas do RH aumentou exponencialmente. E a administração dos períodos de férias, bem como o convencimento dos colaboradores de que descansar é importante, toma um tempo considerável. Assim, uma das decisões foi passar a oferecer mais benefícios corporativos, especialmente os que ajudam a minimizar estes problemas. “Ao adotarmos o Férias & Co. passamos um recado importante para os colaboradores, de que queremos produtividade no negócio, é claro, mas estamos também preocupados com a sua saúde, e vamos ajudar a pagar sua viagem de férias”, afirma Patrícia Tourinho, CHRO do Olist.

“Nas empresas onde já estamos sempre temos um acompanhamento próximo aos gestores, e o feedback recebido é muito positivo, com boas histórias de pessoas que realizaram viagens e já estão programando outros períodos de férias. Tudo isso reflete na porcentagem de pessoas que aderem ao benefício, que atualmente está em 70%, um recorde para um benefício não obrigatório”, conta Carone. Muitos colaboradores têm percebido que viajar de férias com a família ou amigos, é divertido, mas também muito importante para os meses de trabalho e estudo. “O ano todo fica mais leve e mais produtivo quando a pessoa está com o corpo e a mente descansados”, finaliza.

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