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Apenas 37% dos trabalhadores se sentem seguros em discordar de sua liderança

Pesquisa realizada no Linkedin por Ana Tomazeli, CEO do Instituto de Pesquisa de Estudos do Feminino e das Existências Múltiplas, contou com mais de 200 participantes

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Apenas 37% dos trabalhadores se sentem seguros em discordar de sua liderança
Foto: GCMais

Uma pesquisa realizada em outubro deste ano por Ana Tomazeli, CEO do Instituto de Pesquisa de Estudos do Feminino e das Existências Múltiplas, com mais de 200 participantes, mostra que apenas 37% dos profissionais se sentem totalmente seguros para discordarem da sua liderança no ambiente de trabalho. Já 63% manifestaram alguma ressalva ou receio de se posicionar quando discordam da liderança.

Esses números refletem a insegurança psicológica dos ambientes corporativos, considerando que a segurança psicológica não deveria ser algo negociável. É isso que a psicanalista e CEO do Ipefem defende há anos. “Você se sente confortável no seu trabalho para dividir um diagnóstico de saúde mental que vai impactar sua entrega no curto prazo? Você acha que o seu emprego está garantido, mesmo que você manifeste uma discordância em relação a algumas orientações da empresa? Se você respondeu "não" a uma dessas perguntas, é bem provável que você esteja vivendo em um ambiente profissional de pouca ou nenhuma segurança psicológica” exemplifica Ana Tomazelli.

A pesquisadora Amy C. Edmondson, em seu livro "The Fearless Organization" (Organizações sem medo, em português) define segurança psicológica como "a crença de que o ambiente profissional é seguro para assumir riscos interpessoais". Ou seja, seguro o suficiente para não haver uma demissão, mas, também, para coisas mais simples, como não ouvir uma piada ou um deboche que expõe a sua pergunta ao ridículo, por exemplo.

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Por outro lado, as culturas corporativas incentivam - pelo menos com palavras - que as pessoas questionem, dêem ideias e falem a verdade. Mas, será que a realidade das relações permite isso? Essa é a indagação que a psicanalista faz. “Sentir medo de sofrer represálias, de receber punições, passar por situações vexatórias, humilhantes ou degradantes, tudo isso pode indicar que você esteja experimentando um conjunto de relações vulneráveis no pior sentido da palavra”, detalha.

“Em um país onde os casos de ansiedade e burnout não param de crescer, precisamos de mais espaços para conversar sobre esse assunto. Saber o que acontece hoje no mercado de trabalho (não, não é só com você!) é poderoso. Conhecer os dados, entender as possibilidades, e conseguir agir através da Segurança Psicológica!” finaliza.

Abaixo veja alguns questionamentos para você fazer a si mesmo e entender se o ambiente em que está inserido proporciona segurança psicológica.

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  • Você se sente confortável no seu trabalho para dividir um diagnóstico de saúde mental que vai impactar sua entrega no curto prazo?
  • Você acha que o seu emprego está garantido, mesmo que você manifeste uma discordância em relação a algumas orientações da empresa?
  • Você sente que uma crítica a um trabalho seria bem-vinda?
  • Como você recebe uma crítica?
  • Como são os julgamentos imediatos e compulsórios que as pessoas fazem de você, quando você expõe uma vulnerabilidade?

Caso identifique estar em um ambiente que não seja saudável, procure ajuda profissional. O Ipefem tem grupos de apoio a pessoas que sofrem de burnout, saiba mais em www.ipefem.org.br

 

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Ipefem Fundado em 2019, o Instituto de Pesquisa de Estudos do Feminino e das Existências Múltiplas - Ipefem atua em três pilares, que podem acontecer coordenadamente ou individualmente: pesquisa, educação e terapia. Em Pesquisas, considera-se todas as modalidades técnicas de pesquisa que considerem recortes por gênero, orientação sexual e saúde mental. Em Educação, o instituto tem a Comunidade Ipê, uma plataforma de educação à distância, baseada em Lifelong Learning, dedicada a aulas expositivas e micro conteúdos de impacto. Em Terapia, o instituto já atendeu milhares de pessoas, oferecendo apoio terapêutico individual ou em grupo, podendo ser atendimentos gratuitos ou com valores simbólicos acessíveis. Saiba mais: https://ipefem.org.br/

Ana Tomazelli, psicanalista e idealizadora do IPEFEM (Instituto de Pesquisa de Estudos do Feminino e das Existências Múltiplas). A profissional conta com 20 anos de experiência no mercado de Recursos Humanos e Gestão de Pessoas, com passagem pelas empresas KPMG, Dasa, UnitedHealth Group, Solera Holdings, entre outras. Pós-graduada em Gestão de Pessoas pela FGV, Administração e Gestão de Empresas pelo IBMEC, Psicanálise e Saúde Mental (IBCP).

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