PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Apenas 6% das gerações Z e millenials querem liderar, e isso não significa falta de ambição

Levantamento indica que jovens profissionais seguem buscando crescimento, mas priorizam equilíbrio, propósito e segurança financeira na carreira

Compartilhe
Apenas 6% das gerações Z e millenials querem liderar, e isso não significa falta de ambição
Foto: GCMais

lcançar uma posição de liderança como principal objetivo de carreira.

O dado chama atenção, mas o próprio levantamento traz indicadores que explicam esse comportamento para além de uma aparente falta de ambição profissional. em 2025, quando a pesquisa foi realizada, 48% da geração Z e 46% dos millennials disseram não se sentir financeiramente seguros. Em 2024, os índices eram de 30% e 32%, respectivamente, indicando uma piora expressiva em apenas um ano. Ao mesmo tempo, 89% da geração Z e 92% dos millennials afirmam considerar propósito importante para satisfação e bem-estar no trabalho.

A partir da pesquisa, Paulo Saliby, sócio e fundador da SG Comp Partners, fez uma análise sobre como esse movimento global se aplica ao contexto brasileiro, marcado por custo de vida elevado, dificuldade de formação de patrimônio e maior percepção de instabilidade econômica. “Não se trata de falta de ambição, mas de uma visão mais seletiva sobre esforço, recompensa e qualidade de vida. Essas gerações querem crescer, mas não necessariamente dentro de modelos tradicionais, rígidos e pouco flexíveis”, afirma.

PUBLICIDADE

Na avaliação do executivo, o cenário tende a pressionar empresas a revisarem modelos de carreira, remuneração e reconhecimento. “As empresas precisarão estruturar modelos capazes de acomodar perfis diferentes: profissionais que desejam acelerar a carreira, assumir mais responsabilidade e capturar ganhos maiores, e outros que valorizam mais equilíbrio, previsibilidade e estabilidade”, diz.

Para Paulo, esse movimento também deve ampliar a importância de políticas de remuneração variável, incentivos de longo prazo e modelos de carreira mais transparentes. Ele também aponta uma conexão importante com o avanço da inteligência artificial no ambiente corporativo. Segundo a Deloitte, 74% da geração Z e dos millennials já utilizam IA no trabalho diário.

“Essas gerações terão cada vez mais acesso a informações sobre carreira, salários, benefícios e práticas de mercado. Isso tende a aumentar o nível de questionamento sobre critérios de promoção, remuneração e desenvolvimento. Não basta ter boas políticas; será cada vez mais importante comunicar bem essas políticas e mostrar coerência entre discurso e prática”, afirma.

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE


Mais lidas da coluna
Vulcabras abre mais de 500 vagas de emprego no Ceará
Márcia Catunda
Vulcabras abre mais de 500 vagas de emprego no Ceará
23 de abr. de 2026 - 14:52
IEL Ceará realiza processo seletivo para estágio no TCE-CE com vagas em diversas áreas
Márcia Catunda
IEL Ceará realiza processo seletivo para estágio no TCE-CE com vagas em diversas áreas
20 de abr. de 2026 - 22:21
SEST SENAT promove a Feira Emprega Transporte no RioMar Kennedy com oportunidades para quem está à busca de trabalho
Márcia Catunda
SEST SENAT promove a Feira Emprega Transporte no RioMar Kennedy com oportunidades para quem está à busca de trabalho
30 de jul. de 2026 - 12:26
Sine Fortaleza reúne 2,4 mil vagas e amplia seleções na semana que antecede o Dia do Trabalhador
Márcia Catunda
Sine Fortaleza reúne 2,4 mil vagas e amplia seleções na semana que antecede o Dia do Trabalhador
27 de abr. de 2026 - 06:44
Demissões em massa, IA e o novo jogo do mercado de trabalho: o que o caso Oracle revela
Márcia Catunda
Demissões em massa, IA e o novo jogo do mercado de trabalho: o que o caso Oracle revela
21 de abr. de 2026 - 07:49