Muito se fala hoje em dia em salário emocional. Alguns enaltecem e outros criticam dizendo que o que importa para um profissional é dinheiro no bolso. De fato, ter uma base sólida de remuneração e benefícios é fundamental, no entanto, nada adianta se o clima organizacional for ruim ou se a cultura da empresa ferir meus valores e princípios. Não adianta ganhar bem e não se sentir feliz. Quando este é o sentimento, a motivação vai diminuindo, o bem-estar deixa de existir e a produtividade entra em queda livre.
As empresas do segmento de tecnologia cada vez mais se reinventam com o objetivo de fortalecer sua marca empregadora. Isso porque, dada escassez de profissionais qualificados na área, dentre outros fatores, o turnover de profissionais de tecnologia chega a 13%, um dos mais altos de mercado, segundo pesquisas. Esse movimento tem sido cada vez mais intenso para manter a atratividade da marca e para a fidelização de seus colaboradores, além de facilitar a atração de novos potenciais de mercado. Mas o que exatamente compõe a estratégia da marca empregadora de uma companhia?
O principal pilar está na própria jornada do colaborador, ela precisa ser uma experiência única e marcante, que gere a chamada proposta de valor. Entender quem é seu público e saber seus gostos e necessidades é essencial para uma boa experiência. Isso se desdobra em ações que incluem diversos temas, como: bem-estar financeiro e emocional, qualidade de vida, carreira, diversidade, contribuição social, dentre outros. Em bem-estar financeiro, por exemplo, contar com uma solução interna para endividamento é importante, afinal no Brasil segundo um estudo do “The Employer's Guide to Financial Wellbeing”, de 2019, colaboradores que estão em situação de endividamento ou preocupados com sua condição financeira são 15% menos produtivos.
No Brasil, o percentual de endividamento está em 77,7%, segundo dados do G1 publicados em maio desse ano. Logo, não ter um olhar cuidadoso para o tema não é um caminho estratégico para as organizações. Nesse cenário, além de uma solução interna para o endividamento, os incentivos de curto e longo prazo, além de estimular a meritocracia nas empresas, também apoiam o bem-estar financeiro de seus colaboradores. Nos incentivos de curto prazo, podemos citar remuneração variável, como: PLR e programas/campanhas que fornecem incentivos financeiros aos seus colaboradores. Os benefícios flexíveis também contam muito na composição da renda, uma vez que a gestão dos valores passa a estar no controle do próprio colaborador, a depender da sua própria necessidade. Não por acaso, nesse ano de 2022, superamos a nós mesmos e ficamos acima da média de mercado no critério de “Reconhecimento e Recompensa”.
Contudo, além das ações de bem-estar financeiro, é importante manter a atenção ao aspecto emocional, isso porque os casos de burnout e outros transtornos após a pandemia aumentaram de forma significativa no Brasil. Nesse contexto, é fundamental o olhar humanizado para as pessoas com uma boa estratégia de relacionamento e acolhimento interno nas organizações. Aqui, por exemplo, o olhar humanizado tem sido destaque em nossas pesquisas internas e externas também.
Sem dúvidas, convergir os temas de bem-estar financeiro e emocional, tem sido uma importante estratégia para potencializar cada vez mais os nossos Accesslovers e, consequentemente, a prosperidade do negócio. Dentre as ações de bem-estar emocional que fazemos aqui, podemos citar: Programa Foco, Força e Fé que prevê acolhimento e escuta ativa aos colaboradores; agendas para campanhas como Janeiro Branco, Outubro Rosa, Novembro Azul; Nosso quintal, ponto de descanso e entretenimento para os Accesslovers; agendas de diversidade, muito bem conduzidas pela torre de Diversidade & Responsabilidade Social; Acompanhamento de carreira através de um sistema integrado que detalha a jornada do nosso colaborador aqui dentro, além de gerar nossas avaliações de desempenho/acompanhamento de performance; People Analytics que orienta a nossa liderança para a tomada de decisão baseada sempre em dados e estimula o acompanhamento continuo do colaborador. Além das constantes pesquisas de e-NPS que funcionam como termômetro para medirmos a satisfação dos nossos times. Nós nos orgulhamos em ter uma empresa preocupada com seus times e que os reconhece financeira e afetivamente, como um ser integrado. Não à toa conquistamos o selo GPTW (de Melhores Empresas para Trabalhar) e a certificação de Clima Organizacional da FIA.
E conquistas como essas se tornam possíveis porque investimos em ações que colocam o colaborador no centro, ou seja, atuamos diretamente no que faz bem às pessoas. Temos ações que promovem incentivos emocionais e motivacionais e isso aumenta o senso de pertencimento e, consequentemente, o comprometimento.
Por Carolina Lima, Remuneração e People Analytcs na Accesstage






