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Como elevar a participação feminina no mercado de trabalho?

As mulheres representam menos de 40% da força de trabalho global, segundo dados da Bain Company. Diante desta redução da participação feminina, Ricardo Haag, sócio da Wide, compartilha no artigo abaixo ações importantes a serem aplicadas nas empresas que podem reverter este cenário.

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Como elevar a participação feminina no mercado de trabalho?
Ricardo Haag é sócio da Wide, consultoria boutique de recrutamento e seleção. Imagem: divulgação

Por Ricardo Haag

Seria uma utopia pensarmos em um mercado de trabalho verdadeiramente igualitário entre homens e mulheres? Não há como negar as grandes conquistas que as profissionais estão atingindo em segmentos variados, elevando sua representatividade e mostrando sua competência e talento para desempenhar suas funções. Mas, ainda assim estamos presenciando uma redução da contratação feminina em diversas áreas, em um cenário preocupante que precisa ser combatido imediatamente, por meio de ações que conscientizem esta importância e garantam, cada vez mais, a maior participação feminina nas empresas de todos os portes e segmentos.

Existem muitos fatores históricos e culturais que, tristemente, impactam a presença destas profissionais nas organizações. Há algumas décadas, como exemplo, era impensável cogitar uma mulher trabalhando em qualquer empresa, uma vez que seus papéis eram predominantemente associados aos serviços de casa e no cuidado com os filhos.

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Conforme os papéis da sociedade foram se redesenhando e ganhando maior consciência, essa se tornou uma realidade completamente ultrapassada, tendo até mesmo impulsionado o surgimento de diversos movimentos a favor deste empoderamento e a luta para retirada desse pré-conceito relacionado ao papel feminino no mercado.

Hoje, há um maior reconhecimento evidente da importância em garantir essa igualdade – mas, o fim completo desta diferença pode ainda estar um pouco distante. Em um estudo divulgado pela consultoria Bain Company, as mulheres ainda representam menos de 40% da força de trabalho global, cuja quantidade está diminuindo em países de crescimento mais rápido e de baixa renda. Em cargos de liderança, essa porcentagem é ainda mais preocupante, onde para cada 100 homens promovidos de uma vaga mais júnior a de gerente, apenas 87 mulheres conseguem o mesmo feito, de acordo com o relatório Women in the Workplace 2022, feito pela McKinsey & Company.

Em momentos de crise como o que vivenciamos com a pandemia, essa pode se tornar uma luta ainda maior. Segundo um estudo publicado no Catalyst, as profissionais possuem 24% mais chances de serem demitidas do que os homens durante esses períodos, justificadas pelos empregadores em um pensamento antiquado sobre a responsabilidade feminina de cuidarem de seus filhos. Reverter esse estigma pode parecer complexo e desanimador – mas, é preciso reforçar a importantes iniciativas já tomadas com este objetivo e utilizá-las como incentivo para trazer, cada vez mais, as mulheres para o mercado em cargos que não se limitem aos mais inferiores.

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Dependendo da região do país, podemos notar uma agenda mais positiva referente a esse tema, assim como um avanço maior em determinadas áreas de atuação. Enquanto em segmentos como os de recursos humanos, comercial e direito, a inserção feminina se mostra maior, outros mais técnicos como engenharia ou construção civil, muito ainda precisa ser adaptado nesta inserção. Diante desta discrepância, um primeiro passo importante de ser tomado nesta direção é, justamente, mobilizar o protagonismo feminino por meio do reforço deste movimento – em conjunto, principalmente, com diversas medidas internas que auxiliem este recrutamento.

Quanto mais políticas de inclusão foram criadas e colocadas em prática, maior será a atração e retenção destes talentos. Afinal, na mesma pesquisa realizada pela Bain Company, menos de 30% das mulheres e dos homens se sentem totalmente incluídos nas empresas – insatisfação que impacta diretamente no crescimento de demissões.

Em vista do grave cenário econômico enfrentando nos últimos anos, um programa de apoio ao retorno destas profissionais é completamente bem-vindo nesta causa. Além de auxiliar nesta inclusão feminina, certamente trará uma imagem positiva para a marca no mercado – elevando seu potencial de atração perante excelentes talentos e contribuindo para mitigarmos esse desequilíbrio entre homens e mulheres nas empresas.

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Ricardo Haag é sócio da Wide, consultoria boutique de recrutamento e seleção.

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