PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Custo da má escolha: as empresas sabem selecionar líderes?

Custo da má gestão e da perda de produtividade de funcionários não engajados ou ativamente desengajados é de US$ 8,8 trilhões, aponta Gallup

Compartilhe
Custo da má escolha: as empresas sabem selecionar líderes?
Imagem: freepik

Em um mundo corporativo cada vez mais dinâmico e competitivo, a escolha de lideranças eficazes é um fator crucial para o sucesso organizacional. No entanto, um número crescente de estudos e relatórios indica que muitas empresas ainda enfrentam desafios significativos ao selecionar seus líderes.

 

Segundo um estudo da Career Partners International, 60% dos executivos falharam nos primeiros dois anos por não se alinharem à cultura da empresa ou por não desenvolverem relações e parcerias essenciais. Essa falha pode ser atribuída a diversos fatores, incluindo a falta de preparo, a escolha baseada em critérios inadequados e a ausência de apoio durante a transição para a nova posição.

 

Além disso, um relatório da Gallup aponta que o custo da má gestão e da perda de produtividade de funcionários não engajados ou ativamente desengajados é de US$ 8,8 trilhões, ou 9% do PIB global. Esses números sublinham a importância de um processo rigoroso e criterioso na seleção de líderes.

PUBLICIDADE

 

PUBLICIDADE

“Infelizmente, é comum encontrar empresas que cometem o erro de promover indivíduos baseados principalmente em seu desempenho técnico ou por terem um bom relacionamento, sem considerar habilidades de liderança. Essa prática não só compromete a eficácia da equipe, mas também pode ter um impacto negativo na saúde mental dos colaboradores,” destaca Renato Herrmann, especialista em Desenvolvimento de Lideranças e Saúde Mental no trabalho. “Lideranças mal preparadas muitas vezes geram ambientes de trabalho estressantes e desmotivadores, exacerbando problemas de saúde mental.”

 

 Critérios de seleção: o que realmente importa?

PUBLICIDADE

 

Algumas instituições ainda cometem o erro de elevar de cargos colaboradores com base em seu desenvolvimento técnico, sem considerar habilidades de gestão e liderança.  Contudo, a McKinsey & Company destaca que os líderes mais eficazes são aqueles que demonstram fortes habilidades interpessoais, capacidade de inspirar e motivar equipes, e uma visão estratégica clara.

PUBLICIDADE

 

PUBLICIDADE

Em contrapartida, a tendência de escolher gestores baseados em senioridade ou histórico de resultados individuais pode ser prejudicial. De acordo com Renato, um processo de escolha bem-sucedido deve mapear a existência de habilidades de liderança de pessoas nas pessoas que ainda não são líderes.

 

“Escolher e selecionar líderes considerando apenas o desempenho técnico é uma receita para problemas. As habilidades interpessoais e a capacidade de liderar e inspirar são fundamentais. Sem essas qualidades, a liderança pode se tornar autoritária,  desmotivadora ou micro gerenciadora, impactando negativamente o clima organizacional” afirma o especialista.

 

A importância do desenvolvimento contínuo

PUBLICIDADE

 

Mesmo após a promoção, o desenvolvimento contínuo de habilidades de liderança é crucial. A Deloitte Insights aponta que empresas que investem em programas de desenvolvimento de liderança têm 2 a 3 vezes mais chances de superar seus concorrentes em termos de desempenho financeiro. Isso reflete a necessidade de um compromisso constante com o crescimento e aperfeiçoamento dos líderes na organização.

 

O papel da diversidade e inclusão 

 

A diversidade na liderança também é um fator determinante para o sucesso organizacional. Dados do Peterson Institute for International Economics indicam que empresas com pelo menos 30% de mulheres em posições de liderança têm 15% mais probabilidade de alcançar uma lucratividade acima da média.

PUBLICIDADE

 

O estudo Diversity Matters Even More 2023 revela que  empresas diversas em termos de gênero mostraram uma melhora financeira de 25%. Quando a diversidade é reconhecida em todos os pilares, como pautas raciais, LGBTQIAP+ e de pessoas com deficiências, este número sobe para 36%!

 

Para Herrmann, a inclusão de diferentes perspectivas e experiências enriquece a tomada de decisões e promove uma cultura de inovação. “Portanto, é essencial que as empresas priorizem a diversidade em seus processos de identificação de lideranças”, afirma.

 

Embora a escolha de líderes eficazes permaneça um desafio significativo para muitas empresas, as melhores práticas e os dados disponíveis fornecem um guia valioso para melhorar esse processo. “Ao adotar critérios baseados em habilidades de liderança, investir em desenvolvimento contínuo e promover a diversidade, as organizações podem não apenas evitar os custos de más escolhas, mas também posicionar-se para um crescimento sustentável e um desempenho superior”, conclui Renato.

PUBLICIDADE

 

A reflexão sobre a eficácia dos processos de escolha de lideranças é o passo mais crucial para qualquer organização que deseja prosperar em um ambiente corporativo em constante evolução.

Mais lidas da coluna
Vulcabras abre mais de 500 vagas de emprego no Ceará
Márcia Catunda
Vulcabras abre mais de 500 vagas de emprego no Ceará
23 de abr. de 2026 - 14:52
IEL Ceará realiza processo seletivo para estágio no TCE-CE com vagas em diversas áreas
Márcia Catunda
IEL Ceará realiza processo seletivo para estágio no TCE-CE com vagas em diversas áreas
20 de abr. de 2026 - 22:21
SEST SENAT promove a Feira Emprega Transporte no RioMar Kennedy com oportunidades para quem está à busca de trabalho
Márcia Catunda
SEST SENAT promove a Feira Emprega Transporte no RioMar Kennedy com oportunidades para quem está à busca de trabalho
30 de jul. de 2026 - 12:26
Sine Fortaleza reúne 2,4 mil vagas e amplia seleções na semana que antecede o Dia do Trabalhador
Márcia Catunda
Sine Fortaleza reúne 2,4 mil vagas e amplia seleções na semana que antecede o Dia do Trabalhador
27 de abr. de 2026 - 06:44
Demissões em massa, IA e o novo jogo do mercado de trabalho: o que o caso Oracle revela
Márcia Catunda
Demissões em massa, IA e o novo jogo do mercado de trabalho: o que o caso Oracle revela
21 de abr. de 2026 - 07:49