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ESG e governança: empresas brasileiras precisam alinhar práticas para reduzir riscos e competir no mercado global

Falta de práticas consistentes pode gerar litígios, perdas financeiras e danos reputacionais; especialistas apontam caminhos para o alinhamento

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ESG e governança: empresas brasileiras precisam alinhar práticas para reduzir riscos e competir no mercado global
Foto: GCMais

Falta de práticas consistentes pode gerar litígios, perdas financeiras e danos reputacionais; especialistas apontam caminhos para o alinhamento

À medida que investidores, clientes e órgãos reguladores elevam as exigências de responsabilidade socioambiental e transparência, empresas brasileiras enfrentam crescente pressão para incorporar práticas de ESG (Ambiental, Social e Governança). A adoção superficial pode expor organizações a riscos jurídicos e financeiros, enquanto a implementação robusta abre portas para novos mercados e investimentos.

De acordo com o “Panorama ESG Brasil”, estudo conduzido pela Amcham e Humanidas com mais de 500 empresas, 61% das companhias enxergam o ESG como ferramenta para reforçar reputação, mas apenas 40% o associam à redução de riscos. Para especialistas, essa percepção limitada pode custar caro.

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As consequências jurídicas para empresas que não se adaptam vão de ações civis por danos ambientais e trabalhistas, multas e sanções regulatórias, até o bloqueio de produtos em mercados internacionais. A ausência de mecanismos de governança também amplia a vulnerabilidade a fraudes, corrupção e desvio de conduta.

Além disso, práticas de greenwashing, quando empresas divulgam iniciativas sustentáveis sem comprovação real, podem gerar processos por publicidade enganosa e comprometer a confiança de consumidores e investidores.

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Para reduzir riscos,é recomendando a adoção de frameworks globais de reporte, como GRI e IFRS S1/S2, a criação de comitês internos de auditoria e compliance, e a integração de ESG ao mapa de riscos corporativo.

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“Empresas que tratam ESG como mera vitrine correm o risco de comprometer sua credibilidade e enfrentar sanções severas, não só no plano regulatório, mas também diante de investidores que hoje exigem prova concreta de governança e responsabilidade socioambiental”, afirma Helena Carvalho, advogada, sócia da Carvalho Advocacia e integrante da Comissão de Empreendedorismo e ESG da OAB-CE.

Segundo o mais recente estudo da KPMG sobre governança corporativa, 91% das companhias abertas no Brasil já possuem política formal de gerenciamento de riscos e 88% contam com comitê de auditoria, sinais de amadurecimento, mas que ainda precisam ser acompanhados de metas ESG claras e verificáveis.

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Com um ambiente regulatório cada vez mais rigoroso e mercados internacionais exigindo due diligence socioambiental, ESG e governança corporativa deixaram de ser opcionais. Para empresas brasileiras, representam hoje um requisito de competitividade, reputação e sobrevivência.

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