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Confira 4 práticas para tornar o ambiente de trabalho mais inclusivo à profissional gestante

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Confira 4 práticas para tornar o ambiente de trabalho mais inclusivo à profissional gestante
Foto: GCMais

As chances de uma profissional passar por gestação no trabalho são muito grandes, afinal trata-se de um fato natural da vida. Dados divulgados na Harvard Business Review, estimam que 85% das mulheres devem passar por, pelo menos, uma gestão no trabalho. Contudo, as empresas ainda estão aprendendo a lidar com a situação. É o que mostra a pesquisa “Maternidade e Mercado de Trabalho”, realizada pelo portal de vagas de emprego Vagas.com. De acordo com o levantamento realizado, em 2019, com 837 usuárias do site, 52% das profissionais afirmaram ter passado por alguma situação constrangedora na empresa quando relataram que estavam grávidam ou ao saírem de licença-maternidade. Comentários desagradáveis, apontados por 23,7% das entrevistadas, e falta de empatia, indicado por 16,9% das profissionais, estão entre as situações desagradáveis mais corriqueiras.

A consultora organizacional, coach executiva e fundadora da Marcon Leadership Consulting, Caroline Marcon, explica que a falta de preparo das organizações para apoiar as gestantes no trabalho causa impactos negativos na saúde emocional e física da profissional gestante e do bebê, mas também no clima de trabalho, ao criar constrangimentos desnecessários e, consequentemente, na performance de toda a equipe. “Vamos abraçar este momento tão importante de forma mais natural e saudável possível”, afirma. Abaixo, Caroline indica 4 práticas que o líder/gestor pode exercer a fim de criar um ambiente mais empático, inclusivo e produtivo:

1 - Manter o diálogo aberto com as gestantes - De acordo com a coach executiva, é fundamental que gestores conversem com suas funcionárias a respeito de que tipo de apoio elas precisam durante a gravidez. “Mesmo demonstrando boa intenção, o líder nunca devem assumir que as profissionais gestantes querem carga de trabalho reduzida ou projetos menos desafiadores, por exemplo. Em muitas situações, este não é o caso”, afirma. Isto porque muitas funcionárias querem continuar se sentindo úteis, além disso, uma carga horário diminuída pode ser sinônimo de estresse financeiro.

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2 - Normalizar um modelo de trabalho flexível - Durante a gestação as mulheres precisam ir regularmente a consultas médicas, por exemplo. Nesse sentido necessitam de horários mais flexíveis para cumprir suas responsabilidades profissionais e não profissionais, de maneira a reduzir o estresse emocional e melhorar a produtividade no trabalho.  Conforme Caroline, os líderes podem auxiliar suas funcionárias ao oferecerem a opção de elas exercerem trabalho remoto e por vezes assíncrono. “As gestantes querem manter a performance no trabalho, mas precisam de algumas adaptações”, diz.

3 - Facilitar a conexão com os colegas – Segundo a consultora organizacional, sentir-se apoiada por colegas de trabalho e gestores durante a gravidez gera impactos benéficos à saúde emocional da profissional gestante, como a redução no estresse pré-natal e a diminuição da chance de depressão pós-parto, além de melhorar a recuperação física da mulher. Dessa forma, o líder deve, sempre que possível, facilitar as interações da profissional com colegas de trabalho antes e depois do parto. Estabelecer intervalos para café, criar um grupo de apoio ou procurar manter alguma forma de conexão das profissionais com os colegas, mesmo após o afastamento delas, podem ser medidas importantes.

4 - Preparar a transição para licença-maternidade em conjunto com a equipe

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Nesse cenário, Caroline sugere que o gestor peça uma proposta sobre os projetos. Como será  a divisão das atividades /clientes - avaliando quem da equipe poderá cuidar de cada um deles e quem irá comunicar aos clientes e à equipe sobre as mudanças e por quanto tempo. “Caso haja uma pessoa temporária no período da licença, o ideal é que a gestante possa selecionar a pessoa que vai substituí-la. Tudo isso faz com que ela se sinta envolvida e deixa claro que é um período temporário”, explica Caroline.

De acordo com a consultora organizacional e coach executiva, tais medidas fazem com que a profissional se sinta incluída e estimula o compromisso e a colaboração de todos, contribuindo para o bom clima de trabalho.

 

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