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Mitos e verdades para quem busca emprego em outros países

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Mitos e verdades para quem busca emprego em outros países
Foto: GCMais

Por Thomas Jay Buscar recolocação em um país estrangeiro é um dos maiores desafios da vida pessoal e profissional. Muito embora esta opção venha crescendo por aqui – em 2020, o número de brasileiros vivendo no exterior era de 4,2 milhões, aumento de 36% em uma década, segundo o Itamaraty – a decisão ainda é cercada por mitos, verdades e meias-verdades. Este artigo se destina a esclarecer alguns deles: Preciso dominar o idioma estrangeiro EM TERMOS Se você está em busca de um trabalho menos qualificado e com baixa remuneração, como na construção civil, limpeza doméstica, balconista e garçom, por exemplo, o conhecimento intermediário do idioma estrangeiro é suficiente. Agora, se você deseja se aperfeiçoar na carreira, aumentar seus rendimentos e se tornar um profissional diferenciado, o domínio do idioma é fundamental. Sem ele, você sequer tem condições de enfrentar a entrevista de emprego numa empresa conceituada; tanto é que algumas delas, quando procuram profissionais no Brasil por intermédio de agências de recrutamento, impõem a prova de proficiência como uma das exigências. Vale lembrar que sempre é possível buscar recolocação em países que falam o mesmo idioma natal, como Portugal, no caso dos brasileiros. Dá para conseguir um emprego sem visto de trabalho MITO Novamente, a questão da qualificação do trabalho que você procura se impõe. É possível que uma vaga de emprego informal – portanto, sem benefícios ou qualquer tipo de proteção – aceite ou até prefira um imigrante ilegal para fugir das próprias obrigações trabalhistas. Deixando de lado estes casos, qualquer empresa que vá de fato contribuir para sua carreira exige que você esteja legalmente no país. O visto de entrada e a autorização para trabalhar representam uma segurança para o próprio empregador, mas principalmente para você, que terá as coberturas legais e a liberdade de ir e vir para realizar seu trabalho. Preciso validar o diploma para trabalhar no exterior EM TERMOS A revalidação do diploma de graduação depende muito do país e da profissão do candidato. Na Europa, profissionais de áreas como administração, comunicação e educação podem requerer apenas a equivalência do diploma, pois, via de regra, são atividades regulamentadas e com qualificações semelhantes. Já para profissionais da saúde, advogados e pilotos, para citar alguns exemplos, há exigência de revalidação e registro no órgão ou sindicato representativos. No caso do Mercosul, um acordo assinado no início de 2021 faz com que o diploma concedido pelos países-membros (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai) e associados (Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Guiana, Peru e Suriname) tenha validade em todo o bloco. Experiência internacional aumenta minha chance de conseguir emprego  VERDADE Os recrutadores veem com bons olhos o currículo de candidatos que tenham trabalhado fora do país. Entre os muitos diferenciais levados em conta estão o aperfeiçoamento técnico dentro da profissão, o domínio de uma língua estrangeira, a capacidade de trabalhar com pessoas diferentes e de tomar decisões sob pressão, entre outras habilidades técnicas e comportamentais. Além da preferência pela vaga, essas habilidades podem ajudam quando surgir a oportunidade de promoção. Vou ganhar mais trabalhando fora do país VERDADE Dólar, euro e libras são moedas mais fortes que o real brasileiro na base de 5 para 1. Só por essa comparação, é possível estimar a vantagem. Além disso, economias mais desenvolvidas tendem a remunerar melhor a força de trabalho. Segundo levantamento da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o salário mínimo de países como Austrália, Luxemburgo, França e Alemanha são cerca de seis vezes mais altos que o do Brasil. Porém, é importante atentar para alguns fatores. Em primeiro lugar, dificilmente você vai ingressar no topo da carreira na empresa estrangeira. Em segundo, você pode ganhar em dólar ou euro, mas também terá que pagar suas despesas do dia-a-dia, como aluguel, alimentação e transporte, nessas moedas. Por último, procure saber com antecedência o salário oferecido pela empresa quando concorrer a uma vaga. Em 2020, a um relatório divulgado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) mostrou que os imigrantes recebem em média 12,6% a menos que um trabalhador local. Em países como Portugal e Espanha, a diferença pode chegar a 30%. Agências de recrutamento internacional são caras MITO Dependendo do modelo de negócio e de suas parcerias com os empregadores no exterior, o custo para o candidato pode sair de graça.  Na Health Recruitment UK, por exemplo, que, recruta médicos, enfermeiros e cuidadores para o Reino Unido, é o sistema público e privado de saúde - e não o candidato - quem paga pela prestação de serviço e cobre as taxas e custos com passagens, visto e os primeiros 3 meses de aluguel. Despesas com a prova obrigatória de inglês e registro no órgão profissional também são pagas pelo NHS. Tendo em vista a gama de desafios, buscar os serviços de uma agência internacional de recrutamento é o caminho mais curto para colocar em prática o sonho de trabalhar no exterior. Thomas Jay - CEO da Health Recruitment UK, agência de recrutamento especializada na busca de talentos

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