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Mulheres representam apenas 18% dos profissionais da engenharia no Ceará; programa busca equilibrar participação

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Mulheres representam apenas 18% dos profissionais da engenharia no Ceará; programa busca equilibrar participação
Foto: GCMais

A presença de mais engenheiras no mercado de trabalho tem ocorrido em diversas áreas, mas elas ainda são minoria. Para reforçar a presença das mulheres nesse setor, o Women's Engineering Society, do Reino Unido, criou o Dia Internacional das Mulheres na Engenharia. A data, celebrada no dia 23 de junho, ressalta a importância da participação da mulher em uma área ainda majoritariamente ocupada por profissionais do sexo masculino.

No Ceará, por exemplo, as engenheiras representam menos de um quarto dos trabalhadores registrados, segundo dados do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea-CE). Mas há esforços para equilibrar essa participação. Como uma profissão importante para a indústria, a Votorantim Cimentos está investindo em programas específicos para aumentar a participação feminina nas diversas áreas da empresa em que essas profissionais são requisitadas.

 

No Estado, a empresa realiza o Programa Engenheiras de Confiabilidade com objetivo de formar mulheres engenheiras para atuar na manutenção de fábricas e garantir o funcionamento dos equipamentos da operação sem falhas. Este investimento em capacitação, no Brasil, é uma das ações da empresa para alcançar sua meta dentro dos Compromissos de Sustentabilidade de atingir 30% de mulheres em posições de liderança até 2030.

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O programa possui duração de 18 meses e as profissionais podem ter a oportunidade de atuar como engenheiras de confiabilidade em unidades da Votorantim Cimentos, como em Sobral (CE). As participantes passam por etapas como formação técnica, desenvolvimento de competências comportamentais e também participam de grupos de conversas sobre temas relacionados aos desafios de mulheres atuando em uma área historicamente de predominância masculina.

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“Com o programa para formação de engenheiras de confiabilidade pretendemos fortalecer o pilar de gênero em nossas operações por meio de ações que gerem a presença, a participação e o desenvolvimento de mulheres. Essa é uma forma de criarmos oportunidades específicas para desenvolvermos futuras líderes do sexo feminino em nossas fábricas”, afirma a gerente geral de Desenvolvimento Organizacional Global da Votorantim Cimentos, Thatiana Soto Riva.

Diálogo para crescimento de todos – A curiosidade sobre como funcionam os dispositivos eletrônicos chama a atenção de Ana Carla Sousa, de 22 anos, desde a infância. No ensino médio, ao aprofundar os conhecimentos na disciplina de física elétrica, teve a certeza de optar pela engenharia elétrica como sua formação acadêmica. Com disposição contínua para aprender, Ana Carla acredita que uma das melhores formas de adquirir conhecimentos e solucionar desafios é por meio da troca de ideias.

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Recém-formada, Ana Carla se inscreveu, em 2021, no Programa Engenheiras de Confiabilidade da Votorantim Cimentos. A engenheira se surpreendeu com o cuidado da empresa em proporcionar um bom clima organizacional. “Já havia trabalhado na indústria, mas logo na etapa de entrevistas perguntaram como lido com pessoas no ambiente de trabalho. A partir daí, eu me senti muito acolhida porque a empresa mostrou-se preocupada em saber o que vivi e como poderei me inserir em um novo ambiente. Tenho muito orgulho de ter ingressado no programa e o que já aprendi tenho certeza de que levarei para a vida”, disse.

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No Brasil, o Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Sistema Confea/Crea) possui atualmente 200 mil mulheres cadastradas como engenheiras. Segundo o órgão, elas representam 20% do total de profissionais cadastrados, que totalizam 1 milhão de engenheiros (as). Já no Ceará, elas representam apenas 18,27% dos profissionais da área Segundo dados do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea-CE).

Para Ana Carla, que está entre as profissionais que conquistam espaço no mercado de trabalho, iniciativas como o Programa Engenheiras de Confiabilidade ajudam a inspirar as futuras profissionais e a promover mudanças para aumentar a presença feminina na engenharia; um crescimento almejado com respeito e bom relacionamento. “A mulher pode ser o que ela quiser, mas isso deve ser mostrado com jogo de cintura e diálogo. Acredito que é assim que conseguimos a confiança das pessoas para trabalhar em equipe. E isso vale não só para as mulheres, mas para todos”, acrescenta Ana Carla.

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