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Pesquisa aponta que quatro em cada 10 profissionais planejam deixar o emprego

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Pesquisa aponta que quatro em cada 10 profissionais planejam deixar o emprego
Foto: GCMais

A tendência do big quit, também conhecida como a grande desistência tem se tornado cada dia mais evidente nas empresas de todo o mundo. De acordo com uma pesquisa global feita pela Korn Ferry com 728 profissionais, em janeiro deste ano, 38% apontam que recentemente já deixaram ou planejam deixar o emprego sem ter outro em vista.

O principal motivo da desistência para 32% dos profissionais está relacionado a cultura da empresa, em seguida é possível notar o chefe ruim, apontado por 28% dos participantes da pesquisa. No cenário nacional a tendência também tem sido percebida, como destaca o líder da área de Recrutamento Profissional da Korn Ferry, Marcio Gropillo.

“O big quit tem acontecido muito no Brasil e um dos motivos disso está ligado ao fato de que as pessoas não se identificarem mais com o propósito, com a razão de ser daquela empresa por algum motivo, pois as companhias sofreram transformações muito grandes durante a pandemia. Os impactos foram em todos os lugares e em todas as dimensões possíveis. Então, muitas pessoas que estavam naquele ambiente e se conectavam entre si, pensando no time e na coletividade, impulsionando os resultados do negócio com base no que a equipe tinha de anseio e o chefe conseguia passar isso como uma liderança que era capaz de se impor de forma inspiradora, com o distanciamento social não temos mais. Com isso, muitos profissionais foram impactados e sentiram que essa realidade não é o que anseiam. Este é um aspecto que acabou dando uma motivação para que as pessoas busquem outros caminhos e novos propósitos, seja empreendendo ou mudando o ramo de atividade profissional”, destacou.

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Os dados da Korn Ferry apontam ainda que dentre os motivos para que os profissionais permaneçam no emprego estão o trabalho desafiador e gratificante para 28%, em segundo lugar, com 26%, está o fato de ter ótimos colegas de trabalho e gestão, em seguida, com 16%, está o aumento de salário/benefícios. Os dados mostram ainda que dos profissionais que afirmaram ter pedido demissão, 47% disseram ter recebido contrapropostas quando anunciaram o desligamento. Porém, 70% declararam que a contraproposta não os incentivou a ficar.

Para Gropillo, é preciso analisar também o quanto a pandemia impactou na retenção de talentos. “É importante considerar também o fator pandemia, pois as pessoas precisaram se esforçar para trabalhar de uma maneira diferente. Nos últimos dois anos essas pessoas sofreram de burnout, porque estavam dentro de casa e não tinha aquele momento de descompressão que existia antes e depois do trabalho. O que passou a acontecer de modo geral é que não tendo este tempo para descompressão, a pessoa desliga o computador e já está na cozinha jantando e isso acaba promovendo uma junção das atividades e responsabilidade, que acaba intensifica o estresse, pois não é possível dividir a rotina familiar de trabalho”, explicou o executivo.

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