Com a volta das aulas presenciais acontecendo em todo o Brasil, instituições de ensino e cursos preparatórios já estão se organizando para receber um grande número de inscrições nos próximos meses, uma vez que o interesse pelas pessoas em prestar vestibulares e, principalmente, concursos públicos tendem a aumentar ao longo do ano.
Uma pesquisa feita pelo Facebook em parceria com a consultoria Nielsen, realizada em julho de 2021, com mais de 400 entrevistados, para entender como estão suas pretensões em relação ao emprego em 2022, mostra que 70% deles disseram já estudar ou que pretendem estudar para concursos públicos neste ano. Isso porque, diante da perspectiva de vários exames previstos, milhões de pessoas têm considerado o serviço público uma saída para encontrar emprego na crise atual. Estima-se que 50% dos concurseiros no país são jovens de 18 a 35 anos.
Os concursos de nível médio, que concentram, em sua maioria, as áreas da Segurança Pública, Administração e Saúde, representam o maior interesse da classe C. As classes A e B, por sua vez, preferem concorrer por cargos onde o Ensino Superior é um critério de elegibilidade dos exames.
“Sentimos que os alunos prezam pela proximidade com os professores e toda a energia que a sala de aula transmite em termos de motivação e acolhimento”, explica Daniel Lustosa, coordenador do AlfaCon Concursos.
Classe C concentra a procura por cursos
Entre aqueles que disseram ter um interesse maior para a carreira no serviço público no estudo, 66% são classificados como pertencentes à classe C, afirmando viver com renda familiar média de até 3 salários mínimos por mês. As classes C, D e E foram as que mais sofreram nos últimos 10 anos de empobrecimento do Brasil como um todo.
Segundo os próprios dados do IBGE, a taxa de informalidade do país é de 40,6% da população ocupada. Em números absolutos são cerca de 39 milhões de pessoas sem direitos ou garantias trabalhistas, o que aumenta o interesse por trabalhos com estabilidade. Essa justificativa, aliás, é uma das principais citadas na pesquisa por pessoas que residem na região Nordeste.
“Historicamente, há maiores investimentos públicos em anos eleitorais, o que também recai em mais concursos públicos. Lembrando que há ainda outros exames de grande porte para acontecer no decorrer do ano, como o INSS, a Receita Federal e a Caixa Econômica Federal, finaliza Lustosa.





