Existe um velho ditado que diz: “Onde se ganha o pão não se come a carne”. Mas será que isso se aplica, e se tornou uma regra universal? É nocivo para um casal trabalhar junto ou resolver empreender em um negócio em comum? Segundo pesquisa realizada pela Universidade do Estado de Utah, nos Estados Unidos, o índice de felicidade e satisfação profissional de casais que trabalham na mesma empresa é duas vezes maior que o comparado ao de casais que não convivem no mesmo ambiente.
No Brasil, uma pesquisa semelhante foi realizada pelo ISMA-BR (International Stress Management do Brasil), que mostrou que casais que trabalham juntos conseguem entender melhor as angústias vividas no dia a dia, tornando essa convivência benéfica. Clara do Vale, especialista em alto ticket, explica que essa parceria dupla pode ser excelente. Ela vive essa experiência na prática, sendo casada há oito anos com Ed Souza, com quem possui uma sociedade há cinco anos.
“Acredito que compartilhar o mesmo emprego ou empreendimento com o parceiro, seja totalmente possível. É claro que para empreender como casal exploramos nossos lados mais estratégicos e profissionais no momento em que a pauta é negócios, e exploramos nosso lado mais íntimo e afetuoso no momento da intimidade. Damos ênfases diferentes em ocasiões diferentes”, analisa Clara do Vale que tem o marido, Ed Sou como parceiro profissional.
Um dos questionamentos mais recorrentes para quem deseja trabalhar com o parceiro, é se existe a possibilidade de não se levar trabalho pra casa, ou até mesmo não misturar as relações. Clara do Vale, acredita que isso seja impossível e seja necessário saber conciliar para não prejudicar a relação, pois se a vida pessoal se desgasta, naturalmente a profissional também.
“Isso é completamente impossível, uma vez que estamos falando de pessoas, de gente. E gente, diferente de sistemas e processos, não se fragmenta. É preciso saber que em alguns momentos o trabalho irá sim entrar em momentos da família, só é preciso ter disciplina e controle para o relacionamento não de desgastar”, ensina Clara do Vale.






