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Metaverso é tendência em treinamentos corporativos?

Muitas expectativas cercam o metaverso. Dentre suas tantas possibilidades, seu uso para treinamentos corporativos pode se tornar uma estratégia valiosa, utilizando seus recursos na aplicação de metodologias para profissionais de qualquer lugar do mundo e, de maneira muito mais interativa. No artigo abaixo, Pollyana Guimarães, idealizadora da Evoluzi, explica a fundo como o metaverso pode ser aplicado aos treinamentos corporativos e como utilizá-lo de forma eficaz.

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Metaverso é tendência em treinamentos corporativos?
Pollyana Guimarães - Imagem: divulgação

Por Pollyana Guimarães

Quantas vezes você já ouviu falar sobre o metaverso? O tema vem ganhando cada vez mais protagonismo e é considerado uma forte tendência tecnológica para o futuro – mesmo não sendo uma tecnologia totalmente nova. E, justamente, por ser algo que está fortemente relacionado a mudanças no cotidiano das pessoas, é fundamental entender os seus impactos, principalmente no meio corporativo, o qual precisa se adaptar mediante as transformações que surgem.

O conceito do metaverso parte da ideia de utilizar a tecnologia para promover um maior nível de interação e imersão, possibilitado através de mecanismos de realidade aumentada e virtual, através da internet. Tais aspectos são considerados alternativas viáveis para as corporações – principalmente as que possuem diversas unidades espalhadas e podem utilizar estes recursos para um amplo desenvolvimento do time, através de treinamentos e atividades com uma maior interatividade, deixando de lado o excesso de formalidade para um maior engajamento.

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Contudo, as empresas devem se atentar a essa tendência, considerando a utilização do ambiente virtual como uma realidade. Como um exemplo claro, temos a pesquisa realizada esse ano pela Associação Brasileira de Treinamento e Desenvolvimento (ABTD), em parceria com a Integração Escola de Negócios, onde foi constatado que 69% dos treinamentos no país são realizados de forma online.

Além disso, esse apontamento também leva em conta o novo perfil comportamental das novas gerações, principalmente Y e Z. Isso porque o uso desse recurso passa a ser mais efetivo para esse público, que dá preferência a treinamentos curtos. Para os gestores, isso viabiliza imensamente a identificação de quais são as habilidades e competências dessas gerações, que tem como características serem mais ativos e menos pacientes.

Certamente, toda a ideia envolvida no conceito do metaverso brilha os olhos. Até grandes referências no meio corporativo, como Bill Gates, acreditam que, em poucos anos, os processos de capacitação profissional serão realizados de forma virtual. Mas, não podemos deixar de lado os desafios que ainda impedem que essa seja uma realidade para todos.

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Diversos fatores impedem que o metaverso tenha uma expansão gradual, que vão desde o custeio até à dificuldade na acessibilidade. Tendo em vista o desenvolvimento das gerações anteriores, adotar a prática de treinamentos virtuais não é considerado algo benéfico para aqueles que ainda necessitam do contato físico e dependem do formato em sala de aula para absorverem conteúdos de forma integral, devido a problemas de concentração.

Esse ponto chama atenção para a necessidade das organizações ao adotarem novos conceitos tecnológicos nas atividades de treinamento e desenvolvimento nas empresas, considerando esse público como parte do processo e que precisará ser inserido na aplicação destes treinamentos.

O metaverso se configura como uma excelente alternativa para as organizações construírem ambientes favoráveis de treinamentos e aprimoramento das interações sociais. Contudo, da mesma forma que esse recurso abre novas possibilidades, não podemos descartar que o seu processo ainda poderá levar um longo período para que atinja todos de forma ampla.

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Deste modo, cabe às empresas se anteciparem na aplicação de treinamentos para capacitar a equipe fazendo uso dessas tecnologias e, assim, poderem utilizar tais ferramentas e recursos em favor do desenvolvimento contínuo como um todo.

Pollyana Guimarães é idealizadora da Evoluzi, empresa de curadoria de treinamentos corporativos.

 

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