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Pesquisa mostra que mais de 70% dos trabalhadores não se sentem prontos para avançar na carreira

O estudo "People at Work 2025, do ADP Research Institute, examina o impacto dos treinamentos no ambiente de trabalho e detecta que trabalhadores acreditam que seus empregadores poderiam fazer mais para desenvolver competências

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Pesquisa mostra que mais de 70% dos trabalhadores não se sentem prontos para avançar na carreira
Imagem: pixabay

Empregadores que investem em aprendizado contínuo e desenvolvimento de competências no trabalho colhem bons frutos e possuem funcionários mais bem preparados. No primeiro capítulo do relatório “People at Work 2025”, do ADP Research Institute, apenas 24% da força de trabalho global está confiante de que possui as habilidades necessárias para progredir para o próximo nível de sua carreira em um futuro próximo, enquanto somente 17% concordam plenamente que seus empregadores estão investindo o suficiente nos treinamentos das habilidades que eles precisam para avançar na carreira. Os dados são baseados na Pesquisa Global da Força de Trabalho (People at Work) do ADP Research Institute.

Para empresas, a necessidade de priorizar o desenvolvimento de habilidades vai além de construir uma equipe capaz de acompanhar as mudanças dinâmicas do ambiente profissional. A análise do ADP Research Institute  revelou que fornecer aos funcionários as habilidades do futuro está diretamente relacionada à produtividade, retenção e reputação.

“Nossa pesquisa mostra que colaboradores qualificados são mais leais a seus empregadores—e mais produtivos. No entanto, apenas uma pequena fração dos trabalhadores recebe qualificação dentro dos primeiros dois anos de contratação,” disse Nela Richardson, economista-chefe da ADP. “Se as empresas quiserem aproveitar os enormes avanços tecnológicos que estão por vir, devem começar investindo nas habilidades e na progressão na carreira de seus funcionários.”

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A análise destaca ainda a oportunidade de negócios ao implementar programas abrangentes de treinamento que garantem que os funcionários estejam preparados para o futuro do trabalho.

“Descobrimos que a educação por si só não é suficiente para preencher a lacuna de habilidades,” afirmou Mary Hayes, diretora de pesquisa de Pessoas e Desempenho do ADP Research Institute. “O mundo do trabalho está mudando em uma velocidade impressionante e as organizações precisam fazer sua parte para reduzir essa lacuna de habilidades.”

Outras descobertas:

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  • Quando trabalhadores foram questionados sobre as principais razões para permanecerem nas  empresas, a oportunidade de crescimento profissional ficou em segundo lugar, atrás apenas da flexibilidade de horários.
  • Funcionários que acreditam fortemente que a instituição fornece os treinamentos necessários são quase 6 vezes mais propensos a recomendar suas empresas como um ótimo lugar para trabalhar.
  • Esses trabalhadores também são 3,3 vezes mais propensos a se descreverem como altamente produtivos.
  • Eles também têm o dobro de probabilidade de dizer que não pretendem deixar sua organização em comparação com colaboradores que possuem as habilidades, mas carecem de oportunidades de treinamento no trabalho.
  • Aqueles que realizam tarefas repetitivas diariamente têm uma visão especialmente negativa sobre o investimento dos empregadores, com apenas 9% dos homens e 7% das mulheres expressando satisfação com suas oportunidades de capacitação.

Perspectivas por região e mercado

  • Por região, trabalhadores no Oriente Médio e África foram os mais propensos a acreditar que possuem as habilidades necessárias para avançar suas carreiras nos próximos três anos (38%), seguidos por América Latina (32%), América do Norte (22%), Ásia-Pacífico (21%) e Europa (17%).
  • No Egito há os mais propensos a dizer que seus empregadores investem em suas habilidades para crescimento futuro (35%), seguidos por Índia (32%), África do Sul (29%) e Brasil (24%).
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Metodologia da série de relatórios “People at Work 2025”

Com base em dados de pesquisa de cerca de 38.000 trabalhadores respondentes em 34 mercados de seis continentes, os relatórios oferecem uma amostra robusta da força de trabalho global para análises regionais e comparações específicas de cada mercado.

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Os entrevistados representam diversos setores, ambientes de trabalho e níveis de escolaridade, incluindo funções de gestão e de contribuintes individuais. A série apresenta um novo nível de granularidade por meio de uma metodologia exclusiva desenvolvida pelo ADP Research.

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