PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Quiet quitting: como lidar com a desmotivação no trabalho

O termo "quiet quitting" tem sido muito comentado nas redes sociais, em discussões acalarodas sobre o quão válida é a prática de trabalhar exercendo apenas o mínino de suas funções. Para o escritor Uranio Bonoldi, especialista em tomada de decisão, carreira e negócios, esse é um hábito que tanto colaboradores quanto empregadores devem evitar. Ele explica, a seguir, o que pode ser feito para evitar a desmotivação no trabalho. Se quiser saber mais a respeito, Bonoldi está disponível para entrevistas.

Compartilhe
Quiet quitting: como lidar com a desmotivação no trabalho
A falta de estímulo tende a estagnar o trabalhador, sem que ele cresça e alcance novos objetivos. Imagem: pexels

Nas últimas semanas, o termo “quiet quitting” tem sido alvo de debate nas redes sociais. A expressão surgiu para designar o hábito de trabalhadores executarem apenas o mínimo exigido de suas atribuições, sem interesse em entregar mais do que lhe é esperado. Para empregadores, essa prática é considerada uma “demissão silenciosa”, uma forma do colaborador expressar que não tem interesse em continuar trabalhando naquela vaga ou empresa. Os críticos, contudo, contra argumentam que essa postura é apenas uma forma de evitar desgastes por uma dedicação excessiva que, muitas vezes, não é vantajosa pelas condições de trabalho.

Para Uranio Bonoldi, autor de “Decisões de alto impacto: como decidir com mais segurança e consciência na carreira e nos negócios”, o hábito de trabalhar sem estímulos para entregar mais do que o necessário é um problema que deve ser enfrentado. “Agir dessa maneira pode acabar impedindo a evolução profissional. O aprendizado e desenvolvimento depende da disposição para se arriscar em coisas novas, mesmo que isso não seja diretamente pedido a você. A falta de estímulo tende a estagnar o trabalhador, sem que ele cresça e alcance novos objetivos”.

De acordo com Bonoldi, é necessário uma análise mais profunda das causas desse desinteresse. “É importante que se comece por um processo de autoconhecimento. Será que estou numa área que me faz feliz? Estou numa empresa alinhada com meus valores? Estou de fato no caminho profissional que gostaria?”, aponta. Se a resposta para essas perguntas for “não”, então é melhor planejar a busca por algo que faça mais sentido para suas escolhas pessoais. “O que não pode ser feito é seguir por tempo indeterminado nesse estado de estagnação, sendo um profissional que não almeja melhorias”.

PUBLICIDADE

Quanto ao empregador, é importante que se pense no que pode ser feito para evitar que os colaboradores cheguem a esse ponto. “Muitas vezes o gestor nem sabe ao certo quais são os limites das atribuições dos colaboradores, e portanto não tem bem determinado o que é e o que não é esperado dos membros de sua equipe”, diz o escritor. A solução, portanto, é conhecer melhor as pessoas com quem se trabalha e buscar oferecer a elas as condições necessárias para que executem suas funções com mais empenho. “Certamente, não é correto exigir que os colaboradores se desgastem pelo trabalho, mas é importante proporcionar a eles razões para acreditar que o alto desempenho é uma vantagem, e não uma perda de tempo”, pontua.

 

Mais lidas da coluna
Vulcabras abre mais de 500 vagas de emprego no Ceará
Márcia Catunda
Vulcabras abre mais de 500 vagas de emprego no Ceará
23 de abr. de 2026 - 14:52
IEL Ceará realiza processo seletivo para estágio no TCE-CE com vagas em diversas áreas
Márcia Catunda
IEL Ceará realiza processo seletivo para estágio no TCE-CE com vagas em diversas áreas
20 de abr. de 2026 - 22:21
SEST SENAT promove a Feira Emprega Transporte no RioMar Kennedy com oportunidades para quem está à busca de trabalho
Márcia Catunda
SEST SENAT promove a Feira Emprega Transporte no RioMar Kennedy com oportunidades para quem está à busca de trabalho
30 de jul. de 2026 - 12:26
Sine Fortaleza reúne 2,4 mil vagas e amplia seleções na semana que antecede o Dia do Trabalhador
Márcia Catunda
Sine Fortaleza reúne 2,4 mil vagas e amplia seleções na semana que antecede o Dia do Trabalhador
27 de abr. de 2026 - 06:44
Demissões em massa, IA e o novo jogo do mercado de trabalho: o que o caso Oracle revela
Márcia Catunda
Demissões em massa, IA e o novo jogo do mercado de trabalho: o que o caso Oracle revela
21 de abr. de 2026 - 07:49