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Setembro Amarelo: empresas devem investir em ações de proteção e criar rede de apoio a familiares enlutados para casos relacionados a suicídio

A prevenção ao suicídio é uma tarefa complexa que exige esforços coordenados envolvendo atenção médica, psicológica, familiar, sociocultural, religiosa e econômica

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Setembro Amarelo: empresas devem investir em ações de proteção e criar rede de apoio a familiares enlutados para casos relacionados a suicídio
Segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), a cada ano, 800 mil pessoas tiram a própria vida no mundo. Imagem: freepik

A Psicologia Viva, maior plataforma de saúde mental da América Latina e integrante da Conexa, realizou 23 ações de “posvenção” frente a tentativa ou ideação suicida e quatro ações com sobreviventes enlutados por casos de suicídio, entre novembro de 2021 e agosto de 2022. Em telemedicina, foram 19 atendimentos para manejo de tentativa ou ideação do ato, apenas entre julho e agosto de 2022, segundo levantamento da Conexa. Os dados alertam que o delicado tema deve ser prioridade das empresas durante o ano todo, não apenas no Setembro Amarelo (mês de conscientização sobre a valorização da vida e prevenção ao suicídio, que tem como lema deste ano “A Vida é a melhor escolha”).

Segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), a cada ano, 800 mil pessoas tiram a própria vida no mundo. De acordo com a psicóloga Luciene Bandeira, diretora de saúde metal da Conexa e responsável técnica por Psicologia Viva, apesar do tabu que ainda envolve o tema, o RH deve promover intervenções de prevenção ao suicídio, programas para diminuir condições de vulnerabilidade e riscos biopsicossociais que levam a um sofrimento tão agudo, além de propagar acolhimento e ambientes de socialização protetivas a saúde mental.

“É preciso ter um olhar para a saúde integral do colaborador, incluindo a mental, todos os dias. Ao contrário do que se pensa, falar sobre adoecimento emocional e o ato de atentar contra a própria vida não estimula a ação, mas ajuda na prevenção. Rodas de conversas e palestras são eficientes para começar, seguidas de sensibilização da liderança e criação de uma brigada de saúde mental para situações emergenciais, sob a orientação de um psicólogo. Falar sobre o tema possibilita que os colegas identifiquem possíveis fatores de risco e saibam como acolher a pessoa em sofrimento”, explica a especialista.

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Ainda segundo a psicóloga, as intervenções institucionais e as ações em saúde mental são medidas de responsabilidade social que demandam a participação de todos os setores da sociedade, tanto público como privado. “Por mais que o comportamento suicida não possa ser previsto com exatidão, os sinais ou indicadores de risco podem ser percebidos para uma intervenção de acolhimento que pode ir desde uma conversa como acesso a serviços de saúde”.

O comportamento suicida inclui pensamentos, planos e tentativas de suicídio. É resultante da interação de fatores psicológicos, biológicos, genéticos, culturais e socioambientais e as questões que levam ao ato são cumulativas na história de vida, não podendo ser atribuídas a eventos isolados, nem desconsiderando questões particulares de cada indivíduo. Alguns fatores de risco conhecidos são: doenças mentais (depressão, esquizofrenia, transtorno bipolar, transtornos relacionados ao uso de álcool e drogas), ser do gênero masculino e ter entre 15 e 30 anos ou mais de 65 anos, perdas recentes, personalidade impulsiva, desamparo, ter sofrido agressão sexual na infância, doenças orgânicas incapacitantes, doenças neurológicas entre outras.

Entenda como funciona uma brigada de saúde mental na empresa

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A brigada em saúde mental é formada por uma equipe composta por profissionais das diversas áreas da empresa, que mediante treinamento com psicólogo, se tornam capacitados para identificar indivíduos em risco ou situação de vulnerabilidade, e fazer os primeiros direcionamentos. Com a brigada, a empresa se antecipa às demandas de urgência, caso aconteçam, principalmente em casos de ideação suicida e violências, considerando todos os trâmites necessários para que possam exercer tal papel. A brigada deve ser parte integrante do programa de bem-estar corporativo das organizações.

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