O mercado imobiliário, pós-pandemia, foi o que mais se recuperou, conforme aponta a CBIC – Câmara Brasileira da Indústria e Construção. Em apenas um semestre, o nicho comercial dos imobiliários cresceu 46%, logo após o possível controle pandêmico. Rodrigo Fazito, empreendedor na área, afirma que antes de ingressar em qualquer ramo empresarial é preciso, primeiro, entender sobre a área que está disposto a trabalhar. “Uma coisa é você saber que o cliente costuma comprar um imóvel na planta, pagamentos em parcelas, etc. Outra coisa é você entender sobre investimento e sobre como circula toda a política financeira nesse ramo. O aluguel ainda é realidade de muita gente no país e, muitos ainda não se veem longe dessa realidade”, comenta.
Com o avanço das tecnologias, o mercado imobiliário também se beneficia de novos estilos e organogramas empresariais. A Abrainc – Associação Brasileira de Incorporadas Imobiliárias aponta que mais da metade dos clientes que procuram o mercado imobiliário buscam praticidade, e logística atualizada e moderna afim de cativar e apurar o gosto, sobretudo, do brasileiro que permanece ainda mais apurado. “As empresas que buscam construir novas moradias precisam se ater às mudanças significativas no potencial construtivo. Vale ressaltar que o grande investimento em pequenos imóveis; grandes prédios com apartamentos menores que possibilita ao investidor de uma renda de até 3% no aluguel realizar seu desejo”, explica Fazito.
Para aqueles que desejam, de fato, investir na área da imobiliária, Rodrigo Fazito conta que “ser um bom engenheiro ou um bom arquiteto pode não ser o suficiente para exercer com maestria a profissão. É preciso acompanhar as constantes mudanças nas legislações de edificações que, hoje, tem buscado incorporar advogados imobiliários, entender de gerenciamento orçamentário antes de iniciar qualquer projeto grande”, alerta.
O último dado divulgado pela Abrainc contabiliza que o mercado movimentou 94%, em 2021, no faturamento anual. É um cenário em crescimento, sem sombras de dúvidas. A pandemia pode ter intensificado o desejo e o anseio pela casa própria e cada vez mais compacta. “É um mercado que ainda carece muito de mão de obra. É preciso se especializar em áreas afins que vão além daquilo que o curso acadêmico oferta. A quem busca emprego, saiba que serviços de gesseiro, azulejistas, pedreiro, encanadores, habilitados em elétrica, estão em grande falta no mercado”, conclui Rodrigo.






