PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Um Cenário de Alta para a Taxa Selic

Compartilhe
Um Cenário de Alta para a Taxa Selic
Foto: GCMais

Ao se avaliar uma alternativa de investimento, a questão mais adequada não é "qual a taxa de retorno?", mas sim "essa taxa de retorno é suficiente para compensar o risco?". Essa ideia implica na relação básica entre risco e retorno: quanto maior o retorno esperado, maior o risco e vice-versa. Assim, o retorno de um investimento pode ser definido de acordo com o total de ganhos ou perdas deste investimento num certo período. Já o risco pode ser considerado como a dispersão do retorno de um ativo em torno do seu valor esperado, ou seja, sua variância. Tecnicamente é assim que funciona.

A remuneração dos títulos públicos tem como referência a taxa básica de juros da economia, SELIC, que é, também, o principal instrumento de política monetária utilizado pelo Banco Central (Bacen) para controlar a inflação. Ela é fixada pelo COPOM, Comitê de Política Monetária do Banco Central, cujos cargos são ocupados pelos membros da diretoria colegiada do Bacen e segue as diretrizes traçadas pelo Conselho Monetário Nacional.

Leia também: Motorista é autuado em Fortaleza após PM encontrar 174 frascos de emagrecedor e 28 iPhones

Constatações empíricas permitem afirmar que os rendimentos acumulados são menores para títulos públicos. Na análise do comportamento desses investimentos podemos afirmar que há um prêmio menor por ser menor o risco. Pode-se afirmar, igualmente, que há um prêmio por assumir risco que recebem os detentores dos títulos: quanto mais incerto o resultado (como é o caso das ações) maior o retorno, e quanto mais certo é o retorno obtido (títulos públicos) menor o retorno. Para esta última categoria costuma-se dar o nome de "ativos livre de risco" e ao seu retorno a "taxa de juros livre de risco". Esse ativo não possui risco sistemático. Isto é típico dos chamados ativos livre de risco.

PUBLICIDADE

Na prática, não é tão simples assim. Quando um título público é corrigido abaixo da inflação o resultado é um rendimento real negativo. Existem diversas ferramentas e metodologias para se medir os riscos no mercado financeiro, mas do modo geral não existe uma metodologia padrão. A decisão e a escolha da melhor ferramenta ou técnica dependem da característica de cada investidor, bem como ao tipo de risco que está disposto a assumir. No entanto, existem algumas sugestões gerais, tais como: ter boa compreensão dos mercados e produtos financeiros; acessar sistemas de informação confiável e boas práticas de controles; possuir conhecimento dos modelos; contar com assessoria de profissionais experientes e com boa formação; e, finalmente, desenvolver uma cultura para a gestão de risco. Estas observações são válidas tanto para investidores individuais como para empresas.

PUBLICIDADE

Nesse sentido, quatro passos são fundamentais para o gerenciamento permanente do risco, a saber: determinar a tolerância em relação ao risco; mensurar, identificar e classificar a exposição ao risco; implementar a apropriada estratégia de gerenciamento do risco; e, monitorar a exposição ao risco e a estratégia adotada.

PUBLICIDADE

No cenário atual, é importante observar que a ameaça de ressurgimento do temível fantasma inflacionário - o indicador oficial de inflação no país, IPCA, disparou a mais de 8% em base anual - reforça as preocupações do mercado financeiro, sobretudo pelo alto grau de indexação ainda existente em nossa economia. Assim, não é prudente aguardar que o COPOM deixe de lado a sua recente política de aumentar a Taxa Selic rumo à taxa neutra de juros, com o objetivo de combater efeitos inflacionários sem prejudicar a atividade econômica. Assim ele deverá promover uma nova alta da taxa SELIC para patamares próximos a 4,5% a.a.

PUBLICIDADE

Além de necessário, esse realinhamento das expectativas inflacionárias se mostra fundamental para eliminar ruídos e mostrar firmeza na atuação da autoridade monetária. O mercado já vem agindo de forma otimista no tocante aos indicadores de crescimento. Para ilustrar, temos que o Índice de Atividade do Banco Central (IBC-Br) de abril mostrou importante inversão de tendência e subiu 0,44%, ante queda de 1,6% em março. Mas não podemos deixar de olhar com a devida atenção o risco hídrico e as pressões inflacionárias, além das incertezas com relação ao combate da pandemia causada pela covid-19.

PUBLICIDADE

 

PUBLICIDADE
Leia também
Motorista é autuado em Fortaleza após PM encontrar 174 frascos de emagrecedor e 28 iPhones
APREENSÃO
Motorista é autuado em Fortaleza após PM encontrar 174 frascos de emagrecedor e 28 iPhones
05 de out. de 2026 - 17:32
"Ainda tem muita coisa pra acontecer"; Jão se manifesta sobre resultado do primeiro turno
OPINIÃO DOS FAMOSOS
"Ainda tem muita coisa pra acontecer"; Jão se manifesta sobre resultado do primeiro turno
05 de out. de 2026 - 17:24
Aos 95 anos, Djacir Figueiredo relembra trajetória de 71 anos dedicada à medicina
CONEXÕES
Aos 95 anos, Djacir Figueiredo relembra trajetória de 71 anos dedicada à medicina
05 de out. de 2026 - 17:05