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35 policiais são denunciados pela participação do ato que terminou com Cid Gomes baleado

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35 policiais são denunciados pela participação do ato que terminou com Cid Gomes baleado
Foto: GCMais

O Ministério Público do Ceará (MPCE) denunciou 35 policiais militares pela participação de um ato em um quartel em Sobral que terminou com o senador Cid Gomes (PDT-CE) baleado. O episódio aconteceu durante uma paralisação dos agentes de segurança em fevereiro de 2020, quando o político usou uma retroescavadeira para tentar entrar em um batalhão onde os PMs estavam amotinados, na cidade de Sobral. De dentro do local, foram efetuados disparos que acabaram atingindo Cid Gomes.

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A denúncia do Ministério Público indicia 35 policiais por crimes militares, sendo 33 praças e dois oficiais da Polícia Militar, com os cargos de tenente-coronel. Os praças estão sendo denunciados pela participação do ato, enquanto os oficiais são acusados de omissão de lealdade e omissão de força.

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Ainda há a possibilidade de que a Promotoria Civil também qualifique o ato como uma tentativa de homicídio, segundo o promotor Sebastião Brasilino, que é responsável pela apuração do caso.

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No total, cerca de 350 policiais militares já foram denunciados pela participação destas paralisações da Polícia Militar que aconteceram em fevereiro de 2020.

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O ato que terminou com Cid Gomes baleado

Segundo a denúncia do Ministério Público do Ceará, a ocupação do 3º Batalhão de Polícia Militar (3º BPM), em Sobral, começou no dia 18 de fevereiro de 2020, por volta das 19h. Os depoimentos feitos ao órgão contam que o vereador Ailton Marcos, sargento de reserva da PM, foi o “cabeça” do ato, realizando um discurso em frente ao batalhão que deu início às mobilizações. Mulheres encapuzadas teriam secado os pneus das viaturas que estavam no local.

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Cid Gomes, que também prestou depoimento para o inquérito policial militar, diz que teria ido até o local por conta das imagens que circulavam nas redes sociais, que teriam deixado ele surpreso. Lá, ele disse que os policiais tinham cinco minutos para se retirar do local, caso contrário o próprio senador retiraria os homens do batalhão. Foi quando ele tentou avançar contra o portão do local, usando uma retroescavadeira, que os disparos foram efetuados.

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Após ser atingidos por dois tiros, Cid Gomes foi levado para uma Unidade de Terapia Intensiva em Sobral.

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