A partir desta segunda-feira (24), passa a valer a obrigatoriedade do uso das máscaras padrão N95 ou similares para trabalhadores de farmácias, supermercados e escolas do Ceará que mantêm contato direto com o público. São exemplos destes profissionais os professores e porteiros, nas escolas; e os caixas, nos supermercados e farmácias.
O intervalo entre os dias 17 e 23 de janeiro foi de adaptação dos estabelecimentos. A medida leva em consideração o potencial de transmissão da variante Ômicron.
A médica Christianne Takeda, infectologista do Hospital São José, avalia a decisão de forma positiva, tendo em vista a maior eficácia desses Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) frente ao risco de infecção pelo coronavírus. “A N95 e a similar dela no Brasil, a PFF2, oferecem uma proteção contra os aerossóis, que são partículas muito pequenas filtradas pelas camadas existentes em ambas as máscaras”, explica.
Outro ponto é a durabilidade. Diferentemente do modelo cirúrgico, que precisa ser descartado em até quatro horas, a máscara N95 pode ser reutilizada outras vezes.
“É importante verificar a recomendação do fabricante e, principalmente, o estado da máscara após o uso no dia a dia. Se a máscara estiver muito úmida por dentro ou molhada na parte externa, está na hora de trocar”, orienta Takeda.
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Para evitar contaminação, a retirada da máscara deve ser feita sempre pelos elásticos, sem que a parte externa seja tocada. No caso da N95, o ideal é guardá-la em um saco plástico, em um lugar limpo e bem arejado. “É fundamental que a pessoa higienize as mãos com álcool em gel ou água e sabão após retirar a máscara do rosto e armazená-la”, complementa a infectologista.
As máscaras N95, cirúrgicas e as de tecido não devem ser colocadas diretamente na lixeira ou perto de materiais recicláveis. A infectologista reforça que o uso correto do EPI deve ser associado a outras medidas de prevenção, como o distanciamento social e a higienização constante e correta das mãos.
“A vacinação tem se mostrado imprescindível para evitar as formas graves da Covid-19. No entanto, mesmo vacinadas, as pessoas ainda podem se infectar e transmitir o vírus. Por isso, é necessário continuar tendo todos os cuidados, seja em ambientes abertos ou fechados”, finaliza.




