A cantora Anitta, de 29 anos, recebeu alta hospitalar na última segunda-feira (25). A artista estava internada no Hospital Vila Nova Star para tratar a endometriose.
Anitta recebe alta hospitalar
Pelas redes sociais, Anitta falou sobre a doença. Ela postou fotos ao lado de sua equipe médica e do namorado.
"ENDOMETRIOSE: saio dessa experiência desejando que todas as mulheres do mundo tenham mais acesso ao diagnóstico e entendimento dessa doença que afeta tanta gente mas é, ao mesmo tempo, tão pouco falada. Seguirei me cuidando, mas agora livre da etapa mais difícil que foi diagnóstico e cirurgia", escreveu.
A cantora carioca seguia sem previsão de alta desde o penúltimo boletim médico. "A decisão da equipe médica ocorreu após reavaliação do quadro clínico da paciente. A cantora recebeu todas as orientações necessárias para a sua recuperação pós-alta hospitalar, e seguirá sendo monitorada pela equipe da unidade", informou o novo documento.
No último domingo, a funkeira havia feito no Twitter um desabafo sobre a recuperação da cirurgia. "Que recuperação maldita, viu! Dói, Senhor. Quem aqui já fez essa cirurgia pelo amor de Deus?", escreveu ela.
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Principais aspectos da endometriose
É comum sentir cólicas durante o período menstrual, mas, em alguns casos, as dores são tão intensas e persistentes que acendem um alerta sobre a saúde da mulher. Esses sintomas na região pélvica são característicos da endometriose, doença que atinge uma em cada dez mulheres no Brasil, segundo o Ministério da Saúde. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 180 milhões de mulheres enfrentam o problema no mundo, destas, sete milhões são brasileiras.
Segundo a ginecologista Zenilda Bruno, chefe da Divisão Médica da Maternidade-Escola Assis Chateaubriand (MEAC) do Complexo Hospitalar da UFC/Ebserh, a endometriose é uma doença inflamatória caracterizada pela saída do endométrio, tecido que reveste o interior do útero, durante a menstruação, para a cavidade abdominal ao invés de seguir pelo canal vaginal.
Esse movimento de “refluxo”, como falou a especialista, tem a possibilidade de atingir outros órgãos como os ovários, trompas, intestino e bexiga, afetando seus funcionamentos. Por isso, os sintomas são de dor persistente no período menstrual (dismenorreia), que tende a aumentar progressivamente com o passar dos meses.




