A Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) confirmou o sexto caso de monkeypox (varíola dos macacos). A informação foi divulgada nesta segunda-feira (8). "A Sesa informa que até este domingo (7) o Estado soma seis casos confirmados de monkeypox. Cinco são residentes de Fortaleza e um em Russas, com idades entre 20 e 43 anos", informou a pasta estadual.
Varíola dos macacos no Ceará
Em todas as notificações, foram aplicadas as medidas recomendadas, como isolamento, busca ativa de contatos e coleta de material para exames laboratoriais para elucidação do caso e para diagnóstico diferencial para outras doenças, destacou a pasta. A Sesa tem monitorado o cenário junto às Vigilâncias em Saúde dos Municípios, realizando publicação periódica de notas técnicas atualizadas sobre a monkeypox.
Semanalmente, às sextas-feiras, o Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs), da Sesa, divulga nota atualizada do cenário da doença no Estado. Até a última sexta-feira (5), o Estado somava 157 casos notificados de monkeypox. Destes, 52 haviam sido descartados laboratorialmente.
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OMS declara emergência internacional de saúde
No dia 23 de julho, a Organização Mundial da Saúde (OMS) decidiu declarar que a varíola dos macacos configurava emergência de saúde pública de interesse internacional. O anúncio foi feito pelo diretor-geral da entidade, Tedros Adhanom Ghebreyesus, durante coletiva de imprensa.
“Temos um surto que se espalhou rápido pelo mundo, através de novas formas de transmissão, sobre as quais entendemos muito pouco, e que se encaixa nos critérios do Regulamento Sanitário Internacional. Por essas razões, decidi que a epidemia de varíola dos macacos representa uma emergência de saúde pública de preocupação internacional”, disse Tedros.
A decisão não foi consensual entre membros do Comitê de Emergência da OMS, mas o diretor-geral decidiu ir adiante com a declaração. Ele destacou que o vírus tem se espalhado rapidamente por diversos países, o que aumenta o risco de disseminação internacional. Outra preocupação expressada por Tedros diz respeito ao potencial do vírus de interferir em viagens de um país para outro, como ocorreu com a covid-19. No entanto, a OMS ainda considera o risco baixo.




