Caroline Zanin Martins, de 43 anos e irmã do ministro do Supremo Tribunal Federal, Cristiano Zanin, foi vítima de um ataque violento enquanto voltava de um passeio com dois cachorros dela na segunda-feira (16). O incidente foi capturado pelas câmeras de segurança da região de Perdizes, um bairro nobre de São Paulo.
De acordo com informações registradas no boletim de ocorrência, a advogada estava prestes a entrar no condomínio onde reside quando foi surpreendida por um homem que a ameaçou com palavras ofensivas: "Vou chutar você e seus cachorros."
Em um ato chocante, o agressor começou a chutar tanto os indefesos animais quanto as pernas da advogada. Aterrorizada, Caroline Zanin gritou por socorro e buscou ajuda junto ao segurança do prédio. No entanto, o atacante não foi detido a tempo de evitar as agressões brutais.
O ataque deixou os cachorros feridos, alguns deles com ferimentos sangrentos, enquanto Caroline Zanin Martins apresentou hematomas nas pernas como resultado da violência sofrida.
O caso foi oficialmente registrado como um ato de lesão corporal e abuso de animais no 23º Distrito Policial de Perdizes. Até o momento desta reportagem, a identidade do agressor permanece desconhecida, gerando preocupações adicionais na comunidade local. As autoridades continuam investigando o incidente.
Sobre Cristiano Zanin
Cristiano Zanin Martins é um advogado de 47 anos formado em direito pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) em 1999, foi indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para ocupar um assento no Supremo Tribunal Federal (STF). Zanin atuou como advogado de Lula nos processos relacionados à Operação Lava-Jato. A atuação dele resultou na anulação das condenações do petista pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Ele é especializado em litígios estratégicos e decisivos, abrangendo áreas empresariais, criminais, nacionais e transnacionais.
Graças a um processo liderado por Zanin, a Comissão de Direitos Humanos das Nações Unidas reconheceu que a prisão de Lula em 2018 violou os princípios do devido processo legal e, portanto, a proibição de sua participação nas eleições daquele ano violou seus direitos políticos como presidente atual.
Junto à esposa, é sócio fundador do escritório Zanin Martins Advogados e cofundador do Instituto Lawfare, que tem o objetivo de produzir conteúdo científico sobre o tema e a análise de casos emblemáticos envolvendo o fenômeno. Lawfare se caracteriza pelo uso indevido e o abuso da lei para fins políticos e militares. Zanin também escreveu o livro Lawfare: uma introdução (2019).
O instituto nasceu em 2017 a partir da constatação de que o direito está sendo utilizado de forma estratégica em diversos países para obtenção de fins ilegítimos, de natureza geopolítica, política, comercial, financeira e militar, o que caracteriza lawfare.
O advogado foi professor de direito civil e de direito processual civil na Faculdade Autônoma de Direito (Fadisp).




