O dia 14 de maio de 2024 marca um ano desde o trágico episódio que resultou na morte de quatro policiais civis dentro da delegacia de Camocim, região Norte do Ceará. Os agentes Antônio José Rodrigues Miranda, Antônio Cláudio dos Santos, Francisco dos Santos Pereira e Gabriel de Souza Ferreira foram vítimas de disparos de arma de fogo por um colega de farda, o policial civil Antônio Alves Dourado, que posteriormente se entregou às autoridades e permanece detido.
Dourado era inspetor da Polícia Civil e estava de folga no dia do ocorrido. Após o crime, tentou fugir, mas acabou se entregando no quartel da Polícia Militar de Camocim. Três dias antes da chacina, ele havia recebido um atestado médico de 15 dias por problemas psicológicos.
Um mês após o crime, o Ministério Público do Ceará (MPCE) rejeitou um pedido de Incidente de Insanidade Mental feito pela defesa do policial civil acusado dos homicídios. O MPCE realizou a denúncia contra Dourado, e apesar do processo tramitar em segredo de Justiça, foi divulgado que a solicitação de insanidade mental foi indeferida, permitindo que o processo seguisse em andamento normal, sem a suspensão dos prazos estabelecidos.
Antes de se entregar às autoridades, Dourado gravou um vídeo expressando arrependimento e alegando ter sido vítima de assédio moral e perseguição. O caso permanece como um doloroso lembrete dos desafios enfrentados pelos profissionais da segurança pública e das complexidades envolvidas na proteção da sociedade.
Policiais mortos em delegacia de Camocim
Dourado chegou por volta de 4h40 da madrugada na delegacia da cidade pilotando uma motocicleta. O atirador chegou pelos fundos da delegacia, pulou o muro e foi para o andar de cima do prédio.
Nesse local, ele encontrou o plantonista, que foi o primeiro a ser morto. Era Antônio Cláudio dos Santos. Após essa ação, ele foi para os dormitórios, onde estavam os outros 3 policiais. Todos foram mortos ali. Eram Antônio José Rodrigues Miranda, Francisco dos Santos Pereira e Gabriel de Souza Ferreira.
A polícia encontrou gás de cozinha no local, e várias mangueiras conectadas que conduziam esse gás, o que levantou a suspeita de que o plano do policial era asfixiar os colegas. Ele premeditou o crime, e pretendia matar os outros policiais que renderiam o plantão. Após os disparos chamarem a atenção, viu que não seria mais possível executar o plano inicial e fugiu em uma viatura, mas abandonou o carro e depois foi preso e autuado em flagrante.
Ato Ecumênico em homenagem aos Policiais Civis
O Sinpol-CE, com o apoio da Delegacia Geral da Polícia Civil, realizará na quarta-feira, 15 de maio de 2024, um ato ecumênico em homenagem à vida dos inspetores e escrivão que faleceram precocemente.
"A morte prematura dos servidores da segurança pública do Ceará, ocorrida dentro da Delegacia de Camocim reforça o risco inerente à profissão de ser Policial Civil", informou a instituição em nota.
Serviço
Horário: 9h30 Local: Auditório da Delegacia Geral da Polícia Civil do Ceará (Cisp)




