PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Lira e advogado da Câmara se reúnem com Gonet após ação da PGR contra emendas Pix

Presidente da Câmara se reúne com PGR para discutir polêmicas emendas parlamentares pix e de comissão, buscando transparência e fiscalização no repasse de verbas federais.

Compartilhe

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), reuniu-se nesta quinta-feira, 8, com o procurador-geral da República, Paulo Gonet, para tratar de emendas parlamentares. O encontro ocorreu um dia após a PGR entrar com ação no Supremo Tribunal Federal (STF) contra as chamadas emendas Pix. Lira estava acompanhado do advogado da Câmara, Jules Queiroz, e apresentou a visão do Congresso sobre os repasses.

>>>Clique aqui para seguir o canal do GCMAIS no WhatsApp<<<

As emendas Pix (batizadas com esse nome em referência ao sistema de pagamento instantâneo criado pelo Banco Central) permitem a destinação direta de recursos federais a Estados e municípios sem controle e fiscalização. Para a PGR, esse sistema gera perda de transparência, publicidade e rastreabilidade das verbas federais e ofende princípios constitucionais como o pacto federativo e a separação dos Poderes.

>>>Siga o GCMAIS no Google Notícias<<<

"As chamadas 'emendas pix', desprovidas das ferramentas de fiscalização constitucionais, arriscam a se convolar em instrumento deturpador das práticas republicanas de relacionamento entre agentes públicos, propiciando o proveito de interesses distintos dos que a atividade política deve buscar", afirmou Gonet, na ação ajuizada nesta quarta-feira, 7, no STF.

>>>Acompanhe o GCMAIS no YouTube<<<

Leia também: Gilmar Mendes valida reajuste de 15% do Bolsa Família e afasta violação à lei eleitoral
PUBLICIDADE

Gonet também destacou que a decisão sobre a destinação da verba é feita pelo parlamentar, que não é obrigado a indicar a finalidade e o uso dos recursos.

A ação citou dados apresentados pela Associação Contas Abertas, Transparência Brasil e Transparência Internacional. Esses números indicam que, em 2022, os parlamentares distribuíram R$ 3,32 bilhões por meio dessas emendas. Em 2023, o número duplicou e atingiu R$ 6,75 bilhões. Ainda segundo as entidades, 80% das emendas pix distribuídas em 2023 não especificam quem foi o destinatário.

Esse tipo de emenda já foi questionada em ação apresentada pela Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), mas Gonet disse que há dúvidas sobre a legitimidade da associação para fazer o questionamento, já que sua linha de atuação não tem relação com o tema.

Na semana passada, o relator da ação movida pela Abraji, o ministro Flávio Dino, atendeu a um pedido da associação e determinou uma série de medidas para garantir a transparência no manejo das "emendas pix".

Emendas de comissão

Dino também é relator de ação que questiona as emendas de comissão, que têm sido usadas como moeda de troca política no Congresso após o STF determinar o fim do orçamento secreto, esquema revelado pelo Estadão que consistia no repasse sem transparência de emendas de relator.

Dino determinou medidas para a total transparência dos repasses, em uma tentativa de acabar de vez com a prática do orçamento secreto, mas o Congresso alegou ao STF que "não tem como colaborar" com os dados dos "patrocinadores" das emendas de comissão.

O ministro montou uma comissão representativa para dar efetivo cumprimento à decisão do STF que barrou o orçamento secreto. O grupo fechou um cronograma de atividades para organizar as informações sobre as emendas parlamentares que ainda permanecem secretas.

O que são emendas

Emendas parlamentares são recursos no Orçamento da União que podem ser direcionados pelos deputados e senadores a seus redutos eleitorais para, por exemplo, realizar obras e implementar políticas públicas. Em ano de eleição municipal, como é o caso de 2024, os parlamentares costumam usar essa prerrogativa para tentar impulsionar candidaturas de aliados.

Atualmente, são três tipos de emendas parlamentares no Orçamento da União: as individuais, a que cada deputado ou senador tem direito, as de bancada estadual e as de comissão. As duas primeiras são impositivas, ou seja, de pagamento obrigatório, mas o Planalto consegue controlar o ritmo de liberação e, inclusive, usá-las para barganhar apoio em votações.

Leia também | Últimas notícias do Portal GCMAIS

Fonte: Estadão

Leia também
Gilmar Mendes valida reajuste de 15% do Bolsa Família e afasta violação à lei eleitoral
AUMENTO MANTIDO
Gilmar Mendes valida reajuste de 15% do Bolsa Família e afasta violação à lei eleitoral
18 de set. de 2026 - 20:15
Mendonça rejeita ação de aliado de Flávio Bolsonaro contra reajuste do Bolsa Família
MEDIDA
Mendonça rejeita ação de aliado de Flávio Bolsonaro contra reajuste do Bolsa Família
17 de set. de 2026 - 20:08
André Mendonça vai analisar pedido para suspender aumento do Bolsa Família
RELATORIA DO CASO
André Mendonça vai analisar pedido para suspender aumento do Bolsa Família
17 de set. de 2026 - 18:56