PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Tribunal de Justiça de MT pagou R$ 350 milhões em salários a seus juízes no 1º semestre

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso é questionado por altos salários de seus magistrados, levantando debate sobre transparência e ética na administração pública.

Compartilhe

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso gastou R$ 347,8 milhões com os salários de seus 540 magistrados no primeiro semestre de 2024. Desembargadores receberam subsídios que, somados, passam de R$ 1 milhão para cada um deles. Levantamento realizado pelo Estadão, com base em dados disponíveis no Portal da Transparência do TJ de Mato Grosso, indica que 128 integrantes da Corte mato-grossense receberam, em valores líquidos, cada um deles, mais de R$ 800 mil nos primeiros seis meses de 2024.

>>>Clique aqui para seguir o canal do GCMAIS no WhatsApp<<<

Nove magistrados tiveram rendimentos que superaram R$ 900 mil, cada.

>>>Siga o GCMAIS no Google Notícias<<<

O Estadão pediu manifestação do Tribunal. O espaço está aberto,

>>>Acompanhe o GCMAIS no YouTube<<<

Leia também: Gilmar Mendes valida reajuste de 15% do Bolsa Família e afasta violação à lei eleitoral
PUBLICIDADE

Os dados oficiais revelam que uma desembargadora, já aposentada, recebeu R$ 1,115 milhão acumulados nos primeiros seis meses do ano. Graciema de Caravellas aposentou-se em janeiro, apenas 73 dias depois de ser alçada ao cargo de desembargadora.

Ela passou à inatividade cerca de um ano depois de ser reintegrada aos quadros da Corte. Antes, havia sido aposentada compulsoriamente em meio ao que ficou conhecido como o escândalo da Maçonaria - episódio emblemático que agitou a Corte estadual envolvendo um grupo de magistrados com supostos desvios.

A aposentadoria compulsória imposta à Graciema acabou revertida pelo Supremo Tribunal Federal.

Os proventos da desembargadora aposentada, entre janeiro e junho, somados, chegaram a R$ 1.115.690,57. O menor contracheque da magistrada foi pago em janeiro, de R$ 116 mil, em valores líquidos. O mais robusto veio em março, quando ela recebeu R$ 201,7 mil líquidos.

Na lista de magistrados que receberam mais de R$ 800 mil no primeiro semestre deste ano estão os desembargadores Sebastião de Moraes Filho e João Ferreira Filho, que foram afastados de suas funções na última quinta, 1, por suspeita de envolvimento com 'organizado esquema' de venda de sentenças.

O afastamento foi decretado pelo ministro Luís Felipe Salomão, corregedor nacional de Justiça.

Sebastião tirou R$ 823 mil líquidos em 2024, até junho. João recebeu R$ 840,9 mil no mesmo período. Juntos, os dois ganharam R$ 1,66 milhão já livres de descontos.

Dois detalhes são comuns aos contracheques de Graciema, Sebastião, João e outros desembargadores do Tribunal de Justiça de Mato Grosso: o abate teto zero e a incidência de Imposto de Renda que recai apenas sobre o básico do holerite, não atingindo valores sob a rubrica 'direitos eventuais' e outros.

O abate teto é uma régua por meio da qual se tenta impedir que salários de funcionários públicos estourem o limite do funcionalismo, que é de R$ 44 mil, pagos aos ministros do Supremo Tribunal Federal. Mas os adicionais - indenizações e direitos 'eventuais' e 'pessoais', os denominados penduricalhos da toga -, ficam de fora dessa conta e 'driblam' a barreira do abate teto.

Da mesma forma, o Leão do IR não se aventura em atacar os penduricalhos. Por exemplo, em janeiro, o desembargador João Ferreira recebeu R$ 149.356,89 em montante bruto - o IR mordeu R$ 9.452,26. Em junho, o magistrado teve contracheque de R$ 186.175,21 (bruto). O IR na fonte ficou em R$ 10.026,36.

O desembargador Sebastião de Moraes, em julho, teve subsídio líquido de R$ 128.389,44. Em cifras brutas, R$ 154.710,76. Desse total, o Leão tomou R$ 10.026,36.

Dos 540 magistrados da Corte mato-grossense, apenas três tiveram descontos, em seus holerites, por força do abate teto.

Os subsídios do Tribunal de Justiça também foram encorpados por uma rubrica denominada 'acervo processual de 2015 a 2019'.

COM A PALAVRA, O TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE MATO GROSSO

A reportagem do Estadão pediu manifestação do Tribunal de Justiça de Mato Grosso sobre os subsídios dos magistrados. Também foi solicitada manifestação dos desembargadores Sebastião de Moraes Filho e João Ferreira Filho, O espaço está aberto (pepita.ortega@estadao.com; fausto.macedo@estadao.com)

Leia também | Últimas notícias do Portal GCMAIS

Fonte: Estadão

Leia também
Gilmar Mendes valida reajuste de 15% do Bolsa Família e afasta violação à lei eleitoral
AUMENTO MANTIDO
Gilmar Mendes valida reajuste de 15% do Bolsa Família e afasta violação à lei eleitoral
18 de set. de 2026 - 20:15
Mendonça rejeita ação de aliado de Flávio Bolsonaro contra reajuste do Bolsa Família
MEDIDA
Mendonça rejeita ação de aliado de Flávio Bolsonaro contra reajuste do Bolsa Família
17 de set. de 2026 - 20:08
André Mendonça vai analisar pedido para suspender aumento do Bolsa Família
RELATORIA DO CASO
André Mendonça vai analisar pedido para suspender aumento do Bolsa Família
17 de set. de 2026 - 18:56