O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pode ser preso até outubro deste ano, segundo avaliação de advogados envolvidos na defesa dos réus da trama golpista, além de aliados e familiares próximos. As informações foram publicadas nesta terça-feira (11) pela coluna de Mônica Bergamo.
A previsão considera o andamento do processo que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF), sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes. O entorno de Bolsonaro acredita que o ministro deve rejeitar, nos próximos dias, os pedidos de novas diligências apresentados pelas defesas.
Com isso, a expectativa é de que a Procuradoria-Geral da República (PGR) apresente as alegações finais ainda em julho, possivelmente pedindo a condenação do ex-presidente. Em seguida, abre-se o prazo de 15 dias para a manifestação do tenente-coronel Mauro Cid, delator do caso, e das demais defesas.
Ainda de acordo com a coluna, Moraes não tem prazo legal para concluir o relatório, mas advogados acreditam que isso deve ocorrer até agosto, com o julgamento marcado na sequência. Caso Bolsonaro seja condenado, os embargos apresentados pela defesa devem ser analisados e rejeitados em setembro, o que abriria caminho para uma eventual prisão em outubro.
Bolsonaro pode ser preso até outubro
Bolsonaro é um dos oito réus do núcleo central da tentativa de golpe, acusado de envolvimento em um plano para impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva no fim de 2022. Entre os crimes apontados pela PGR estão:
- Organização criminosa armada
- Tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito
- Golpe de Estado
- Dano qualificado com violência e grave ameaça contra o patrimônio da União
- Deterioração de patrimônio tombado
Somadas, as penas podem ultrapassar 40 anos de prisão.
Na última terça-feira (10), Bolsonaro prestou depoimento ao STF e negou envolvimento com a tentativa de golpe, minimizando a participação na elaboração de documentos que visavam reverter o resultado das eleições de 2022.




